5 Artigos para Ler em 10 Minutos #18

Para começar a semana com bom conteúdo:

Visitor Growth at Auschwitz Site Prompts Plea for Pre-Bookings (Skift) – o antigo campo de concentração de Auschwitz-Birkenau tem atraído tanta atenção turística que as autoridades já estão a pensar num novo modelo de gestão das visitas

Gummy Bears Double as Ticket to Lisbon (PSFK) – uma interessante campanha da Transavia com venda de bilhetes a preços especiais através de máquinas de vending

This is How You’ll Shop in 2020 (Fast Company) – uma curta, e hipotética viagem, ao futuro das compras

How Playing in an Empty Stadium Affects Athletes (The Science of Us) – uma pequena análise de como jogar em estádios vazios pode influenciar a performance dos atletas, no caso concreto no basebol

Pornhub & Portugal (Pornhub Insights) – uma análise ao comportamento dos utilizadores portugueses do site de pornografia Pornhub

Bónus

Por vezes à artigos mais longos cuja qualidade merece que sejam destacados, como é o caso do seguinte:

The Messy Business of Reinventing Happiness (Fast Company) – os bastidores do processo que levou à implementação do sistema MyMagic+ pela Disney

5 Artigos para Ler em 10 Minutos #17

Uma curta lista de artigos para começar bem a semana:

The Six Strategies Companies Can Take to Lead the Collaborative Economy (Jeremiah Owyang) – uma análise de como podem as empresas desenvolver o seu negócio dentro do paradigma da “economica colaborativa”

Hotels’ Lessons For Marketing to Multi-Generational Travelers (Skift) – a nova realidade do turismo multi-geracional cria novos desafios e abre novas oportunidades à indústria hoteleira

5 Examples of Stellar Logo Design and Packaging (Entrepreneur) – criar um design corporativo nem sempre é uma tarefa fácil, pelo que inspiração é sempre algo que nunca está a mais

How Corporate Lobbyists Conquered American Democracy (The Atlantic) – como as política americana passou a ser dominada pelos lobbies

New York Times Takes Its ’36 Hours’ Destination Series to the Travel Channel (Skift) – a evolução natural do conteúdo de viagens do NY Times com uma associação com um canal que partilha alguns dos valores do jornal

O Princípio da Persuasão que Torna o Mandarin Oriental uma Referência no Segmento de Luxo

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Contrariamente ao que se possa pensar, luxo não é algo que seja facilmente definido porque varia de categoria para categoria, e de pessoa para pessoa. Normalmente, associamos luxo a valor monetário, mas por vezes trata-se de algo mais intangível, associada a emoções e a experiências. No ramo da hotelaria, luxo define-se sobretudo pela qualidade do serviço, mais do que a respeito de espaços, decorações e materiais/produtos usados.

Transmitir o conceito de “luxo” enquanto serviço em termos publicitários não é uma tarefa fácil, sobretudo numa era em que se promove o consumo rápido de informação, havendo por isso menos espaço e tempo para formatos que permitam transmitir uma “imagem” mais real do conceito e do serviço. Poucas marcas o conseguem fazer de uma forma eficiente. Com excepção do Mandarin Oriental, que o faz de uma forma simples, elegante e eficaz, recorrendo ao princípio de persuasão da autoridade.

O grupo hoteleiro criou uma campanha global – há alguns anos – em que recruta alguns dos seus clientes de maior perfil como seus embaixadores. A iniciativa, intitulada “Celebrity Fans“, conta com celebridades mundiais, sobretudo ligadas ao cinema, como Morgan Freeman, Helen Mirren, Lucy Liu, Kevin Spacey ou Liam Neeson.

O formato dos anúncios é simples: a imagem do embaixador e a frase “He’s/She’s a fan”.

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Não há referência a serviço, à qualidade do chef, ao conhecimento do conciérge, às vistas, aos quartos ou localização dos hotéis. Apenas e só a afirmação de que aquela pessoa é fã da cadeia Mandarin Oriental. No site da marca temos mais informações, com vídeos dos embaixadores a explicarem o porquê de serem fãs. Mas no geral, uma simples combinação de imagem e texto, e uma escolha cuidada de paleta de cores associadas ao conceito de luxo, chegam para promover a marca.

A marca toma de “empréstimo” o prestígio das celebridades de forma a que na mente dos consumidores haja uma transferência dos aspectos positivos associados a essas figuras para os hotéis Mandarin Oriental. Por outro lado, o endosso por parte de figuras que associamos a uma vida de conforto e de usufruto de serviços de elevada qualidade, “fala” por si só sobre a qualidade do serviço. Se personalidades que estão habituadas a ter tudo “do bom e do melhor”, reconhecem a qualidade do Mandarin Oriental de forma a afirmar que são fãs da marca, não restam muitas dúvidas à maioria dos consumidores que tal correspondem à verdade.

Uma forma simples e eficaz de promover uma marca, usando um princípio psicológico universal que mantém a marca como um referência no segmento de hotéis de luxo.

5 Artigos para Ler em 10 Minutos #16

O rescaldo semanal dos melhores artigos para ler num curto espaço de tempo:

No Internet, No Credit Cards, No Problem: How Airbnb Launched in Cuba (Fast Company) – como o Airbnb ultrapassou barreiras tecnológicas e soube aproveitar os recursos já existentes para iniciar a sua operação em Cuba

How Uber won the taxi-app war and changed the way we travel (Future Foundation) – uma análise aos motivos de sucesso da Uber

Top 10 Reasons for Using Social Media (Global Web Index) – resultados de um estudo sobre os motivos pelos quais as pessoas usam redes sociais. Dica: não é para receberem promoções de marcas

Social Media’s Changing Needs—According to Know Your Meme Creator (PSFK) – uma interessante entrevista a Kenyatta Cheese sobre os medias sociais e a sua evolução

What One Thing Can Make Traveling Significantly More Positive? (Influence at Work) – um pequeno estudo demonstra aquilo que podemos fazer para melhorar a nossa experiência de viagem

STOP: Como os partidos americanos usam os princípios da persuasão para mobilizar eleitores

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As eleições para a Presidência dos EUA estão agendadas para 2016, mas a corrida para a Casa Branca já começou. E nada melhor para abrir as hostilidades do que uma guerra aberta entre os dois partidos em jogadas similares para mobilizar as bases e atacar os adversários.

Horas depois da ex-Primeira Dama anunciar oficialmente que se iria candidatar – sendo que primeiro terá de vencer as primárias do seu partido – que a máquina republicana lançou uma ofensiva clara anti-Clinton. O GOP lançou online a campanha “Stop Hillary” que tem o propósito de levar 100.000 a comprometerem-se publicamente em unir esforços para impedir que Hillary Clinton se torne na primeira mulher a assumir a liderança dos EUA.

A resposta democrata não se fez esperar e uma campanha em todo similar já está no ar. Intitulada “Stop the GOP” (os democratas ganham na sonoridade, embora tivessem uma tarefa mais fácil. Acho surpreendente como, tendo em conta tácticas do passado, os republicanos ainda não tenham optado por designar Clinton como “Hillarity”.) a campanha democrata também pede aos seus eleitores que se juntem no objectivo de impedir que um republicano ganhe as próximas eleições.

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Este tipo de estratégia tem vários objetivos:

  1. Abrir desde já uma frente de ataque aos potenciais adversários, que ainde terão de lidar com as primárias dos respectivos partidos;
  2. Mobilizar o eleitorado de base dando rosto(s) concreto(s) ao “inimigo”;
  3. Criar uma base de dados actualizada de contactos que podem ser usados futuramente na corrida eleitoral;

Começando desde já pelo terceiro objectivo, para assumir o compromisso os eleitores terão de deixar a informação pessoal, o que permitirá futuramente à máquina partidária realizar campanhas altamente direccionadas ao seu eleitorado. Sendo as eleições norte-americanas um árduo percurso, que engloba as primárias de cada partido, é importante impedir que qualquer candidato consiga criar momento, daí o objectivo número 1 de abrir já frentes de ataque antes que haja a possibilidade dos argumentos dos candidatos conseguirem atrair independentes e eleitores mais moderados de cada lado da barricada.

Mas o aspecto mais interessante nesta iniciativa – do ponto de vista de marketing político – é o formato de compromisso que se “força” os eleitores a assumir. A necessidade de consistência entre comportamentos e atitudes é algo basilar nos seres humanos, daí que o apelo a essa mesma consistência seja um dos principais meios de persuasão psicológica. Ao assumirem este compromisso, ainda que a mais de 1 ano das eleições, é mais provável que os eleitores actuem de acordo com o mesmo e se desloquem às urnas para votar no seu partido. Uma jogada inteligente que aproveite um sólido conhecimento científico do comportamento humano em proveito de um partido político.

Obviamente que esta iniciativa tem o seu potencial negativo, desde logo junto de eleitores mais moderados e mais preocupados com os candidatos do seu partido do que em denegrir os adversários. Mas também correm o risco de criar um ponto de união no partido adversário que leva a uma maior mobilização.

Sendo as campanhas em tudo similares, os Republicanos ganham este round em termos de execução. Desde logo porque se focam num único adversário, mesmo tendo em conta que isso tem mais a ver com os timmings de anúncio das candidaturas do que outra coisa. É mais fácil focar a acção contra uma ameaça específica e corporizada num indivíduo, do que dispersar o mesmo intuito por vários potenciais candidatos. Também criaram um objectivo comum, claro e mensurável: atingir as 100.000 assinaturas! Para isso os republicanos também incorporaram um contador na página de subscrição, usando a validação social para demonstrar a quem possa estar indeciso que não está só e que irá juntar-se a uma “maioria”.

Mas onde os republicanos realmente ganham é na linguagem usada no CTA. Enquanto que os democratas optaram por um simples “I’m in”, o GOP foi para uma linguagem simbolicamente mais forte e com maior peso do ponto de vista psicológico “Sign the pledge”. Desta forma dão um aspecto mais formal ao acto: não se tratar de um simples clicar de um botão; é assumir através da assinatura virtual um compromisso de honra para com o partido. Muito mais forte e mobilizador.

Será interessante seguir a campanha norte-americana e analisar as tácticas usadas pelos dois aparelhos partidários. Pode ser que os partidos portugueses aprendam algo de útil.

5 Artigos para Ler em 10 Minutos #15

Esta semana com saída à terça-feira.

What Modern Hotel Brands Can Learn From Airbnb (Skift) – o Airbnb tem sido um dos alvos principais da indústria hoteleira nos últimos tempos, mas há coisas que a indústria pode aprender com o new kid on the block

Instagram ROI: What Your Brand Can Expect from Working with Influencers (Ad Rants) – criar uma campanha de sucesso com “influenciadores” no Instagram é uma estratégia cada vez mais em voga

Outside Voices: Why Mobile Advertising May Be All About Micro-Targeting Moments (Wall Street Journal) – depois do ZMOT (Zero Moment of Truth) a Google apresenta os Micro-Moments

VIDEO: Playboy ‘Fishes Where the Fish Are’ on Social (Clickz) – como uma marca como a Playboy se adaptou à nova realidade online que veio diminuir o seu valor

What Top Travel Sites Looked Like Five Years Ago (Skift) – uma pequena antologia que permite perceber quanto evoluíram os websites nos últimos 5 anos