
In Blogs on Maio 30, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: Blogs, nike, portugal, Web
A Nike Selecção tem um blog! Já tinha tido um por alturas do Mundial de 2006 e volta a repetir a ideia em 2008, só que desta vez também tem uma conta no Flickr e no Twitter! Viva a inovação!
Poderia ser uma ideia brilhante e uma excelente forma de aproximar mais jogadores e adeptos. Mas não é! O blog é apenas uma manobra de marketing da Nike. Aliás, nem sequer é um blog da Selecção, é um blog da Nike para promover a marca e os jogadores da Selecção que são patrocinados pela Nike. Para não variar, mais uma demonstração que em Portugal empresas e associações não percebem nada de blogs e de social media!

In Blogs, Persuasão, Psicologia Social, Web on Maio 30, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: Psicologia Social, Blogs, Web, Persuasão, psicologia, autoridade, comunicação social
No meu post sobre a norma da autoridade na persuasão alertei para o facto de que um dos principais problemas desta norma é transferência da autoridade de uma pessoa de um dado assunto para outros na qual essa autoridade não se aplica. Moita Flores é o exemplo prático disso mesmo!
Elevado a personalidade mediática pela facilidade como surge na televisão a comentar todo e qualquer caso policial, ou não policial, Moita Flores assumiu um papel de autoridade que tem vindo a transferir, com sucesso diga-se, para outras áreas onde se percebe não ter conhecimento que lhe permita assumir esse estatuto. Nada melhor qualifica Moita Flores como a designação de “homem dos sete ofícios” que o Marco Santos o designa. Continuando a usar as palavras publicadas no Bitaites, deixo aqui este parágrafo que sumariza na perfeição a situação:
O homem tem o notável talento de dizer lugares-comuns com a mais absoluta das convicções. E esta é uma qualidade óptima para quem quer aparecer em televisão, como qualquer político sabe. E ele também é político. Ele é tudo e mais alguma coisa. Ser ou não ser, para Moita Flores, não é questão que se coloque. Um especialista em banalidades tem convicções sobre o caso Maddie, a polícia, os ladrões, o mar e o campo, o céu e a terra, os santos e os terroristas, as mensagens instantâneas e as comunicações encriptadas, os blogues, a Internet, o que se quiser. Acho que seria até capaz de dissertar sobre a psicologia da torneira da minha casa de banho, se isso implicasse um debate público. Obviamente, não precisava sequer de a usar. Quem viu uma torneira, viu todas.
No meu post acima mencionado escrevi o seguinte:
A melhor linha de defesa contra o uso indevido desta norma é começar por tentar definir se a suposta autoridade de alguém é relevante para o assunto em questão. Devemos também tentar separar a opinião da pessoa que a emite, de forma a avaliarmos os méritos desta e não a aceitarmos com base apenas no estatuto de quem a emitiu.
Quem se deu ao trabalho de ouvir Moita Flores falar percebeu perfeitamente que se trata de alguém que desconhece a realidade da Internet e que se deu ao trabalho de escolher as palavras e chavões que melhor serviam o propósito de atacar a Internet e mais particularmente os blogs. Infelizmente, Moita Flores tem adquirido um estatuto de autoridade exacerbado pelas suas constantes presenças em programas “populares” que irá permitir que as barbaridades que proferiu assumam um estatuto de verdade para muitos portugueses que não têm qualquer contacto com a Internet.

In Web on Maio 30, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: comunicação social, Web
Estava sossegado a jantar quando começou o programa “Aqui e Agora” da SIC dedicado aos “perigos da Internet”. Comecei a ver aquilo à espera do que dali ia surgir, mas bastou ver Moita Flores como um dos painelistas para perceber que dali só poderia esperar tiradas populistas e demagógicas com nenhuma noção de realidade.
Lançam-se termos como “terrorismo”, “calúnia”, “difamação”, “pedófilos” para classificar a internet em geral porque se sabe que é isso que agrada às massas que não estão a perder tempo para apurar factos ou ter contactos com a realidade. O que interessa é que é servido pela televisão!
Depois veio aquela peça de promover a vitimização de alguém que a única coisa que merecia era um bom par de estalos por ser imbecil. Pelos vistos agora a culpa é da Internet das pessoas resolverem publicar imagens suas em bikini, em lingerie ou mesmo nuas para os outros verem. Para a próxima só tem de se dar ao trabalho de ler os termos de utilização dos sites antes de colocar lá material “privado”. E por falar em “privado”, saberá a moça que o Hi5 tem uma opção que lhe permite limitar o acesso ao seu perfil e material aí constante às pessoas que seleccionar? Provavelmente não porque para isso teria de ler 3 ou 4 linhas de texto no site!
Verdadeiramente nojenta foi a tentativa da SIC de fazer passar o fenómeno das mommy-bloggers como um serviço à la carte para pedófilos! Não vou adiantar mais sobre este assunto porque é absolutamente asqueroso aquilo que se promoveu! Aquele programa não foi mais do que uma peça de mau jornalismo por parte da SIC! Patético e ignorante! Quem daquelas pessoas tem um blog, consulta blogs ou participa em social networks?
Recomendo a leitura daquilo que o Paulo Querido e o Marco do Bitaites escreveram. O posto do Certamente! tem no final uma lista de várias opiniões acerca do tema que vale a pena lerem.

In Social Media, Web on Maio 29, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: hi5, myspace, orkut, social networks
Na passada terça-feira foi oficialmente lançada a versão portuguesa da social network MySpace. O evento foi marcado por uma festa no Lux em Lisboa, para a qual foram convidados alguns bloggers através da Torke 2.0. Fui um desses convidados, mas por questões pessoais e profissionais não pude marcar presença. De qualquer forma, reitero o meu agradecimento ao Daniel Caeiro pelo convite e pela abertura da Torke (tanto a tradicional como a 2.0) têm vindo a demonstrar para com a blogosfera.
O lançamento da versão portuguesa do MySpace é um acontecimento bastante interessante, sobretudo por não ter precedente em termos de social networks. A ideia da festa de lançamento foi claramente a de gerar buzz sobre a existência de uma versão portuguesa e com isso tentar atrair o maior número possível de pessoas para o MySpace. É que apesar do sucesso a nível internacional, o MySpace não tem em Portugal a mesma expressão com que conta em outras paragens. Basta aliás aceder aos rankings Alexa (não é a fonte perfeita, mas é a que no momento oferece melhores comparações) para Portugal para constatarmos que o MySpace ocupa o 23º lugar, atrás do Orkut (17º) e muito atrás do Hi5 (2º) a social network de eleição em Portugal.
Para se ter uma noção da diferença que o MySpace terá de ultrapassar, deixo abaixo dados retirados do Google Trends que apresentam o volume de pesquisas feitas para estas 3 social networks a nível global e, no segundo caso, apenas em Portugal:
1) Volume de Pesquisa a nível Global:

2) Volume de Pesquisa em Portugal

Como facilmente se constata por estes gráficos o Hi5 tem uma vantagem enorme que dificilmente outra social network irá conseguir abater, a menos que ofereça algo de novo e de absolutamente inovador. Nas condições actuais, é possível que a festa de lançamento e uma maior atenção mediática catapultem o MySpace para o segundo lugar ultrapassando o Orkut, mas isso será insuficiente para ameaçar o domínio do Hi5. Isso acontece porque este último se implantou primeiro e porque a novidade das social networks já passou. Quem tem perfil no Hi5 precisará de um motivo muito forte para criar um no MySpace e “trocar” de paragens virtuais.
Pessoalmente, acredito haver possibilidade de conseguir aumentar o perfil do MySpace e de conseguir que um maior número de pessoas se mudem para a social network das News Corp. Mas isso fica para outro post.

More than any other factor, it has been Barack Obama’s grasp of the central place of Internet-driven social networking that has propelled his campaign for the Democratic nomination into a seemingly unassailable lead over Hillary Clinton. Her campaign has been so 20th-century. His has been of the century we’re in.
Using Twitter over the past week or so has been a very frustrating experience. The site takes a long time to load, its features either intermittently or permanently don’t work, updates get lost and, due to the site’s miserable uptime, its third party applications don’t work either. For a time, every second person’s update complained about Twitter’s uptime (or lack thereof) and some suggested a mutiny. (…) However, what has arisen from Twitter’s problems is an excellent case-study in good public relations.
Publicado Maio 29, 2008 por Bruno Ribeiro