Monthly Archives: Dezembro 2008

Melhores Blogs de 2008

Na falta de uma iniciativa mais séria e, sobretudo, para não ficar mal junto do Paulo Querido depois de ter feito uma profecia no Certamente!, deixo aqui a lista dos melhores blogs de 2008 – pelo menos para mim são!

Esta lista tem como único critério o prazer que estes blogs me deram durante este ano sempre que os li. Como tal é uma lista altamente subjectiva e que abarca apenas algumas categorias e uma ínfima parte dos blogs nacionais. Como não ‘acredito’ na existência de um Melhor Blog geral, essa categoria não faz parte desta lista. Abaixo as minhas escolhas:

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O Melhor de 2008 no Dissonância Cognitiva

O final do ano é sempre uma altura propícia a balanços, e o Dissonância Cognitiva não foge à regra, mesmo tratando-se do ano de nascimento deste blog. Até ao momento não posso deixar de estar satisfeito com o rumo do blog e com o ‘relativo’ sucesso que o mesmo tem. Como tal, deixo aqui ficar os 10 posts que mais atenção atraíram durante este ano – calculados de uma forma ‘caseira’.

1. A Ciência da Persuasão: 6 Princípios Psicológicos

2. Mudar Atitudes ou Comportamentos? – Uma Questão Fundamental em Publicidade

3. Tácticas de Persuasão #2: Door-in-the-face

4. Psicologia da Persuasão: A Norma da Reciprocidade

5. O Plágio Descarado da Renova

6. A Importância do Nome no Sucesso Internacional de um Produto

7. Tácticas de Persuasão #9: A Palavra Mágica

8. Psicologia da Persuasão: A Norma da Atracção

9. Psicologia da Persuasão: A Norma da Consistência

10. Psicologia da Persuasão: A Norma da Validade Social

Armadilhas Persuasivas das Promoções de Natal

Época de Natal equivale a compras, e a oportunidades da parte das principais cadeias de lojas de compensarem os últimos meses afectados pelo espectro da crise! Mas, mesmo nesta altura em que os consumidores estão mais dispostos a gastar o seu dinheiro, é necessário que quem vende recorra a tácticas de persuasão eficazes para se destacar da concorrência, e garantir que os clientes gastem mais do que aquilo que gostariam. Como me aconteceu a mim recentemente!

Apesar de estudar o assunto e de conhecer grande parte das estratégias usadas pelos lojistas, isso não me garante “imunidade” perante as mesmas, sobretudo nesta altura em que estamos todos com as defesas mais relaxadas pelo ambiente festivo da época.

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Como os Medicamentos Genéricos Deviam ser Promovidos

Aproveitando os dois posts anteriores, hoje irei abordar a publicidade dos medicamentos genéricos. Desde que a venda deste tipo de medicamentos foi permitida em Portugal que os laboratórios responsáveis pela sua produção têm tentado ‘vender’ a ideia de que os seus medicamentos são tão bons e eficazes como os medicamentos de ‘marca’. Já tomei alguns medicamentos genéricos e até ver todos resultaram satisfatoriamente e sem efeitos secundários, como aliás seria de esperar já que são aprovados para venda ao público.

No entanto esta publicidade assenta numa lógica errada: a de que o consumidor final tem uma palavra a dizer na escolha dos medicamentos! Não digo que não tenha, mas a verdade é que tem muito menos peso na decisão final do que os laboratórios que comercializam medicamentos genéricos gostariam.

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Encefalomielite Miálgica – ou como o Nome da Doença Afecta os Lucros dos Laboratórios e o Prestígio Social dos Médicos

Ontem abordei a forma como o uso do nome técnico para uma enfermidade afecta a percepção que as pessoas têm da mesma. Nomeadamente, essa enfermidade é mais vista como sendo uma doença, é considerada como sendo mais grave e percebida como sendo mais rara quando é usado o seu nome técnico do que quando se usam termos mais populares para a descrever. Este fenómeno tem implicações económicas e sociais na forma como as enfermidades são encaradas, mas também nos proveitos daí retirados por parte de médicos e laboratórios médicos.

Começando precisamente por este último ponto, quanto maior for a percepção de gravidade de uma doença, maior será o sentimento de necessidade e de urgência por parte dos utentes em recorrer à medicação necessária. Daí retiram dividendos económicos os laboratórios médicos já que aumentam a receptividade do mercado para os seus produtos. O caso da disfunção eréctil é um exemplo prático deste tipo de situação: a mudança de nomenclatura aumentou a predisposição psicológica para procurar ajuda e medicação para o problema, o que não acontecia por pressões sociais quando se falava somente em impotência.

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Como o Uso do Nome Técnico de uma Doença Aumenta a sua Gravidade

Os médicos são conhecidos pela sua péssima caligrafia e pelo uso de termos técnicos na descrição de doenças e sintomas que escapam à compreensão da grande maioria dos seus utentes. Embora se perceba o porquê do uso da terminologia correcta para cada doença, a verdade é que o uso dessa mesma linguagem técnica influencia a percepção que os doentes e a sociedade têm das várias enfermidades podendo mesmo daí resultar um exagero da gravidade associada a cada doença.

Esta possibilidade foi atestada num estudo levado a cabo por um grupo de investigadores liderados por Meredith Young, do Departamento de Psicologia, Neurociência e Comportamento da McMaster University no Canadá. Os resultados do estudo demonstraram que quando é dado a uma certa condição um termo médico mais técnico, a mesma é considerada como sendo mais grave, mais provável de se tratar de uma doença e de ser mais rara – e no caso das doenças, a raridade está normalmente associada a um maior risco.

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