Se mais exemplos fossem precisos os acontecimentos das última semana e meia vieram uma vez mais demonstrar que vivemos num Mundo hiperconectado em que o agora é cada vez mais curto. Os social media quebraram (quase) todas as barreiras comunicacionais e é cada vez mais difícil impedir que uma notícia não viaje pelo Mundo fora limitada apenas pela velocidade da ligação à Internet.
Isto exige que a capacidade de reacção e adaptação tem de ser imediata. Já não há tempo para planear, para ver como as coisas se desenvolvem antes de se responder. A capacidade de avaliação de uma situação e de decisão das escolhas mais acertadas – o que é diferente de escolhas certas – é algo que os profissionais actuais têm de desenvolver para poderem ’sobreviver’ e evoluir no mercado laboral. E esta é uma realidade que não se reporta apenas aos meios noticiosos, emboram sejam estes aqueles que mais facilmente associamos a constante actualização e monitorização dos acontecimentos. Também as empresas têm de começar a perceber as vantagens de monitorizar os acontecimentos globais no sentido de evitar crises e/ou aproveitar ‘marés’ proveitosas.
A crise iraniana, a morte de Ed McMahon, de Farrah Fawcett e – o acontecimento de maior impacto – a morte de Michael Jackson criaram um verdadeiro furacão mediático que testou as capacidades dos principais jornais e sites noticiosos de se adaptarem minuto-a-minuto aos acontecimentos. Mas, centrando-me exclusivamente no caso de Michael Jackson, também estes acontecimentos testaram a capacidade das empresas de se adaptarem ao ritmo do Mundo.



