Não sendo este o propósito deste blog não posso deixar de lançar um repto aos leitores, seguindo o exemplo do pessoal do Lugares Mesmo Comuns, de votarem no Rio e Vale do Douro na iniciativa New 7 Wonders of Nature.
Neste momento o Douro está em 13º lugar na categoria Lake, Rivers and Waterfalls sendo que apenas os 11 primeiros de cada categoria avançarão para a fase seguinte.
O meu apelo ao voto tem 2 razões: 1) acredito que a paisagem do Douro é uma das mais belas do planeta; 2) a presença da região na lista final de 77 representará um forte incentivo económico através do turismo.
Como tal, apelo uma vez mais ao vosso voto que podem efectuar através do seguinte endereço: http://www.new7wonders.com/nature/en/vote_on_nominees/
Quem tiver dúvidas quanto ao mérito do voto, só tem de se dirigir a este link do Flickr e constatar a beleza do Douro em milhares de fotos como esta que aqui deixo da autoria de Francisco-PortoNorte:

Apesar de já levar uma semana de atraso, não quero deixar de dar aqui o meu contributo para a discussão sobre as discrepâncias entre os resultados eleitorais e as previsões avançadas pelas várias sondagens realizadas durante a campanha. Como ponto prévio, devo dizer que o alarido todo que se fez – sobretudo no caso do CDS – serve mais como aproveitamento político do que como crítica justa, sendo que a propostas de proibir a divulgação de sondagens no período de campanha apresentada por este partido um completo absurdo.
Posto isto, não há como negar que as empresas e institutos que realizaram sondagens durante as Europeias falharam redondamente! E falharam sobretudo devido à elevada abstenção que deturpa os resultados obtidos nas sondagens. Isto porque os dados das sondagens não reflectem a importância que a abstenção tem ou terá sobre os resultados finais de uma forma inteiramente fidedigna. Será possível fazê-lo? De momento não conheço nenhuma metodologia que permita efectuá-lo com a precisão desejada, mas será necessário aperfeiçoar a existente para evitar nova derrapagem.
Quem circula na A41, a Circular Regional Exterior do Porto (CREP), no sentido Perafita-Maia encontra na primeira saída dois possíveis destinos: o Aeroporto Francisco Sá Carneiro ou a Via Regional Interior (VRI) que permite aceder à cidade do Porto, a Matosinhos ou fazer a ligação com a A3 (Braga) ou A4 (Vila Real). A escolha do destino é feita através de uma bifurcação: à esquerda o Aeroporto, à direita a VRI. Para além da sinalização que antecede a saída, os condutores encontram – na bifurcação – sinalização indicando qual a via para o Aeroporto e qual a que dá acesso à VRI. Para além das placas, cujo aviso chega tarde de mais para uma tomada de decisão, estão pintadas na faixa que dá acesso ao Aeroporto as seguintes palavras:

O resultado disto é que se torna normal ver condutores que não conhecem a estrada a ficarem indecisos sobre qual o caminho a seguir e a terem mais tarde de voltar para trás!
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O Pedro Magalhães realça, e bem, a diferença existente entre a campanha para as Europeias do PS da dos restantes partidos. Nota o Pedro que o PS tem feito uma campanha mais ‘despersonalizada’ e que realça sobretudo os momentos históricos da adesão de Portugal à UE. Por outro lado, os partidos da oposição não só têm apostado forte nos seus candidatos como têm proposto slogans mais direccionados para a política interna. O Pedro questiona se a opção do PS é a mais correcta.
Pessoalmente acho que sim. A maioria dos eleitores não irá votar a pensar nessa coisa tão distante que é o Parlamento Europeu; irá votar pensando na política nacional e nas suas preocupações do dia-a-dia. A ideia por detrás da campanha do PS – penso eu – foi a de procurar retirar o foco destas eleições da política interna e evitar que o voto dos portugueses se torne num voto de ‘castigo’ ao executivo liderado por Sócrates.

