Dificilmente haverá hoje em dia alguma personalidade televisiva mais influente do que Oprah Winfrey. A apresentadora norte-americana tem o verdadeiro “toque de Midas”, uma vez que praticamente todas as marcas que recomenda se tornam sucessos quase instantâneos. O Efeito Oprah, como é designado, tem ajudado a vender livros, colants, pipocas e sabonetes, como comprova a Claus Porto, cujos sabonetes se tornaram um sucesso após serem recomendados por Oprah. A LAFCO, empresa que comercializa os sabonetes nos EUA, registou um aumento do volume de negócios em mais de 1 milhão de euros em 30 dias após surgirem no programa de Oprah.
Quantos votos vale uma celebridade? O caso Oprah Winfrey
por Bruno RibeiroPublicado em Persuasão, Política, Psicologia do Consumidor, Psicologia Social | Deixar um Comentário »
O Impacto (Reduzido) das Redes Sociais nas Eleições?
por Bruno RibeiroDesde a famosa campanha de Obama que o impacto que as redes sociais podem ter no desfecho político de uma eleição têm sido alvo de inúmeros estudos. O próprio Facebook vangloriou-se da capacidade predictiva da plataforma relativamente às eleições para o Senado norte-americano em 2010.
No entanto, nem todos os dados apontam para este cenário de grande influência das redes sociais. Os próprios dados relativos às eleições que Obama ganhou demonstram que foram os eleitores mais velhos a garantir a vitória Democrata. Igualmente, uma análise baseada unicamente no número de seguidores no Facebook não permite prever os resultados das primárias Republicanas, como indica um artigo da AdAge:
Despite Mr. Obama’s much-hyped “youth quake,” the young social-media army often credited with carrying him into the White House, the 2008 election was won by galvanizing an older population of Democrats and independents, many of whom had never used social media.
Even more recently, the wild inconsistency between Republican primary wins and social-media prowess has made the relative unimportance of social media in political campaigns all the more obvious (i.e. internet heavyweight Ron Paul hasn’t won a single primary). (…)
In a key contest of 2010, Tea Party favorite Sharron Angle vs. Senate Majority leader Harry Reid, Facebook was wildly off. In late October, Ms. Angle had a staggering seven times as many Facebook fans as Mr. Reid (104,000 to 14,000), yet he snagged a comfortable victory, 50% to 45%. Thus, while it is tempting to believe that the size of a candidate’s online fan-base is significantly helpful in getting elected, the numbers just don’t add up.
O artigo continua afirmando que a melhor forma de garantir que uma pessoa irá votar é através da pressão social dos seus pares, e influenciando essa pessoa directamente. Melhor ainda será se, à pressão social, se juntar a capacidade de levar essa pessoa a assumir publicamente o compromisso de votar evocando a norma da consistência.
Apesar de concordar com alguns dos pontos do artigo, e de achar que o impacto das plataformas das redes sociais é excessivamente sobrevalorizado, também sou da opinião que estas plataformas, quando geridas adequadamente, têm um potencial elevado para a mobilização do eleitorado. Infelizmente o artigo centra-se unicamente na capacidade de predicção dos resultados de uma dada eleição, e esquece-se que mais do que um barómetro ou uma sondagem de opinião esta plataformas são um canal de comunicação e socialização.
Link: AdAge - Waiting for the ‘Twitter Election?’ Keep Waiting
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RickRolled pela Casa Branca
por Bruno RibeiroE se de repente a conta do Twitter da Casa Branca usasse um dos mais famosos memes da internet para responder a alguém que demonstrou via Twitter o seu aborrecimento com um dos seus briefings? Pois foi isso mesmo que aconteceu hoje, com uma resposta da @whitehouse a David Wiggs (@wiggsd). Wiggs publicou o seguinte tweet:
This WH correspondence briefing isn't nearly as entertaining as yesterday's. #TCOT #WHchat—
David Wiggs (@wiggsd) July 27, 2011
Ao qual recebeu a seguinte resposta:
@wiggsd Sorry to hear that. Fiscal policy is important, but can be dry sometimes. Here's something more fun: tinyurl.com/y8ufsnp #WHChat—
The White House (@whitehouse) July 27, 2011
O link já sabem onde vai dar, mas se se querem sentir “rickrollados” pela Casa Branca, façam o favor de clicar.
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Candidata Espanhola Impedida de Usar os Seios para se Promover
por Bruno RibeiroAfinal ainda não vale tudo em publicidade… pelo menos na política espanhola onda a candidata à “alcáldia” de Ciutadela em Menorca Soledad Sanchéz foi obrigada a retirar os seus cartazes onde apresentava os seus “dois grandes argumentos” à vitória política. Em todo o caso saúda-se o recurso a propaganda política que se foca na transparência e na verdade.
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A Ignorância dos Eleitores
por Bruno RibeiroJonah Lehrer publicou um interessante texto no seu blog The Frontal Cortex, sobre a ignorância dos eleitores, ou, mais correctamente, sobre a tendência que os seres humanos têm em filtrar a informação a que têm acesso sobre determinado tema de forma a que apenas os dados que confirmam as suas posições iniciais sejam assimilados, enquanto que as informações contrárias – que causariam estados de dissonância cognitiva – acabem por ser ignoradas ou relativizadas. Uma leitura obrigatória, sobretudo para quem quer compreender o actual clima político português:
[T]he difference between rational voters (what we think we are) and rationalizing voters (what we really are). It turns out that the human mind is a marvelous information filter, adept at blocking out those facts that contradict what we’d like to believe. (…) We silence the cognitive dissonance through self-imposed ignorance.
Unfortunately, the same process also applies to our political beliefs. It doesn’t matter if we’re holding forth on birth certificates or tax policy – we can’t help but discount and disregard facts that contradict what we’d like to believe. The Princeton political scientist Larry Bartels analyzed survey data from the 1990’s to prove this point. During the first term of Bill Clinton’s presidency, the budget deficit declined by more than 90 percent. However, when Republican voters were asked in 1996 what happened to the deficit under Clinton, more than 55 percent said that it had increased. What’s interesting about this data is that so-called “high-information” voters – these are the Republicans who read the newspaper, watch cable news and can probably identify their representatives in Congress – weren’t better informed than “low-information” voters. According to Bartels, the reason knowing more about politics doesn’t erase partisan bias is that voters tend to only assimilate those facts that confirm what they already believe. If a piece of information doesn’t follow Republican talking points – and Clinton’s deficit reduction didn’t fit the “tax and spend liberal” stereotype – then the information is conveniently ignored. “Voters think that they’re thinking,” Bartels writes, “but what they’re really doing is inventing facts or ignoring facts so that they can rationalize decisions they’ve already made.”
Link para o artigo: The Frontal Cortex – The Ignorance of Voters
Imagem: voting instructions, by Muffet
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