Monthly Archives: Julho 2009

Promover Portugal como Marca de Origem

A AEP lançou uma nova campanha que procura promover os produtos nacionais junto dos consumidores portugueses. A campanha, intitulada ‘Portugal, a minha primeira escolha’, vem no seguimento da iniciativa ‘Compro o que é nosso’ e pretende divulgar a qualidade dos produtos made in Portugal tornando-os apelativos a um povo cuja auto-estima não está assim muito elevada e que olha com desconfiança para aquilo que por cá vai sendo criado.

A iniciativa é louvável e, diria mesmo, necessária para revitalização da economia nacional. Em Portugal produzem-se artigos de elevada qualidade, reconhecidos internacionalmente. Nada contra a campanha, muito pelo contrário. Mas lendo a notícia no site da AEP constato o quanto ainda em Portugal se desconhece sobre as reais motivações dos consumidores. Destaco este parágrafo:

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Julgar Livros pela Capa: o Poder do Contexto na Percepção de Valor

‘Não julgues um livro pela sua capa’

Um conselho que de certeza já todos ouviram e que não é mais do que uma forma mais requintada de se dizer que as aparências iludem. Vem isto a propósito de um erro comum nos seres humanos que é o de avaliar os factos com base na qualidade dos mesmos mas sim com base na proveniência da informação. A mesma informação é avaliada de forma diferente consoante quem a nos transmite.

Este ‘erro’ comum pode levar-nos a sobrevalorizar determinados factos que não mereceriam a nossa atenção ou a ignorar outros bem mais relevantes. Como referi quando abordei a norma da autoridade na persuasão nem sempre os argumentos de uma teoria são aquilo que mais impacto têm sobre nós; muitas vezes quem o diz é o factor mais relevante de todos.

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Gen X e Y em Portugal: Estudo Interessante da Brand Oaks

Via Brief do Lombo, tomei conhecimento desta apresentação da OAK Brands sobre as Gerações X e Y de Portugal. Antes de sequer tecer qualquer comentário, recomendo que vejam a apresentação e reflictam sobre a mesma porque vale a pena


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Monitorizar os Social Media: E os Fóruns, Pá?

Os social media estão em voga! Parece não haver dúvidas e é saudável que cada vez mais as pessoas, as empresas e os meios de comunicação social dediquem mais tempo e atenção a estes meios. Mas algo que me faz alguma confusão é o facto de se falar de social media apenas em termos de blogs, das social networks e do Twitter – ultimamente até os blogs estão a ser deixados de parte na definição de social media. E os fóruns?

Poucas vezes se fala dos fóruns – que existem aos milhões – como uma das vertentes dos social media. Eu compreendo que isso ocorra porque os fóruns não são ‘novidade’, são algo do passado, da web 1.0 e como tal são esquecidos nas listas e nas análises que se fazem dos social media. Quando escrevi aqui um Guia de Monitorização dos Social Media, na entrada relativa aos locais onde as empresas devem centrar a monitorização, referi o seguinte acerca dos fóruns:

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Adolescente Britânico Demonstra a Ignorância e Credulidade das Empresas

O mundo empresarial britânico está em ‘choque’ devido a um memo escrito por um estagiário de 15 anos da Morgan Stanley acerca do uso que os adolescentes no que aos media diz respeito. O memo, escrito por Matthew Robson, pode ser lido na integra aqui.

Depois de ter lido aquilo que Robson escreveu, só tenho 2 pensamentos: 1) o mundo empresarial não conhece os adolescentes, caso contrário não ficaria surpreendido e chocado com o memo; 2) o mundo empresarial é facilmente impressionável por qualquer relato que seja feito sobre novas tecnologias.

Aquilo que o memo diz é simples: os adolescentes gostam de coisas novas, fáceis de utilizar, que lhe providenciam um estatuto junto dos amigos e que seja gratuitas! Acima de tudo gostam de estar com os amigos e de partilharem com eles experiências. E isto é novidade onde? Será que os funcionários da City não se recordam do que é ser adolescente?

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Cabines de Prova: A Grande Arma das Lojas de Roupa

Quantas vezes já entrou numa loja de roupa para comprar um determinado artigo, ou mesmo só para ‘ver’ ou acompanhar outra pessoa, e acabou por comprar algo totalmente diferente daquilo que tinha planeado? E quantas dessas vezes essa opção acabou por ser tomada após experimentar as peças de roupa nas cabines de prova?

Como é óbvio, hoje em dia não faz sentido comprar uma peça de roupa sem a experimentar primeiro para termos a certeza de que nos serve ou de que nos fica bem. Desta forma evita-se o transtorno de ter de voltar à loja para trocar algo que é uma tamanho acima, ou abaixo, ou que simplesmente nos faz parecer ridículos. Visto do ponto de vista das lojas, seria mais prático e eficiente se os consumidores se limitassem a seleccionar as peças da prateleira e se dirigissem à zona de pagamento. Mas se as compras ainda fossem feitas dessa forma, essas mesmas lojas estariam a perder uma grande arma de persuasão sobre os seus consumidores.

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Bloggers: Fontes de Influência Online – Trabalho Académico

Em 2006, quando estava a terminar a minha licenciatura em Psicologia com pré-especialização em Psicologia Social da Política e da Economia, realizei um trabalho para a disciplina da Influência, Cognição Social e Comportamentos Colectivos sobre a influência dos bloggers sobre as atitudes, percepções e comportamentos dos leitores online. Na altura, os blogs ainda eram algo de relativamente novo e a sua importância e capacidade de persuasão temas de dúvida para muita gente.

Apesar de se terem passado 3 anos desde que realizei este trabalho, e de muitas coisas já se terem alterado no panorama dos social media – incluindo um relativa perda de importância dos blogs para as social networks e para o Twitter – penso que a análise que fiz continua a ser relevante, sobretudo para o contexo do nosso país que, pese algumas evoluções recentes, ainda se encontra algo ‘atrasado’ no que à adopção desta nova realidade de comunicação – porque na realidade é disso que se trata – diz respeito. Como tal, resolvi partilhar convosco este trabalho para que possa servir de base de discussão ou como suporte para outras análises do tema.

Neste trabalho apliquei as teorias da influência social, com especial destaque para os Princípios de Persuasão delineados por Cialdini, para explicar o porquê dos bloggers terem assumido um papel fundamental em termos de influência de uma forma tão rápida. Embora este estudo tenha tido como único objecto de análise os blogs, as mesmas regras aplicam-se à generalidade dos social media.

Pensei em actualizar os conteúdos e expandi-los antes de partilhar o trabalho, mas acabei por decidir que o original seria um ponto de partida interessante e que permitiria também servir como uma ‘fotografia’ do panorama de há 3 anos. Quero no entanto ressalvar que este é um trabalho académico e que, como tal, dá maior enfâse às questões teóricas do práticas. Se fosse feito hoje teria um âmbito mais alargado e beneficiaria de toda uma evolução no meu conhecimento sobre as duas temáticas. Na altura ainda estava numa fase de exploração dos social media e como tal este trabalho sofre um pouco dessa minha ‘ingenuidade’. Portanto leiam, comentem e critiquem!