Mais Estudos Sobre Social Media e a sua Importância no Marketing

Já aqui dei conta de um estudo que indicava que os social media estão a ser usados como referência na recolha de informações acerca de empresas e produtos por parte dos consumidores. Trago agora aqui mais 3 referências acerca do tema.

Primeiro destaco um estudo da Universal McCann levado a cabo a nível global, e onde se atesta a crescente importância dos social media em termos de hábitos online, de tal forma que cada vez mais podem (devem?) ser vistos como uma ameaça aos media tradicionais. Um pouco no mesmo fio de pensamento, recomendo a leitura de uma apresentação da Morgan Stanley acerca deste mesmo tema a que tive acesso através de um post do Paulo Querido. Embora tal possa parecer old news, não deixam de ser dados importantes sobretudo tendo em conta as fontes em causa.

Mais interessante ainda, é este excelente post do Jeremiah Owyang onde referencia três estudos acerca da confiança atribuída por parte das pessoas a vários agentes. A evidência que resulta dos 3 é que os amigos e familiares são aqueles em quem as pessoas depositam maior confiança no que toca à informação recebida, sejam notícias, recomendações, rumores ou outra coisa qualquer. Aquilo que no entanto me interessa, e que Owyan destaca, é a pouca confiança depositada nos bloggers e nas informações que estes fornecem. Mas será esta uma boa conclusão a retirar destes dados?

Sim e não! Começando pelo “sim”, não há como negar – nem mesmo o porquê de o fazer – os resultados! De facto, bloggers como “agentes” de informação foram aqueles que receberem menor confiança declarada. Mas antes que se use estes dados para rebater a importância dos social media é necessário olhar para os dados com mais cuidado.

O meu problema aqui é o uso, nestes estudos, do termo blogger em abstracto. Passo a explicar: quando se pergunta a alguém se confia naquilo que é escrito por bloggers é tanto provável que essa pessoa pense em algum blogger que se tenha afirmado como sendo credível, como pense na massa total de blogs anónimos e de pouca qualidade que infestam (se calhar a palavra é demasiado forte) a blogosfera! É possível que até sejam estes últimos que melhor se associam ao termo, quando este é usado fora de um contexto específico.

Se virmos os resultados com cuidado, verificamos que as pessoas em quem mais se confia são amigos, familiares, pessoas percebidas como similares, académicos ou experts. Acontece que muitos bloggers encaixam nestas representações, mas é pouco provável que sejam vistos como bloggers quando, na mente das pessoas, sejam percepcionados como uma dessas categorias – aliás, tendo em conta que se tratam de categorias mais relevantes do ponto de vista pessoal e social do que a categoria “bloggers” é mais provável que aconteça isso.

Isto não quer dizer que as pessoas “confiem” nos bloggers; mas tambén não significa que estes sejam vistos com desconfiança. O problema aqui é sobretudo de categorização e de interpretação. A minha opinião é que os bloggers podem ser tanto ou mais influentes do que media tradicionais, desde que algumas condições sejam cumpridas. Tal como qualquer tipo de influência, não se pode tentar avaliar ou medir o potencial que um ou vários blogs têm para influenciar consumidores sem ter em conta uma série de variáveis contextuais.

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