5 Artigos para Ler em 10 Minutos #13

A dose semanal de cinco artigos que valem a pena ler,

Building a More Personal Shopping Experience (PSFK) – a utilidade do mobile para criar experiências personalizadas que se tornam diferenciadoras

Mall Leverages Augmented Reality for Spring Campaign (PSFK) – a nova moda da realidade virtual e aumentada veio para ficar, resta saber se a curto, médio ou longo prazo

Travel Habits of Millennials: Only 10 Percent Used a Travel Agent Last Year (SKift) – novas tendências no turismo, com as tradicionais agências de viagens a perderem a geração Millenial

Study: ‘Influencer marketing’ on the rise (PR Daily) – o recurso a influenciadores, com a web como meio principal, é cada vez mais uma ferramenta usada pelos marketers

Draftouse Films releases its newest feature on BitTorrent (Fast Company) – um caso prático de adaptar o meio de distribuição de um produto aos hábitos dos consumidores. Fica a dúvida do porquê ainda ser uma excepção.

Guinness: A História da Cerveja que Marcou o Mundo

Há marcas que conseguem o feito de se tornarem ícones universais, como é o caso da Guinness. O vídeo abaixo apresenta alguns dos momentos mais importantes nesse processo por parte da cerveja que partiu de Dublin e conquistou o mundo.

5 Artigos para Ler em 10 Minutos #12

Cinco curtos artigos para analisar e refletir.

Red Bull Tries to Energize Millennials With Zero Calories and New Flavors (Advertising Week) – a Red Bull lança novos sabores e nova iconografia para apelar a uma nova geração de consumidores

How London Transport is Using Beacons and Apps to Help the Blind (PSFK) – um bom exemplo de como a tecnologia pode, e deve, ser usada para outros fins além de marketing e publicidade

The Rise Of The One Brand Strategy (Brand Strategy Insider) – a tendência crescente para unificação sob uma única marca em análise

L’Oreal USA Moves to Make All Types of Ads — Online and Off — ‘Shoppable’ (AdAge) – iniciativa da L’Oreal para tornar o processo de compra mais fluído e mais omnipresente

Beware of Pursuing ROE — Return on Ego (Entrepreneur) – uma das ratoeiras em que muitos empreendedores – e não só – se deixam apanhar: a de dar mais destaque ao seu ego do que à estratégia de negócio

Todos Fumamos: Normas Sociais Usadas Indevidamente

“Eu fumo, tu fumas, ele fuma, nós fumamos, vós fumais, eles fumam”

Este é o mote – dito em formato cartilha da escola por crianças – do último anúncio de rádio da Direcção Geral de Saúde cujo objectivo é convencer os adultos a não fumarem em espaços fechados privados, sobretudo frequentados por crianças uma vez que tal as torna em fumadores passivos, com todos os problemas que isso gera.

Tal como a grande maioria dos anúncios públicos em Portugal, este aborda um tema importante, refere os factos fundamentais sobre a problemática e demonstra racionalmente que fumar em espaços fechados é nocivo.

Mas, tal como a grande maioria dos anúncios públicos em Portugal, falha na forma. O início do anúncio deixa claro para quem ouve: fumar em recintos fechados privados é algo normal, é a norma por parte dos fumadores. Todos fumam. E ao passar esta mensagem inadvertidamente, o anúncio está a reforçar o comportamento mostrando que este é comum, mesmo sendo nocivo.

No artigo “Normas Sociais: Quando o Feitiço se Vira Contra o Feiticeiro” abordei precisamente este problema: ao enfatizarmos o comportamento nocivo como sendo a norma, corremos o risco de passar a mensagem de que a maioria das pessoas se comporta dessa forma e, como tal, esse é o comportamento que é esperado socialmente.

Por outro lado, o anúncio televisivo, onde o reforço do comportamento nocivo está ausente, já tem um potencial de impacto muito mais interessante:

Comunicações Pouco Seguras

Um primeiro-ministro que não cumpre a lei – ainda por cima algo que o seu executivo faz questão de ser cumprida por todos os outros cidadãos – é, de todos os pontos de vista, mau. Mas pior, é um primeiro-ministro que não cumpre a lei, e depois não sabe justificar-se de uma forma coerente dando tiros atrás de tiros no pé. O primeiro dá ideia de “chico-espertismo” que, convenhamos, não deixa de ser um traço típico nacional. No segundo, já chegamos ao nível de incompetência política que não é, nem pode ser, aceitável em quem dirige um país.

Primeiro a culpa foi dos serviços. Uma desculpa a que atabalhoadamente o Pedro Mota Soares rapidamente acorreu, e que em nada ajudo Passos Coelho. Depois, apelou à sua ignorância sobre a lei, o que também não abona muito a seu favor, até porque desconhecimento da lei não serve de desculpa para o seu incumprimento. Finalmente, afirma-se como um cidadão “imperfeito” como todos os outros, numa pseudo-vitimização que até poderia surtir resultado se o ambiente político e a forma de estar do executivo que lidera fossem outros (e aqui não faço juízos de valor sobre o mesmo).

Três intervenções. Três desculpas. Nenhuma delas convincente e todas a dar a ideia de que se limita a atirar o barro à parede a ver se cola.

A “sorte” de Passos Coelho é que ainda estamos em Março. Mais próximo das eleições e seria mais difícil fazer passar esta crise de comunicação. Continua ainda com “sorte” porque António Costa também não está imune a estas “imperfeições” e ainda há pouco resolveu contradizer-se sobre se o país está ou não melhor do que há 4 anos. E ainda tem que carregar o peso do legado de Sócrates. Tem “sorte” Passos Coelho porque a Esquerda portuguesa diverte-se mais a fundar partidos do que realmente a apresentar ideias baseadas na realidade e não em confabulações.

Tudo somado, a crise provocada pelas irregularidades de Passos Coelhos poderia ser mais grave do que aquilo que é. Poderia resultar no aniquilar de qualquer hipóteses que ainda possa ter de ser reeleito. Mas será interessante acompanhar a campanha política para estas eleições que neste momento parece encaminhar-se para a discussão sobre quem é menos mau.

Entretanto, espero que, do ponto de vista de comunicação, haja um pouco mais de estratégia de todos os lados.