As redes sociais (não os social media entenda-se) estão na moda! Todas as organizações querem estar presentes. A maioria não sabe o que são as redes sociais, não sabe como funcionam, nem quais os benefícios que pode obter das mesmas; mas quer estar presente. Porquê? Porque toda a gente está presente!
O mais interessante é que ‘toda a gente’ não significa ‘os nossos clientes’, mas sim outras organizações. Estas organizações querem estar presentes apenas porque as redes sociais estão na moda. Não têm estratégia, não sabem o que esperar, nem se irão obter algum proveito da sua presença. O que interessa aqui é ‘to jump into the bandwagon’ – a norma da validade social a funcionar em pleno.
Se por um lado o facto das redes sociais estarem na moda tem a vantagem de ‘abrir os olhos’ às organizações portuguesas para um meio de comunicação e interacção com os clientes que até agora têm ignorado, por outro o potencial para desilusão e para catalogarem as redes sociais como um fiasco aumenta exponencialmente. Quando as ‘redes sociais’ não apresentarem os resultados esperados, a culpa irá recair sobre a tecnologia e não sobre a falta de estratégia.
Qual é o objectivo de estarem presentes? Ouvir os consumidores? Acompanhar novas tendências? Divulgar marca e produtos a novos mercados? Servir de centro de apoio ao cliente? A presença nas redes sociais é para durar ou para abandonar quando a ‘moda’ passar?
Antes de criar perfis da sua empresa nas redes sociais, pondere sobre estas questões. Se não tiver resposta para nenhuma delas, é porque a sua empresa não está preparada para estar presente nas redes sociais.
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A Euprera está a lançar os Euprera Social Media Awards 2010 para divulgar o trabalho dos melhores alunos e investigadores de RP da Europa.
Os três vencedores serão convidados a receber a sua distinção, incluindo um prémio monetário no valor de 250 Euros, no Simpósio de Primavera da Eurprera em Ghent, Bélgica, de 25 a 27 de Fevereiro de 2010. As regras podem ser consultadas aqui.
O painel de juizes é liderado por Neville Hobson. Além de ser um dos principais bloggers de RP na Europa e apresentador do podcast For Immediate Release, Neville Hobson tem ainda o cargo de Head of Social Media Europe no WeissComm Group.
O objectivo do Euprera Social Media Award é dar destaque ao trabalho de pessoas que estão a usar os canais de social media para debater e desenvolver novas ideias sobre RP e Comunicação. Sejam eles estudantes que começam a explorar esta nova área, ou investigadores experientes que se esforcem por inovar na teoria e prática de relações públicas.
Website oficial é http://publicsphere.typepad.com/euprerasma.
O contacto em Portugal é Bruno Amaral.
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Até recentemente (cerca de 10 a 15 anos) promover um produto era uma tarefa relativamente simples (teoricamente entenda-se): bastava decidir aquilo que se queria dizer aos clientes, gastar uma quantia elevada de dinheiro para comprar spots televisivos e espaços em revistas e jornais, e estava feito. Depois era só esperar que os clientes vissem/lessem a mensagem e fossem comprar os produtos ou requisitar os serviços. E então chegou a Internet, e mais tarde os social media, e tudo mudou. Agora os clientes partilhavam as suas opiniões com outros clientes e com as próprias companhias.
No livro Groundswell, os autores Charlene Li e Josh Bernoff relatam a opinião de Ricardo Guimarães, fundador da empresa Thymus Branding acerca da relação entre clientes, marcas e organizações:
O valor de uma marca pertence ao mercado, e não à organização. Neste sentido, a organização não é mais do que uma ferramenta para criar valor para a marca… A marca neste sentido vive fora, não dentro, da organização. Quando digo que a organização não está preparada para lidar com a marca, digo-o porque na sua visão eles estão a lidar com uma estrutura fechada que é a organização. A marca é uma estrutura aberta – eles não sabem como gerir uma estrutura aberta.
from → Marketing, Social Media
Se dúvidas houvesse quanto ao poder mobilizador (para o bem, para o mal e para o irrelevante) das redes sociais, os últimos dias trouxeram dois casos que o demonstram na perfeição: o vídeo em que Maitê Proença goza com Portugal e o novo anúncio do Pingo Doce. Os dois casos têm sido tema de discussão nas redes socias e rapidamente passaram para os mainstream media.
Começando pelo caso de Maitê Proença, o dito vídeo foi feito em 2007 para o programa Saia Justa e basicamente mostra a actriz por terras nacionais a gozar com Portugal e com os Portugueses. A resposta chegou através de comentários, posts, tweets e petições nas redes sociais. A actriz brasileira foi criticada, gozada e insultada por quem se sintou ofendido ou decepcionado com o seu comportamento. Os interessados em saber mais poderão ler este post no Bitaites e este outro do Paulo Querido que resumem bem as coisas.
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A 14 de Novembro em Lisboa vai-se realizar o Upload 2.0 meeting, um evento de discussão sobre a aplicação dos social media às áreas de marketing e comunicação e de debate sobre as novas tendências da web. O objectivo é o de criar um espaço de discussão pública sobre da crescente (r)evolução digital que tem vindo a alterar o panorama de interacção entre empresas/organizações e consumidores.
Para isso, procurou-se juntar um painel de oradores de luxo e não há duvidas que esse objectivo foi mais do que conseguido, senão atente-se ao cartaz: Ricardo Teixeira, Luís Rasquilha, Armando Alves, Rodrigo Moita de Deus, Sérgio Bastos, Filipe Carrera, Daniel Caeiro, Fernando Batista, Vasco Trigo e Paulo Querido. A moderar os debates estarão Domingos Pereira, Rodrigo Saraiva e João Morais.
As inscrições para o evento abriram esta segunda-feira, sendo possível inscrever-se até ao dia 8 de Novembro. Os preços variam entre os €28 para o público em geral e os €20 para estudantes. Para saber mais sobre o evento, podem consultar o site do mesmo, seguirem o perfil no Twitter ou tornarem-se fãs no Facebook.
A organização do evento está a cabo de Virgínia Coutinho, Vanessa Quitério, Bruno Amaral e um tal de Bruno Ribeiro!
from → Social Media

Este é um guest post de Carlos Ferreira (ver mais no fim) sobre os resultados eleitorais do passado dia 26 de Setembro, traçando uma comparação entre as estratégias de campanha de Angela Merkel e de Manuela Ferreira Leite.
A woman won the general election last 26th of September. She and her party ran a strong and effective (if somewhat contained) campaign. She will now form a government with the coalition party she chooses, and there are at least two to choose from. Her name is Angela Merkel, and she was the incumbent candidate to a second stint as the Chancellor of Germany.
The very same day, a woman lost a general election elsewhere in Europe; Ms Manuela Ferreira Leite was defeated by the incumbent Jose Socrates, and will not be the next Prime Minister of Portugal, to the dismay of many who thought there was no way she could lose it.

Todo o buzz em torno dos social media e a facilidade com que se podem criar perfis nas redes sociais ou um blog tem levado a que cada vez mais empresas apostem nestes meios para entrar em contacto com os seus clientes, actuais ou potenciais. E porque não haviam de o fazer? Cada vez mais pessoas usam as redes sociais para encontrar informações sobre produtos e/ou serviços. O Google é hoje em dia a página principal de qualquer negócio. Os consumidores preferem encontrar informação na net veiculada por outros consumidores, ou pelo menos ter a hipótese de comunicar directamente com uma empresa sem recursos a intermediários. É por isso natural que a aposta nos social media a nível empresarial cresça.
Existe no entanto um erro no raciocínio de muitas empresas que apostam nos social media para promover os seus produtos ou para interagir com os seus clientes: um perfil no Twitter, um blog da empresa, um canal no Youtube não são substitutos para um bom produto ou serviço! Se o produto/serviço for mau, a qualidade da presença de uma empresa nos social media pouco fará para o tornar num sucesso.
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