Às Empresas, MSM e Políticos: A Vossa Internet Morreu!

A crescente importância que a Internet assume na vida das pessoas apenas terá tendência para aumentar nos próximos anos. À medida que cada vez mais pessoas vão crescendo tendo a Internet como uma realidade sempre presente, e que o seu uso se vai generalizando para toda a população, cada vez mais importante será a adopção de uma estratégia de promoção online por parte de marcas, partidos políticos e mesmo pelos governos. Nada disto é novidade, nem pode ser visto com algo de inovador ou visionário; é uma realidade que se vai concretizando aos nossos olhos e que ninguém ousa negar. Seja para encontrar recomendações de produtos ou serviços, ou para encontrar informação política, cada vez mais pessoas terá a Internet como meio privilegiado de pesquisa de informação.

“Dentro” da Internet, cresce também a importância dos social media, um crescimento que se deve a um facto simples: embora o conteúdo seja virtual, os social media dão uma “face humana” à Internet! Com os social media conseguimos “perceber” que do outro lado estão outras pessoas como nós, que têm as mesmas preocupações e ambições. Mas os mainstream media e as empresas não são compostas por pessoas? Sim, mas aqui a diferença não está no facto de serem ou não pessoas, mas sim em serem ou não percebidas como similares, como fazendo parte do mesmo tecido social que nós! Nos MSM, nas empresas e nos partidos políticos estão “profissionais”, pessoas que são pagas para escreverem o que escrevem, para defenderem determinadas políticas ou produtos; no fundo, pessoas que têm um interesse pessoal naquilo que dizem ou fazem. O mesmo poderá acontecer nos social media, mas em menor quantidade e de uma forma menos perceptível, o que faz toda a diferença.

Não quero com isto dizer que os MSM, por exemplo, irão desaparecer ou deixar de ser importantes. As pessoas continuarão a necessitar de informação de fontes especializadas e que sejam consideradas como autoridades. A opinião de um jornalista que construiu a sua carreira à base de jornalismo de investigação sobre a situação no Médio Oriente continuará a ser mais credível do que a de um blogger que resolveu dissertar sobre o assunto no meio de dois posts acerca de futebol ou da qualidade das bifanas na churrascaria da esquina. Mas esse jornalista irá estar em disputa directa não só com esse blogger, mas também com outros que se dedicam a assuntos políticos e serão vistos como credíveis aos olhos dos leitores.

E a verdade é que são esses blogs que estarão melhor posicionados nos motores de busca e que por isso serão lidos em primeiro lugar. Não é de todo certo que, à velocidade que consumimos informação nos dias que correm, os potenciais leitores cheguem a ler aquilo que o reputado jornalista escreveu. O mais provável é que se chegarem a ter contacto com esse texto seja em segunda mão depois de ter sido sumarizado e criticado por outro blog. Mais, com a facilidade de edição existente nas plataformas de social media, comparativamente às mais estáticas páginas dos MSM, é provável que uma peça jornalística fique rapidamente desactualizada enquanto nos blogs, no Twitter ou em fóruns as pessoas poderão encontrar informação “fresca”.

Esta realidade estender-se-à ao mundo dos negócios e à política. Cada vez menos pessoas procurarão informação em primeira mão quando a têm disponível, sumarizada e com mais credibilidade (pelo menos numa primeira percepção) em outros locais. Qual o motivo de aceder a sites desactualizados, estáticos e sem interactividade para conhecer as características de um produto ou as propostas eleitorais de um candidato, quando posso conhecê-las e discuti-las com outras pessoas como eu num blog ou num fórum?

Que mensagem quero passar com este post? É simples: acordem para a vida! A “vossa” Internet desapareceu! Esta nova realidade coloca os consumidores/eleitores cada vez mais longe do alcance das empresas, jornais, tv’s ou partidos políticos. E a tendência é para que a distância aumente, e terão de ser essas empresas, esses jornais, tv’s e partidos que terão de diminui-la e não estar à espera que as pessoas vão ter com eles, porque não irão! É preferível discutir um tema no café com os amigos do que numa loja com os vendedores de um produto. A diferença é que agora o café é virtual e os “amigos” com os quais podemos discutir ilimitados. Quanto mais tarde empresas, MSM e partidos políticos perceberem isto, pior será!

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