Posts Tagged ‘Web 2.0’

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Comunidades Online Criadas por Marcas: O Tema é o Que Mais Conta

In Social Media on Julho 21, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , ,

Fazendo uma pausa nos posts acerca dos blogs corporativos, hoje irei escrever sobre comunidades online (ou social networks como preferirem) criadas pelas marcas para servirem de ponto de encontro entre os seus clientes mais fervorosos. Na passada semana a Deloitte lançou um estudo, feito em parceria com a Beeline Labs, exactamente sobre este tema contendo boas e más notícias. Entre os pontos positivos pode-se contar o facto de estas comunidades amplificarem as acções das marcas e que para cada membro inscrito nestas comunidades se regista um aumento de cerca de 50% de receita para a empresa. No lado negativo da coisa, está o facto de cerce de 35% das comunidades existentes terem menos de 100 membros, enquanto apenas 25% ultrapassam as 1000 inscrições. A isto juntam-se baixos níveis de participação por parte dos membros destas comunidades.

Com estes dados, mesmo que se trate de um visão geral e sem entrar em grandes detalhes, é possível assumir a posição do copo meio cheio ou a do copo meio vazio, dependendo das atitudes pré-existentes acerca do tema. Mas mais do que dedicar-me aqui a discutir estes factos (tenciono fazê-lo quando puder fazer uma análise mais calma sobre o relatório do estudo), vou centrar-me num aspecto que é relevante e que me parece estar na origem de alguns dos “falhanços” a este nível: o tema agregador da comunidade!

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A Crescente Popularidade do Twitter

In Web on Maio 17, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , ,

Ultimamente tenho lido vários artigos acerca do Twitter e eu mesmo tenho escrito mais frequentemente sobre o assunto. Como tenho usado mais frequentemente o Twitter nas últimas semanas pensei que o facto de ter lido mais textos sobre o tema estivesse relacionado com o meu crescente uso, ou seja, que seria eu que estaria mais atento ao assunto e como tal esse “aumento” não passaria de uma questão de percepção.

Felizmente existem na web inúmeras ferramentas que nos permite medir o volume de referências ao Twitter nos últimos tempos. Fica abaixo os resultados.

Blogpulse:

Google Trends:

Blogscope:

Alexa:

Como é possível constatar pelos gráficos, o Twitter é cada vez mais um assunto na moda. Em Portugal ainda é um assunto que não foge muito a um pequeno círculo de aficcionados que o incorporaram no seu dia-a-dia na web, por vezes apenas como uma extensão dos seus blogs, outras de uma forma mais integrada usando o Twitter para descobrir e recomendar informação ou para lançar e participar em discussões.

Ainda é cedo para saber se o Twitter alguma vez irá “pegar” em Portugal, ou se irá perdurar num mercado global em que cada vez mais os resultados se avaliam a curto prazo e as tendências são realmente passageiras. Para já fico com a certeza de se tratar de uma ferramenta extremamente útil e que cada dia me tem trazido novas descobertas e novas discussões interessantes e estimulantes.

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O Twitter como Ferramenta de Estudos de Mercado

In Estudos de Mercado, Web on Maio 16, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , , ,

Ainda recentemente mencionei o uso de uma ferramenta para o Twitter que nos permite lançar à comunidade questões simples e práticas, o StrawPoll. Ou seja, ideais para se iniciar uma discussão que pode depois avançar para outros meios. No caso concreto, uma questão que lancei no Twitter terminou com um post neste blog.

Das várias ferramentas disponíveis relacionadas com o Twitter (e cada vez são mais) esta será a que considero mais revolucionária e que trará maior valor acrescido. Uma simples questão lançada a uma comunidade pode originar uma discussão altamente produtiva. Do ponto de vista empresarial, ou do ponto de vista jornalístico, esta é uma ferramenta de valor incalculável se for bem usada.

Usando o StrawPoll qualquer empresa pode, desde que tenha uma presença efectiva e participante no Twitter, fazer micro-estudos de mercado de forma gratuita e eficaz. Claro que não me refiro a estudos de grande dimensão que tenham por objectivo analisar questões de fundo relativamente aos produtos e serviços disponibilizados. Falo de pequenas questões onde muitas vezes se desperdiçam milhares de euros desnecessariamente.

É normal que uma empresa tenha a necessidade de saber na hora o que os clientes pensam de certa campanha ou promoção, algo inviável no modelo tradicional dos estudos de mercado já que há necessidade de estabelecer contactos e definir protocolos. Com esta ferramenta no entanto, uma empresa pode lançar a questão aos seus clientes e recolher o seu feedback qualitativo, já que é impossível estabelecer representatividade e significância estatística a partir deste tipo de metodologia. Depois é só seguir o fluir natural da conversa para saber aquilo que os clientes pensam ou sentem acerca do tópico em discussão. Com pouco esforço uma empresa pode considerar fazer uma análise in loco do mercado e ao mesmo tempo envolver os clientes nos processos de tomada de decisão da marca, o que aumenta os seus níveis de atracção e lealdade para com a mesma.

Do ponto de vista jornalístico, basta ver o caso do terramoto na China para se perceber a importância que o Twitter pode ter na descoberta de tópicos noticiosos. Mas reportando-me apenas e só ao uso do StrawPoll, um jornalista pode usá-lo para obter opiniões e comentários tanto de experts como de “pessoas comuns” acerca de um dado tema, enriquecendo o seu trabalho e, possivelmente, entrando em contacto com novas fontes e recursos que desconhecia.

Em suma, esta pequena ferramenta tem um potencial enorme desde que manejada de forma sábia.

Leituras complementares:

A importância do Twitter – Paulo Querido

Entrevista sobre o Twitter – Alexandre Gamela

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Mais Estudos Sobre Social Media e a sua Importância no Marketing

In Blogs, Psicologia Social, Web on Abril 30, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , , , ,

Já aqui dei conta de um estudo que indicava que os social media estão a ser usados como referência na recolha de informações acerca de empresas e produtos por parte dos consumidores. Trago agora aqui mais 3 referências acerca do tema.

Primeiro destaco um estudo da Universal McCann levado a cabo a nível global, e onde se atesta a crescente importância dos social media em termos de hábitos online, de tal forma que cada vez mais podem (devem?) ser vistos como uma ameaça aos media tradicionais. Um pouco no mesmo fio de pensamento, recomendo a leitura de uma apresentação da Morgan Stanley acerca deste mesmo tema a que tive acesso através de um post do Paulo Querido. Embora tal possa parecer old news, não deixam de ser dados importantes sobretudo tendo em conta as fontes em causa.

Mais interessante ainda, é este excelente post do Jeremiah Owyang onde referencia três estudos acerca da confiança atribuída por parte das pessoas a vários agentes. A evidência que resulta dos 3 é que os amigos e familiares são aqueles em quem as pessoas depositam maior confiança no que toca à informação recebida, sejam notícias, recomendações, rumores ou outra coisa qualquer. Aquilo que no entanto me interessa, e que Owyan destaca, é a pouca confiança depositada nos bloggers e nas informações que estes fornecem. Mas será esta uma boa conclusão a retirar destes dados?

Sim e não! Começando pelo “sim”, não há como negar – nem mesmo o porquê de o fazer – os resultados! De facto, bloggers como “agentes” de informação foram aqueles que receberem menor confiança declarada. Mas antes que se use estes dados para rebater a importância dos social media é necessário olhar para os dados com mais cuidado.

O meu problema aqui é o uso, nestes estudos, do termo blogger em abstracto. Passo a explicar: quando se pergunta a alguém se confia naquilo que é escrito por bloggers é tanto provável que essa pessoa pense em algum blogger que se tenha afirmado como sendo credível, como pense na massa total de blogs anónimos e de pouca qualidade que infestam (se calhar a palavra é demasiado forte) a blogosfera! É possível que até sejam estes últimos que melhor se associam ao termo, quando este é usado fora de um contexto específico.

Se virmos os resultados com cuidado, verificamos que as pessoas em quem mais se confia são amigos, familiares, pessoas percebidas como similares, académicos ou experts. Acontece que muitos bloggers encaixam nestas representações, mas é pouco provável que sejam vistos como bloggers quando, na mente das pessoas, sejam percepcionados como uma dessas categorias – aliás, tendo em conta que se tratam de categorias mais relevantes do ponto de vista pessoal e social do que a categoria “bloggers” é mais provável que aconteça isso.

Isto não quer dizer que as pessoas “confiem” nos bloggers; mas tambén não significa que estes sejam vistos com desconfiança. O problema aqui é sobretudo de categorização e de interpretação. A minha opinião é que os bloggers podem ser tanto ou mais influentes do que media tradicionais, desde que algumas condições sejam cumpridas. Tal como qualquer tipo de influência, não se pode tentar avaliar ou medir o potencial que um ou vários blogs têm para influenciar consumidores sem ter em conta uma série de variáveis contextuais.

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Estudo Indica que Consumidores Usam Social Media para “Bater” nas Empresas

In Estudos de Mercado, Gestão de Reputação, Web on Abril 28, 2008 por Bruno Ribeiro Tagged: , , ,

Embora tal não deva ser surpresa para ninguém, um estudo realizado pela Society for New Communications Research nos Estados Unidos, indica que o Social Media vem desempenhado um papel fundamental na troca de experiências comercias entre os consumidores. Sejam recomendações, queixas ou informações as plataformas que a Web 2.0 coloca ao serviço do público servem como local privilegiado para obter conhecimento acerca de uma empresa, os seus produtos/serviços e o seu relacionamento passado como outros consumidores.

Alguns dados que importa reter e reflectir sobre as suas implicações:

  • Cerca de 59% dos inquiridos indica falar sobre as suas experiências com as empresas nas plataformas de social media
  • 72% procura informações online acerca do serviço de apoio a clientes de uma empresa antes de fazer negócio
  • 74% indicou escolher empresas/marcas baseando-se nas informações partilhadas online por outros consumidores
  • Cerca de 81% acredita que os vários serviços de social media podem ajudar os consumidores a terem uma voz mais “presente” no que respeita ao apoio ao cliente prestado pelas empresas. No entanto, menos de 33% acredita que essas mesmas empresas levem a sério as opiniões dos consumidores.

Em suma, este estudo vem apenas reafirmar a importância que os social media vão assumindo nos dias de hoje nas relações entre empresas e consumidores. Esta é uma informação de importância vital para qualquer empresa que procure ter sucesso – sobretudo junto às franjas etárias com maior índice de utilização de novas tecnologias. A gestão de reputação online é hoje em dia uma necessidade vital para toda e qualquer empresa (mais sobre este assunto ainda esta semana).

Acho importante realçar, como fiz com o bold acima, o facto de apenas alguns dos inquiridos considerarem que as opiniões expressas pelos consumidores online são encaradas com seriedade pelas empresas. E isto num mercado, o dos EUA, onde estes meios já entraram na vida empresarial há algum tempo. No fundo, a desconfiança dos consumidores relativamente às empresas e o sentimento de impotência perante o “autismo” com que as suas queixas são tratadas, continua numa altura em que se esperaria um pouco mais de abertura por parte das empresas.

Nota importante: o estudo com pouco mais de 300 utilizadores regulares da Internet. Não só se trata de um número reduzido em termos de representatividade, como se trata de um grupo de pessoas que não corresponde ao consumidor-típico. Ainda assim, os dados são interessantes já que este é o público-alvo de muitas empresas e porque se tratam de pessoas capazes de influenciar as escolhas de outros consumidores. Ainda assim, cuidado com as extrapolações!