Maio 7, 2012

Facebook Offers: Hotel Irlandês vende 1 Milhão de Euros em 24 Horas

por Bruno Ribeiro

Recentemente, entre inúmeras inovações, o Facebook lançou a sua proposta para apresentação de descontos, as Facebook Offers. O conceito é simples bastando, através do painel de edição de status da página, criar uma nova oferta que passará a ser visível aos seguidores dessa página e a todos aqueles que se depararem com a promoção na plataforma. As marcas passam a ter de um canal mais simples de criar e divulgar promoções no Facebook, e os utilizadores de beneficiarem de descontos exclusivos.

Uma das principais vantagens é que não há intermediários – como acontece por exemplo com a Groupon – uma vez que o Facebook não cobra pela criação destas promoções. A plataforma espera, inteligentemente, que na expectativa de aumentar a divulgação das promoções as marcas estejam dispostas a apostar em anúncios, nomeadamente nas sponsored stories e no, também recentemente criado, reach generator. Uma outra vantagem, para consumidores e marcas, é que apenas quando o consumidor usufrui da promoção há movimento de capital, sendo este directamente pago ao promotor.

Esta é uma função do Facebook que ataca directamente as empresas de compras colectivas, beneficiando do tremendo potencial de divulgação da plataforma e da relação mais próxima entre marcas e consumidores, mas também dos vários pontos negativos dos modelos dessas mesmas empresas que o Facebook se esforçou por remover. Resta saber até que ponto terá sucesso num mercado saturado deste tipo de ofertas e onde hábitos já se formaram.

Existem no entanto sinais muito positivos vindo de uma oferta criada por um hotel da Irlanda do Norte que conseguiu, em menos de 24 horas, ver uma oferta de 1 noite por £42,50 ser activada por perto de 30 mil pessoas, o que corresponde a um potencial de negócio perto de 1 milhão de euros caso todos os que activarem a oferta a venham a usufruir (tecnicamente a receita poderá ser ainda superior se conseguirem convencer os hóspedes a ficarem mais noites ao preço regular).

A oferta em si não aproveitou todas as potencialidades da ferramenta, uma vez que não limitou o número de utilizadores que poderiam activar a mesma, o que levanta dúvidas sobre a capacidade do hotel em conseguir aceitar todas as pessoas – um problema aliás que muitas empresas que criaram ofertas para sites de compras colectivas também experienciaram. Mas não deixa de apresentar um sinal claro de que se trata de uma funcionalidade com muito potencial para as marcas, para os consumidores, e para o Facebook.

Maio 3, 2012

C&A leva o Like do Facebook para os Cabides das Lojas

por Bruno Ribeiro

Por vezes para fazer bom marketing digital, é preciso pensar fora da web. O que foi precisamente o que a C&A Brasil fez com esta iniciativa que transportou os likes que as diferentes peças de roupa da sua colecção receberam online para os cabides de exposição nas lojas, dando às clientes um feedback sobre a popularidade das peças. Uma boa forma de sincronizar o online com o analógico e de recurso à norma da validade social.

Via: Brainstorm9

Maio 2, 2012

O Dia em que o Pingo Doce “Raptou” o 1 de Maio no Twitter

por Bruno Ribeiro

Ontem e hoje não se fala de outra coisa que não a promoção de 50% de desconto do Pingo Doce. Não vou analisar a campanha, ou os acontecimentos da mesma, até porque não falta quem já o tivesse feito sob múltiplas perspectivas. Quem estiver interessado poderá ler este post onde o Paulo Morais faz uma análise mais detalhada sobre a mesma. Também não vou apontar outros exemplos internacionais de promoções similares, até porque podem ir ver os vários posts n’O Insurgente sobre esse tema. Deixo apenas este gráfico que apresenta comparativamente o número de menções no Twitter para “pingo doce” e “1 de maio”. De referir que apenas são contabilizados tweets que contenham links ou que receberam re-tweets.

Abril 26, 2012

O Fascínio pelo Número de Fãs no Facebook

por Bruno Ribeiro

O número de seguidores no Facebook continua a ser visto por muita gente como a principal métrica a ter em conta na avaliação da presença de uma marca nesta plataforma. Não é por isso surpreendente que notícias sobre a compra de seguidores, como a publicada pelo Público no passado sábado, continuem a surgir. Mas a verdade é que esta é uma métrica que, para lá do show-off, pode significar muito pouco se não for devidamente trabalhada.

Não quero com isto dizer que a presença de uma marca no Facebook não deva ter como objectivo a aquisição de um maior número de seguidores. Por muito que se fale de conversação, que é relevante e fundamental, o Facebook não deixa de ser uma plataforma de comunicação em que se procura fazer chegar uma mensagem a um número mais elevado possível de pessoas. Por isso, o número de seguidores que uma página tem é relevante, mas não deve ser a principal métrica de análise, nem deve ser vista isoladamente. Quando assim feito, para pouco mais serve de avaliar a popularidade de uma página e para alguém se vangloriar sobre o feito. O número de seguidores no Facebook parece ter vindo substituir os automóveis como forma de compensação para outras questões.

Thomas Baekdal publicou também recentemente um artigo intitulado ‘One Million Facebook Likes? So What?‘, em que aborda precisamente esta questão fazendo uma comparação entre o número total de likes de uma página e o rácio de pessoas que falam sobre essa página. Nessa análise fica claro que ter um maior número de seguidores não resulta propriamente numa página com um rácio elevado de conversações sobre essa mesma página. Um estudo australiano de que aqui falei, apontou também para uma baixa taxa de interacção com os fãs das 200 maiores páginas do Facebook a nível mundial. Numa análise que efectuei em seguimento desse mesmo estudo verifiquei que tanto as 100 maiores páginas de marcas a nível mundial, como as 100 maiores páginas em Portugal, apresentavam um rácio de interacção em torno dos 3%.

Resumindo, ao invés de se preocuparem com aglomerar números, os responsáveis por estas páginas deveriam preocupar-se com a criação de conteúdo que seja relevante para que os segue e que lhes permita retirar proveitos; seja através de mais vendas, visitas ao website, recomendações ou simplesmente difusão das suas mensagens. Estes esquemas servem apenas para se enganar a si próprios e resultarão, num futuro não muito distante, por ditar o abandono das iniciativas de promoção nestas plataformas porque, mais tarde ou mais cedo, alguém vai perceber que ter 1 milhão de zombies no Facebook não se traduz em melhores resultados empresariais.

Imagem: Dead End – close up by bennylin0724

Abril 23, 2012

Quantos votos vale uma celebridade? O caso Oprah Winfrey

por Bruno Ribeiro

Dificilmente haverá hoje em dia alguma personalidade televisiva mais influente do que Oprah Winfrey. A apresentadora norte-americana tem o verdadeiro “toque de Midas”, uma vez que praticamente todas as marcas que recomenda se tornam sucessos quase instantâneos. O Efeito Oprah, como é designado, tem ajudado a vender livros, colants, pipocas e sabonetes, como comprova a Claus Porto, cujos sabonetes se tornaram um sucesso após serem recomendados por Oprah. A LAFCO, empresa que comercializa os sabonetes nos EUA, registou um aumento do volume de negócios em mais de 1 milhão de euros em 30 dias após surgirem no programa de Oprah.

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