Arquivo de etiquetas: Persuasão

The Fun Theory: 4 anos continua viva

Há 4 anos atrás a Volkswagen lançou a sua iniciativa “The fun theory” com as famosas “escadas piano”. O conceito por detrás desta iniciativa foi o de que o método mais simples e eficaz de conseguir mudar o comportamento das pessoas seria o de fazê-lo de uma forma divertida e dinâmica. Desde então algumas iniciativas, privadas e públicas, publicitárias ou não, têm vindo a seguir a mesma linha de pensamento de mudar comportamentos e atitudes através acções de interacção com o público.

O mais recente exemplo chega de Moscovo onde os passageiros do metro local podem adquirir bilhetes em troca de exercício físico. A iniciativa tem o duplo propósito de promover os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, que se realizam em Sochi, e de consciencializar os moscovitas para a prática de desporto e de estilos de vida mais activos e saudáveis:

Um outro exemplo muito interessante, e que também envolve bilhetes para o metro, chega-nos de Pequim, onde os passageiros podem adquirir bilhetes de metro em troca de garrafas de plástico doadas para reciclagem:

Ainda dentro do tema da reciclagem, um outro exemplo interessante é o “Bottletheatre” desenvolvido pela marca alemã de cerveja Astra: em troca de garrafas vazias, os transeuntes podem assistir a espectáculos privados.

Bónus: as “piano stairs” da Volkswagen

O efeito da validação social online

Já há muito que em psicologia social ficou assente que os seres humanos usam o comportamento dos outros como pistas para assumir qual o comportamento correcto ou quais as opções certas em situações ambíguas. O NY Times noticiou recentemente mais um estudo que demonstra que a validação social é um factor persuasivo também em ambiente online, isto é, sem a presença directa com outras pessoas, e que pode ser facilmente manipulado.

A notícia pode ser lida aqui:

http://www.nytimes.com/2013/08/09/science/internet-study-finds-the-persuasive-power-of-like.html?_r=2&

O Impacto das Redes Sociais na Actividade Física das Crianças

Não é novidade nenhuma que a pressão exercida pelos nossos pares tem uma grande influência nas decisões que tomámos, sobretudo em períodos do nosso desenvolvimento em que ainda estamos a formar a nossa identidade e a necessidade de pertença tem um maior apelo. Os gostos e práticas das nossas redes sociais (termo aqui usado no seu sentido original e não como descrição generalizada de plataformas digitais) moldam os nossos gostos e as nossas práticas, desde as marcas que gostamos, à música que ouvimos, ou a práticas diárias como é o caso do consumo de tabaco.

Normalmente vilipendiada pelos efeitos nocivos que pode ter – deste o referido tabagismo até à prática de condutas anti-sociais – a pressão dos pares pode também ser usada para incutir comportamentos mais positivos, ou socialmente mais aceitáveis, como é o caso de aumentar os níveis de exercício entre crianças. Pelo menos é o que aponta um estudo realizado por investigadores da Vanderbilt School of Medicine, onde um grupo de crianças foi avaliada durante um período de 12 semanas. O estudo demonstrou que o factor que mais influenciava o tempo que uma criança passava a realizar actividades físicas era o nível de actividade dos seus 6 amigos mais próximos. Ou seja, quanto mais activa a rede social, mais activa a criança (é importante compreender que cada criança é influenciada pelos seus pares, mas também é influenciadora dos mesmos, devendo a rede social ser compreendida como um todo que se auto-influencia).

At the start of the program, none of the children knew one another well, so the researchers were able to track how the youngsters made and dropped friends and what effect these changing relationships had on their physical activity level.

Turned out, it was a big one: during the time the children spent in the program, the strongest factor influencing how much time they spent engaged in moderate to vigorous physical activity was the activity level of their four to six closest friends. In fact, children changed their exercise level about 10% to better match those in their circle; children who hung out with more active students were more likely to increase their physical activity levels, while those who befriended more sedentary children became less active.

O impacto das redes sociais ao nível da saúde de um indivíduo é um tema cada vez mais estudado. Já aqui referi os estudos realizados por Nicholas Christakis e James Fowler ao nível da obesidade e como a mesma pode ser contagiosa dentro de uma comunidade.

Este estudo da Vanderbilt, comparando com os estudos de Christakis e Fowler, tem a vantagem de ter estudado in loco o desenvolvimento das redes sociais não se baseando em “artefactos” antropológicos – não que estes não tenham o seu valor, antes pelo contrário. Fica no entanto a dúvida, uma vez que não se trata de um desenho experimental, se são as redes sociais que influenciaram as crianças a adoptar uma postura mais activa, ou se foi o nível de actividade pré-estudo que levou à formação dessas redes sociais, isto é, as crianças mais activas “procuraram” outros que se assemelhassem a elas.

Via: Time

Imagem: À moi! À moi! by Philiphoto

Quantos votos vale uma celebridade? O caso Oprah Winfrey

Dificilmente haverá hoje em dia alguma personalidade televisiva mais influente do que Oprah Winfrey. A apresentadora norte-americana tem o verdadeiro “toque de Midas”, uma vez que praticamente todas as marcas que recomenda se tornam sucessos quase instantâneos. O Efeito Oprah, como é designado, tem ajudado a vender livros, colants, pipocas e sabonetes, como comprova a Claus Porto, cujos sabonetes se tornaram um sucesso após serem recomendados por Oprah. A LAFCO, empresa que comercializa os sabonetes nos EUA, registou um aumento do volume de negócios em mais de 1 milhão de euros em 30 dias após surgirem no programa de Oprah.

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A Psicologia da Persuasão do E-Commerce

O e-commerce, apesar da falta da componente física, rege-se pelas mesmas regras comportamentais do comércio offline. Não é por isso de estranhar que vejamos constantemente os 6 Princípios de Persuasão em acção nas vendas online, seja através das recomendações que recebemos dos nossos contactos, ou da visualização de estatísticas relativas a avaliações de produtos feitas por outros utilizadores. Já aqui falei de como a Groupon faz uso destes 6 princípios de forma eficaz no seu site.

O infográfico, desenvolvido pela Tabjuice, abaixo representa bem a aplicação destes princípios ao e-commerce e é uma ferramenta útil para quem desenvolve campanhas de marketing digital.