Uma das estratégias mais usadas em marketing é o lançamento de uma nova versão de um produto ou da reformulação da embalagem em que o mesmo era apresentado. A ideia é passar aos clientes a sensação de novidade, muito embora se esteja na realidade a vender exactamente a mesma coisa. De um ponto de vista racional, não faz muito sentido que estas estratégias tenham sucesso, mas a verdade é que quase sempre que uma nova versão de um produto é lançada o mesmo obtém bons resultados (pelo menos comparativamente com a performance anterior), mesmo que depois não os consiga manter.
Um recente estudo realizado pela Dra. Bianca Wittman, do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging at University College London, poderá fornecer uma explicação para este fenómeno. Recorrendo a ressonância magnética funcional (fMRI), a equipa da Dra. Wittman monitorizou o funcionamento cerebral de 20 voluntários numa experiência, verificando que quando expostos a novos objectos dentro de uma categoria similar, o “centro de recompensas” do cérebro (ventral striatum) era activado sendo mais provável que os voluntários escolhessem esses novos objectos em detrimento de outros mais familiares e que lhes traziam mais vantagens. Ou seja, a apresentação de novos estímulos leva-nos a correr mais riscos!


