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Esperança: O Traço Essencial de um Político

In Política on Janeiro 21, 2009 por Bruno Ribeiro Tagged: ,

Seth Godin escreveu um post que resume na perfeição o que é o marketing político e o que esteve por detrás do sucesso de Obama: Esperança! A característica essencial de um grande líder político ou civil é a capacidade de trazer esperança aos seus concidadãos. Esperança num Mundo melhor, num futuro mais risonho… Esperança que o amanhã seja melhor do que o hoje ou de que o ontem!

Hitler era a esperança dos alemães em renascer da 1ª Grande Guerra, o mesmo para Mussolini em Itália. Churchill foi o homem em quem os britânicos depositaram a sua esperança no combate ao nazismo. Seguiu-se-lhe Tatcher que prometeu recuperar o poder do Império Britânico. John F. Kennedy e Martin Luther King foram os símbolos da esperança de uma geração. Mandela, Gandhi e o Dalai Lama são símbolos de esperança para quem acredita num futuro em que todos os povos do Planeta conviverão em paz.
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Obama Fez História

In Marketing on Novembro 5, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged:

O assunto é incontornável: Barack Obama foi ontem eleito o 44º Presidente dos Estados Unidos América! É um feito histórico por se tratar do primeiro afro-americano a ocupar o cargo mais importante à face da Terra actualmente. Foi uma campanha muito interessante em todos os sentidos, embora politicamente não me tenha interessado muito pela mesma. A envolvência em torno da mesma em termos psico-sociológicos e na área do marketing foi bem mais interessante do que o debate de ideias entre os dois candidatos.

É fácil definir Obama numa palavra: Inspirador! Foi essa característica que permitiu a vitória de Obama. O democrata é capaz de motivar e de dar esperança nos seus discursos, e era isso que os americanos mais queriam do seu próximo presidente: alguém capaz de os guiar para longe de uma situação de crise com um discurso positivo! Duvido que haja algum político a nível mundial que consiga rivalizar com Obama em termos de apresentação e de discurso.

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O Efeito da Desejabilidade Social nas Sondagens Eleitorais Norte-Americanas

In Estudos de Mercado, Psicologia Social on Outubro 13, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , , , ,

Quanto mais perto estamos do dia 4 de Novembro mais ‘azul’ se vão tornando os gráficos de previsão dos resultados das eleições norte-americanas, como se podem constatar no Pollster. Depois da aproximação de McCain por altura dos congressos dos dois partidos, Obama parece ter tomado a dianteira e cada vez mais o democrata é o favorito para suceder a Bush. Se tal se deve às prestações nos debates ou ao actual clima económico é algo que irei deixar de parte neste post. Aquilo que me questiono é sobre a ‘certeza’ com que se pode confiar nos resultados das sondagens.

Não me vou questionar sobre questões metodológicas ou sobre as margens de erro das sondagens, mas sim no facto de elas poderem estar ou não a ‘enganar’ quem as realiza e quem as analisa. E a principal responsável por tal ‘engano’ dá pelo nome de desejabilidade social, ou seja, a tendência que as pessoas têm para dizerem ou fazerem não aquilo que realmente querem ou pensam querer, mas sim aquilo que acho que os outros esperam que faça! Basicamente é aquilo que leva as pessoas a responderem aquilo que ‘fica bem’ numa sondagem e não a indicarem aquilo que realmente pensam. E isto é algo que pode vir a prejudicar Obama no escrutínio real!

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Spin de McCain Pode Afastar Independentes

In Persuasão, Política, Psicologia Social on Junho 5, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , , , , , ,

Não é só em Portugal que os políticos cometem gaffes em termos de comunicação. Na luta pelas presidenciais norte-americanas John McCain realizou uma manobra de spin que lhe poderá custar caro em termos de apelo aos eleitores independentes. No final de 2007, o Senador Republicano criticou a administração Bush por ter realizado ilegalmente escutas telefónicas a cidadãos norte-americanos; uma postura que lhe granjeou elogios por parte de democratas e independentes.

No entanto, mais recentemente após ter sido veiculado que McCain queria que tanto a administração como as companhias telefónicas fossem ouvidas, um porta-voz da sua candidatura veio afirmar que o Senador não deseja que tal aconteça. Mais importante foi este segmento da comunicação:

We do not know what lies ahead in our nation’s fight against radical Islamic extremists, but John McCain will do everything he can to protect Americans from such threats, including asking the telecoms for appropriate assistance to collect intelligence against foreign threats to the United States as authorized by Article II of the Constitution.

A frase é de tal forma forte e passível de interpretação que a Wired resolveu titular o seu artigo acerca do tema desta forma:

McCain: I’d Spy on Americans Secretly, Too

A verdade é que, analisando à luz da política norte-americana, aquilo que McCain fez foi retratar-se junto do eleitorado republicano a quem a sua “cedência” aos pedidos democratas pareceria um sinal de fraqueza num tópico onde leva alguma vantagem sobre Obama: a segurança nacional! A forma como o comunicado foi redigido enfatiza essa aproximação com uso de expressões com “radical Islamic extremists” e “will do anything he can to protect Americans”.

O problema é que grande parte desta eleições será decidida pelos independentes e essas mesmas palavras não são normalmente muito apreciadas por este segmento do eleitorado. Em primeiro lugar, teria sido mais prudente não utilizar conotações religiosas atacando o Islão. Uma abordagem mais capaz de agradar a republicanos, independentes e mesmo democratas seria a ter-se referido a terroristas, embora mantendo os adjectivos “radicals” e “extremists” que servem para enfatizar o perigo.

Por outro lado, ao invés de referir-se ao artigo II da Constituição, que por mais bonito que soe duvido que a grande maioria dos eleitores saiba que existe, deveria ter-se limitado a afirmar que faria tudo o que fosse possível para proteger os norte-americanos respeitado a Lei. Os artigos constitucionais são vagos e estão “longe” do povo, agora a Lei não! A Lei é omnipresente e deve ser respeitada por todos, mesmo o Presidente dos EUA. E a verdade é que não estaria a faltar a verdade se posteriormente usasse escutas ilegais, porque tal está previsto na lei.

Agora que as primárias Democratas chegaram ao fim, a corrida à Casa Branca vai de facto começar. Como tal, a “guerra” de palavras entre Obama e McCain passará a ser o foco. A cobertura que será dada pelos media desempenhará um papel fundamental. Basta atentar no título que a Wired usou, colocando um comunicado em discurso directo, atribuindo-lhe uma dimensão mais pessoal, e utilizando a palavra “espiar” que tem conotações mais fortes e negativas do que “escutar” ou “vigiar”.