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Falsas Memórias: Como as Nossas Recordações de Infância Podem ser Distorcidas

In Psicologia Social on Dezembro 4, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: ,

A memória é um dos aspectos mais fascinantes da mente humana, há mesmo quem defenda que não somos mais do que colecção das nossas memórias. Mas apesar de fascinante e incrivelmente versátil, a memória humana é manipulável, de uma forma diria até que ‘preocupante’.

Quase todos confiámos nas nossas memórias e somos capazes de descrever momentos do nosso passado como se tivéssemos a ver um filme e a descrevê-lo ao mesmo tempo. Acontece que muitas das nossas memórias são deturpadas por outros acontecimentos da nossa vida sem que estejamos conscientes dessas alterações. Mais interessante é o facto de ser possível implantar memórias falsas nas pessoas sem que estas duvidem da sua veracidade e ajam de acordo com as mesmas.

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Impacto do Sexo em Publicidade (I): Argumentos Contra

In Marketing, Psicologia Social, Publicidade on Abril 21, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , , , ,

“Sexo vende”! Esta é uma daqueles “verdades” que se enraizaram na memória colectiva que raramente é disputada. Toda a gente acredita que a apresentação de imagens de cariz erótico ou sexual ajuda a vender qualquer produto, até cogumelos! Basta ter uma mulher atraente (não deixa de ser curioso como raramente se trata de um homem) vestida em lingerie ou em poses provocantes que qualquer produto se irá tornar o desejo dos consumidores (particularmente os do sexo masculino). Acontece que as coisas não se passam bem assim!

De facto, o cariz erótico de muita publicidade ajuda a despertar a atenção dos consumidores o que representa um porta de entrada para a mente destes. Mas isso só por isso não leva a que o produto se torne mais popular do que o que seria se a aposta fossem em publicidade de conteúdo não sexual.

Os psicólogos Ellie Parker e Adrian Furnham testaram a premissa de que o sexo ajudaria a aumentar a recordação de determinados anúncios no seu artigo “Does sex sell? The effect of sexual programme content on the recall of sexual and non-sexual advertisements“. Num curto resumo, aquilo que foi testado neste estudo foi de que forma programas e anúncios de televisão com forte conotações sexuais afectariam o nível de recordação das marcas exibidas nos anúncios. Como medida comparativa foram usados programas e anúncios similares mas sem conteúdo sexual.

Os resultados demonstraram não haver qualquer diferença significativa entre o nível de recordação das marcas dos sujeitos que foram expostos a anúncios de conteúdo sexual relativamente aqueles que assistiram a anúncios sem esse tipo de conteúdo. Em suma, a associação das marcas a conteúdos sexuais não é garante de uma boa recordação das mesmas por parte dos consumidores. É até possível, embora aqui seja eu a especular, que as imagens de conotação sexual sirvam como distractores da mensagem que a marca procura passar resultando num menor impacto publicitário.

Muitos anúncios dão a ideia (que é para não afirmar com toda a certeza) de que que foram feitos com base na seguinte premissa: colocamos uns quantos modelos parcialmente despidos e arranjamos forma de introduzir para lá o produto e está feito! Este estudo deve fazer os responsáveis publicitários de marcas e agências pensar seriamente nos pressupostos benefícios que publicidade de conteúdo sexual pode representar para uma campanha.

Existem no entanto situações em que imagens de conteúdo erótico podem ser eficazes na promoção de um dado produto ou serviço. Amanhã exploraremos melhor os argumentos a favor do uso de conteúdo sexual em publicidade.