Via Brief do Lombo, tomei conhecimento desta apresentação da OAK Brands sobre as Gerações X e Y de Portugal. Antes de sequer tecer qualquer comentário, recomendo que vejam a apresentação e reflictam sobre a mesma porque vale a pena
Posts Tagged ‘Estudos de Mercado’

Os Erros das Sondagens de Opinião e a Demagogia Política
Apesar de já levar uma semana de atraso, não quero deixar de dar aqui o meu contributo para a discussão sobre as discrepâncias entre os resultados eleitorais e as previsões avançadas pelas várias sondagens realizadas durante a campanha. Como ponto prévio, devo dizer que o alarido todo que se fez – sobretudo no caso do CDS – serve mais como aproveitamento político do que como crítica justa, sendo que a propostas de proibir a divulgação de sondagens no período de campanha apresentada por este partido um completo absurdo.
Posto isto, não há como negar que as empresas e institutos que realizaram sondagens durante as Europeias falharam redondamente! E falharam sobretudo devido à elevada abstenção que deturpa os resultados obtidos nas sondagens. Isto porque os dados das sondagens não reflectem a importância que a abstenção tem ou terá sobre os resultados finais de uma forma inteiramente fidedigna. Será possível fazê-lo? De momento não conheço nenhuma metodologia que permita efectuá-lo com a precisão desejada, mas será necessário aperfeiçoar a existente para evitar nova derrapagem.

Viver à Custa dos Focus Groups
Um artigo publicado na New York Magazine por Will Leicht colocou em causa a validade dos trabalhos qualititativos das empresas de Estudos de Mercado nos EUA – e também por todo o Globo. No artigo intitulado ‘Group Thinker‘, Leicht explica como conseguiu ‘viver’ à custa dos focus groups, explicando aos seus leitores como é possível fazerem o mesmo.
Como é óbvio, trata-se de um artigo que não caiu bem junto das empresas de estudos de mercado já que se trata de uma real ameaça ao seu modelo de negócio – algumas empresas dedicam-se quase em exclusivo a estudos qualitativos através de focus groups. Ainda para mais porque surge numa altura em que a técnica – durante muito ano a preferida de muitos marketeers – está gradualmente a perder a importância relativamente a novas metodologias de investigação qualitativa.

