TomTom: Seios Atléticos

Já há algum tempo que não apresentava aqui um exemplo do uso gratuito de sexo em acções publicitárias. Hoje trago um anúncio da TomTom para o seu aparelho de fitness de pulso que não necessita que o utilizador use uma cinta peitoral para recolher dados biométricos. E que melhor forma de demonstrar essa inovação do que um anúncio cheio de close-ups aos seios de uma corredora?

5 Artigos para Ler em 10 Minutos #3

Deixo aqui mais uma dose de artigos interessantes que me despertaram a curiosidade recentemente.

Ecommerce Optimization: 6 Reasons Why Amazon Rocks (The Daily Egg) – a suportar o sucesso comercial da Amazon está muito trabalho de optimização do processo de compra online

A New Study Suggests Everyone Loses With Massive Restaurant Portions (Science of Us) – o crescimento das porções individuais nos restaurantes, sobretudo fast food, têm um lado negativo ao nível da satisfação dos clientes, para além de contribuírem para o aumento da obesidade

Even Data Journalists Like Klein and Silver Aren’t Above Hack Tactics (Betabeat) – uma análise ao facto de, mesmo iniciativas de jornalismo baseada em dados e análise, necessitarem de recorrer aos mesmos estratagemas de linkbait que suportam os sites de maior sucesso viral na web.

The six myths of digital marketing measurement (Marketing Magazine) – sobre a importância de medir bem e com as métricas correctas as iniciativas de marketing digital.

Why Pickup Truck Drivers Are Paying $5,000 to Pollute More (Science of Us) – tentar explicar o que leva pessoas a pagarem para prejudicarem activamente o ambiente num processo de afirmação pessoal e social.

5 Artigos para ler em 10 minutos #2

Os cinco artigos que mais curiosidade me despertaram na passada semana:

Facebook Still Dominates Teens’ Social Usage (Nate Elliot’s Blog) – apesar das constantes previsões de queda, os dados reais demonstram que o Facebook ainda é a plataforma de redes sociais mais utilizada pelos jovens.

BBC launches a video news channel on Reddit in pursuit of further digital experimentation (The Next Web) – o experimentalismo da BBC ao procurar novos canais de distribuição no online.

Stop Hesitating: 6 Ways to Move Your PR Program Forward (Shift Communications) – um conjunto de dicas simples para combater a inércia e o medo de errar.

YouTube Net AwesomenessTV Steals TV Spend for Royal Caribbean Series (Ad Age) – a mudança de investimento publicitário da televisão para o vídeo online começa a ser encarado como uma realidade a explorar e não apenas uma tendência de futuro.

When Beliefs and Facts Collide (The Upshot) – o conflito psicológico entre factos e crenças continua a despertar curiosidade, e a confundir a comunidade científica.

5 Artigos para ler em 10 minutos

Um conjunto de 5 artigos de leitura rápida que me despertaram a curiosidade na passada semana:

Disney’s ‘Frozen’ fires up Norway’s tourism (CNBC) – o impacto, inesperado, que o filme de animação da Disney “Frozen” teve na procura turística da Noruega junto dos norte-americanos.

Why Virgin Atlantic Chose Google Glass Over Tablets and Smart Watches (Skift) – a Virgin America fez recentemente um teste piloto de utilização do Google Glass pelo seu pessoal de aeroporto nas interacções com os clientes.

Tourists Keep Coming to Their Favorite TV and Movie Destinations (Skift) – do grande para o pequeno (agora se calhar o médio) ecrã, o impacto que o cinema e a televisão têm no turismo

How Important is Sharing for Premium Content? (Baekdal / Plus) – uma análise de caso sobre a importância da partilha para a promoção de conteúdos premium e captação de clientes.

New Orleans Tourism Partners With Disney/ABC (Mediapost) – da teoria à prática, a forma como a cidade de New Orleans está a tentar aproveitar o sucesso do filme da Disney “The Princess and the Frog” para atrair turistas à cidade.

FourSeasons Lança “Airbnb” de Luxo

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O site Airbnb, que permite a proprietários individuais alugar um espaço de sua casa, ou a totalidade da residência, a outras pessoas, tem sido visto como um novo némesis da hotelaria tradicional. Efectivamente, com valores mais baixos, e sem as regras de segurança, higiene e fiscais a que os hotéis estão sujeitos, este é um tipo de negócio que começa a colocar alguma pressão sobre as cadeias de hotéis, mas também sobre os hostels.

Independentemente das questões legais e fiscais que se têm levantado contra o Airbnb, o modelo de negócio encontra-se claramente adaptado às novas tendências de consumo, nomeadamente o eclodir da economia colaborativa e a procura de experiências mais autênticas, sobretudo em termos de turismo. Um modelo que, de certa forma, passa um pouco ao lado da hotelaria tradicional, mas que não a exclui por completo, bastando haver vontade de aprender e capacidade de adaptação, de forma a criar um serviço “novo” mantendo no entanto os factores diferenciadores do serviço de um hotel.

Foi precisamente isso que a cadeia Four Seasons fez, criando o seu próprio portal de aluguer de residências de luxo, que mantêm a qualidade de serviço típica das propriedades do grupo. Através do site vacationrentals.fourseasons.com, os clientes habituais do grupo poderão escolher de um conjunto de propriedades de luxo, um pouco por todo o globo – para já só não há opções de escolha na Europa – que providenciam a experiência de uma residência pessoal, associada aos serviços de um hotel de cinco estrelas. Entre os serviços que poderão ser requisitados pelos hóspedes encontram-se os serviços de um chefe privado, serviços de limpeza, e de fitness. para além de motorista privado ou ter o frigorífico devidamente apetrechado.

O serviço está longe de ser uma réplica do Airbnb e não se trata de uma versão de luxo da economia colaborativa. Mas é um bom exemplo de como quando uma marca se encontra aberta a novas aprendizagens e a “ler” o mercado e os consumidores, consegue adaptar-se a novas realidades.

Ikeahacking: A História de uma Oportunidade Perdida

jules-sad Chegados a 2014 é interessante constatar que, por muita evangelização que seja feita e por muitos posts em blogs que se tenham criado, a “socialização” do mundo corporativo ainda é um processo na sua infância. O paradigma hiper-protectivo da marca e da sua imagem ainda reina, e a co-criação de valor, não obstante alguns exemplos interessantes, é ainda uma utopia relegada para projectos menores e pontuais.

Vem isto a propósito da recente “polémica” entre a Ikea e o site Ikeahackers.net, resultante de uma acção Cease & Desist da multinacional sueca para o abandono da utilização do nome da empresa na denominação do site, ou para, mantendo o nome, que o mesmo deixe de ter qualquer fim comercial, incluindo a exibição de anúncios publicitários. Podem ler a explicação do caso neste post do criador do site.

Do ponto de vista legal e corporativo, a Ikea fez o que seria de esperar (estranho é que tenha demorado tanto): viu uma utilização abusiva da sua marca, e agiu para impedir que a mesma continuasse. Além disso, há que acrescentar que as alterações aos produtos podem resultar numa menor funcionalidade e durabilidade dos mesmos, sendo compreensível que a Ikea não quisesse ser responsabilizada por situações que não controla.

Há no entanto a perda de uma clara oportunidade de criar valor para a sua comunidade e para a sua própria marca. Sendo evidente que o site apresentava formas “não sancionadas” de utilização dos produtos Ikea, também é verdade que o mesmo ajudava a promover a marca e a fazer crescer o seu impacto comercial, mostrando que há mais vida num modelo de estantes do que simplesmente decidir se é colocado na vertical ou na horizontal.

Aquilo que a Ikea poderia, e deveria, ter feito era integrar o site na sua estratégia digital e garantir que toda a publicidade apresentada no site era sua, e que seria fácil para os utilizadores, a partir dos vários posts, efectuar a compra dos produtos da marca. Poderia, e deveria, ter acordado com os proprietários do site que, em todos os posts, fosse colocado um aviso a desresponsabilizar a marca pelo uso dos seus materiais para outros fins que não aqueles para que foram feitos. Poderia, e deveria, promover a comunidade a apresentar formas criativas de utilização dos seus produtos e poderia, e deveria, criar anualmente uma amostra nas suas lojas dos designs mais criativos e originais. Poderia e deveria.

Mas para isso era preciso “largar” um pouco mais a marca para que esta pudesse ser trabalhada pelos consumidores. E é este medo de perder controlo por algo que é seu que leva as empresas a não assumirem uma política mais aberta e social. O que se esquecem é que na realidade, sempre foram os consumidores a “controlarem” a imagem das marcas.

Imagem: ikeahackers.net

O Diário de um Sem-Abrigo no Facebook

O recurso às plataformas de social media para campanhas pró-sociais não é algo de novo, mas é sempre interessante ver boas execuções como este caso em que o dia-a-dia de um sem-abrigo de Viena foi acompanhado no Facebook com o intuito de consciencializar as pessoas para os problemas de quem vive na rua, e das entidades que trabalham para as ajudar.