Arquivo para Janeiro, 2012

Janeiro 31, 2012

[Link] Twitter começa a tornar-se cool junto dos adolescentes

por Bruno Ribeiro

Muito interessante esta tendência de crescimento do Twitter junto dos adolescentes. Um dos motivos apontados é o facto do Facebook se ter tornado o ponto central de contacto de gerações mais velhas, o que implica partilhar informação acessível aos pais. O Twitter surge assim como forma de garantir alguma privacidade através de contas fechadas e pseudónimos. Escrever em 140 caracteres é algo “natural” para uma geração habituada a comunicar por sms. O problema do Twitter para os adolescentes sempre foi a falta de feedback egotista, muito ao contrário do Facebook; mas a possibilidade de conversar de forma privada com os amigos, longe dos olhares dos pais e outros adultos, pode muito bem resultar a favor do Twitter na atracção deste público alvo:

Teens don’t tweet, will never tweet – too public, too many older users. Not cool.

That’s been the prediction for a while now, born of numbers showing that fewer than one in 10 teens were using Twitter early on.

But then their parents, grandparents, neighbors, parents’ friends and anyone in-between started friending them on Facebook, the social networking site of choice for many — and a curious thing began to happen.

Suddenly, their space wasn’t just theirs anymore. So more young people have started shifting to Twitter, almost hiding in plain sight.

Link: Teens migrating to Twitter — sometimes for privacy – Chicago Sun-Times.

Janeiro 31, 2012

[Link] Estudo da General Electric Demonstra que Consumidores Respondem Melhor a Conteúdos Partilhados

por Bruno Ribeiro

Marketers have long assumed content shared by friends or other influencers carries more weight than paid placements. Now GE has some proof.

Working with social-media site Buzzfeed, the company commissioned digital-advertising measurement firm Vizu to test a campaign last fall in which the marketer distributed “The GE Show” video through Buzzfeed both in paid display placements and sharing, then tested how attitudes changed among people exposed each way.

People exposed via sharing had a significantly bigger lift in positive attitudes toward GE — associating the brand with such things as creativity and innovation — than people exposed via paid placements. [...]

Overall, 42% of the responses about GE from people in the control group that didn’t see the content were positive, compared to 55% of responses from people exposed via paid advertising and 77% for those exposed via sharing.

Link: GE Study Proves Consumers Respond More to Shared Content | Digital – Advertising Age.

Janeiro 30, 2012

Os segredos de persuasão da Groupon

por Bruno Ribeiro

Já aqui falei da Groupon, ou mais concretamente da face menos bonita da Groupon e do potencial impacto negativo que pode ter nas recomendações online, e de outras plataformas de vendas colectivas. Mas se o potencial impacto que a Groupon tem para pequenos e médios negócios é potencialmente negativo a longo prazo, a Groupon tem muito a ensinar a empresas com muitos mais anos de negócio sobre como implementar de forma eficaz os 6 princípios de persuasão na sua comunicação.

Estudos na área de psicologia social identificam a existência de 6 princípios universais de persuasão: reciprocidade, consistência, autoridade, validade social, escassez e atracção (para uma análise detalhada de cada um destes princípios com exemplos de aplicação podem ler os artigos agrupados na página Princípios de Persuasão). Cada um destes princípios tem, por si só, a capacidade de, quando bem aplicado, fazer a diferença entre convencer uma ou várias pessoas a ter o comportamento que pretendemos. Quando combinados de forma eficaz, a capacidade de persuadir torna-se verdadeiramente poderosa.

É precisamente esta integração eficaz que a Groupon utiliza em cada página de comunicação das suas ofertas. Em cada uma dessas páginas estes 6 princípios de persuasão estão presentes de forma directa, incentivando o consumidor a tomar um conjunto de acções que beneficiam a Groupon, e o parceiro que promove, seja efectuar uma compra, divulgar uma oferta entre os seus contactos, ou simplesmente convidar alguém a subscrever as ofertas da Groupon.

Vejamos uma página standard da Groupon de oferta a um produto:

Esta, tal como todas as outras páginas de divulgação de ofertas da Groupon, está carregada de pequenos aspectos que activam os princípios de persuasão que permitem mais facilmente convencer os consumidores a adquirir um produto.

Consistência – todas as ofertas Groupon vêm com os habituais botões sociais que permitem ao utilizador recomendar cada oferta aos seus contactos. Para além de funcionar como mecanismo de passa-a-palavra, estes botões levam ao assumir de um compromisso do utilizador perante os seus contactos: este é uma boa oferta de uma empresa que me sinto à vontade em recomendar.

Reciprocidade – esta é a característica mais evidente da Groupon: a oferta aos seus utilizadores de descontos elevados em produtos e serviços. Mas para além dos descontos, a Groupon ainda oferece um bónus por cada recomendação de novo utilizador efectuada.

Autoridade – apesar de ser um processo normalmente complicado, a Groupon conseguiu impor-se como uma autoridade junto dos consumidores e do mercado. Ao apresentar de forma consistente boas ofertas a preços baixos, a Groupon tornou-se na bitola pela qual as restantes empresas têm de se medir. O facto de procurarem apresentar propostas junto de empresas que sejam já de si reconhecidas pelo público como de qualidade, apenas ajuda a aumentar a autoridade percebida da Groupon.

Escassez – as ofertas da Groupon são limitadas no tempo, e por vezes também no número de consumidores que as podem consumir. Os utilizadores têm 48 horas para decidir se querem beneficiar da oferta. Após esse período não existe possibilidade de adquirir aquele produto ou serviço ao preço apresentado. A Groupon torna esta característica saliente com um cronómetro em contagem decrescente junto a cada oferta.

Atractividade – a atractividade do comunicador é um factor de grande relevo na persuasão. Não havendo intermediários humanos directos, a Groupon recorre a uma escolha cuidadosa de imagens capazes de atrair a atenção do consumidor e ilicitar o comportamento de compra.

Validação Social – quantas mais pessoas compram um produto, maior é a percepção da sua qualidade. A Groupon torna esta norma saliente indicando quantas pessoas já adquiriram as suas ofertas. Esta é uma estratégia muito útil sobretudo para ofertas de estabelecimentos menos conhecidos dos utilizadores, ou para ofertas que promovam actividades que se apresentam como novidades.

Obviamente que a grande arma persuasiva da Groupon são os preços baixos que apresenta para produtos que normalmente exigiriam um investimento considerável por parte dos consumidores. Mas nem sempre ter o melhor preço é suficiente para garantir o sucesso de um produto ou serviço; é preciso convencer os clientes a tomarem o passo final de adquiri-lo. E neste aspecto a Groupon é claramente um caso a estudar sobre como fazê-lo de forma eficaz e recorrendo a princípios cientificamente comprovados.

Janeiro 29, 2012

[Link] Estudo demonstra que apenas 1% dos “Fãs” Interage com uma Marca no Facebook

por Bruno Ribeiro

Dados interessantes de um estudo realizado pelo Ehrenberg-Bass Institute da Austrália que revelam que apenas 1% dos “fãs” de uma marca no Facebook interage com a mesma:

Researchers for the institute looked at this metric as a proportion of overall fan growth of the top 200 brands on Facebook over a six-week period back in October and they found the percentage of People Talking About This to overall fans to be 1.3%. If you subtract new likes, which only requires a click and in the minds of the researchers are akin to TV ratings, and isolate for more engaged forms of interaction, you’re left within an even smaller number: 0.45%. That means less than half a percent of people who identify themselves as like a brand actually bother to create any content around it.

You might assume these are damning numbers. But this isn’t necessarily the case.

“I don’t think it’s a bad thing,” said Karen Nelson-Field, senior research associate for Ehrenberg-Bass Institute who describes herself as a “Facebook advocate.” “People need to understand what it can do for a brand and what it can’t do. Facebook doesn’t really differ from mass media. It’s great to get decent reach, but to change the way people interact with a brand overnight is just unrealistic.”

Link: Study: Only 1% of Facebook ‘Fans’ Engage With Brands | Digital – Advertising Age.

Janeiro 10, 2012

Daniel Kahneman: A Diferença entre a Experiência e a Memória

por Bruno Ribeiro

A forma como experienciámos o mundo é diferente da forma como nos lembrámos dessas mesmas experiências. Daniel Kahneman refere-se a essas duas fases e à forma como “convivem” na nossa mente como se de duas entidades distintas se tratasse: o “experiencing self” e o “memory self”. O primeiro refere-se ao que aconteceu num dado momento e a forma como vivenciamos essa experiência. O segundo, reporta às nossas memórias desse mesmo momento, a forma como construímos a experiência. Kahneman explica a forma como estas duas “entidades” interagem nesta sua palestra TED.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 2.189 outros seguidores