Posts Tagged ‘psicologia’

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Sócrates e a Mulher de César

In PR, Política on Setembro 7, 2009 por Bruno Ribeiro Tagged: , , , , , , ,

“À mulher de César não basta ser honesta, há que parecer honesta”.

3273953519_ef6df9ea19_mSócrates cometeu um erro fundamental quando assinalou o Jornal Nacional da TVI como ‘alvo a abater’ por parte do PS. Ao fazê-lo criou ele mesmo o elo de ligação entre o Governo e decisão da Prisa de suspender o tempo de antena de Manuela Moura Guedes. Sócrates não só deu as munições aos seus opositores como se colocou na linha de tiro com um alvo bem grande na testa. A oposição, nomeadamente o PSD, só se for incompetente é que não tirará proveito deste erro monumental de Sócrates para vencer as eleições.

Sócrates influenciou a Prisa? Não sei e é completamente irrelevante para o resultado eleitoral: a suspeita foi lançada, muitos portugueses acham que sim e se a oposição souber trabalhar o tópico a grande maioria irá para as eleições com a dúvida no pensamento. E quem suspeitar que Sócrates censurou uma jornalista incómoda, dificilmente irá votar PS. Em política parecer é mais importante do que ser!

Foto de José Goulão

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Questões de Design: Como uma Palavra pode Causar Confusão no Trânsito

In Persuasão, Psicologia do Consumidor on Junho 9, 2009 por Bruno Ribeiro Tagged: , ,

Quem circula na A41, a Circular Regional Exterior do Porto (CREP), no sentido Perafita-Maia encontra na primeira saída dois possíveis destinos: o Aeroporto Francisco Sá Carneiro ou a Via Regional Interior (VRI) que permite aceder à cidade do Porto, a Matosinhos ou fazer a ligação com a A3 (Braga) ou A4 (Vila Real). A escolha do destino é feita através de uma bifurcação: à esquerda o Aeroporto, à direita a VRI. Para além da sinalização que antecede a saída, os condutores encontram – na bifurcação – sinalização indicando qual a via para o Aeroporto e qual a que dá acesso à VRI. Para além das placas, cujo aviso chega tarde de mais para uma tomada de decisão, estão pintadas na faixa que dá acesso ao Aeroporto as seguintes palavras:

AEROPORTO

O resultado disto é que se torna normal ver condutores que não conhecem a estrada a ficarem indecisos sobre qual o caminho a seguir e a terem mais tarde de voltar para trás!
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A (IR)Racionalidade dos Mercados

In Psicologia Social, Psicologia do Consumidor on Outubro 22, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , , ,

No último mês temos sido bombardeados com notícias sobre a crise económica, sobre as suas causas, consequências e o que a mesma implica em termos da filosofia que guia a economia mundial. Explicações económicas, sociológicas e políticas não têm faltado; se válidas ou não, não me compete a mim julgar porque não sou especialista nessas matérias. Por outro lado, existem questões psicológicas em torno desta situação que não fizeram parte da discussão, mas que na realidade podem ajudar a perceber alguma coisa.

O principal problema da ‘economia de mercado’ situa-se na assumpção por parte dos seus defensores de que as pessoas são sempre racionais, isto é, que são capazes de avaliar os prós e os contras de cada situação e decidir aquilo que é melhor para si. Embora seja uma perspectiva muito optimista da natureza humana, e que em termos de ego nos faz bem a todos, trata-se na realidade de uma simplificação do comportamento humano, já para não falar numa sobrevalorização das nossas capacidades. É falso que sejamos seres puramente racionais e muitos dos nosso comportamentos escapam à lógica de avaliação cuidada das variáveis e escolha da melhor alternativa.

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Produtos Contagiosos: Como as Percepções Negativas Acerca de um Produto Afectam Outros

In Marketing, Psicologia do Consumidor on Outubro 17, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , , ,

A disposição de artigos numa prateleira de supermercado é cada vez mais uma área de estudo científico. As principais marcas – aquelas que têm verbas e ‘força’ de pressão – negoceiam avidamente com as grandes cadeias de retalho para poderem garantir os melhores espaços para os seus produtos. Colocá-los nos pontos mais visíveis, principalmente ao nível dos olhos, é o objectivo principal de qualquer gestor de produto de forma a garantir que os seus produtos não passam despercebidos aos consumidores, sobretudo aqueles que têm menores índices de lealdade para com a marca e que se contentam em comprar aquilo que menos esforço lhes causa (o que não serão assim tão poucos quanto isso).

Acontece que não é só com o local em que os produtos são colocados com que os marketers. É importante também ter em conta os ‘companheiros’ de prateleira e as percepções que estes despertam nos consumidores, para não se correr o risco dos seus produtos serem prejudicados em termos de percepção por contágio.

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Tácticas de Persuasão #9: A Palavra Mágica

In Persuasão, Psicologia Social on Outubro 14, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , ,

Hoje não vou apresentar uma táctica formal, porque não existe definida como tal, mas que ainda assim se trata de uma estratégia que é capaz de fazer pequenos ‘milagres’ em termos de persuasão. E para isso basta o uso de uma palavra: ‘porque’! O uso da palavra ‘porque’ como justificação para uma dada acção é uma ferramenta persuasiva muito eficaz, embora com alguns limites que veremos mais à frente.

A palavra ‘porque’ tem um efeito persuasivo porque serve para estabelecer uma relação de causa-efeito entre algo. Este tipo de relação quando usada correctamente, serve como um ‘atalho mental’ no processamento de informação colocando os alvos numa situação mais acessível em termos persuasivos.

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