Vale Apena Apostar em Publicidade nas Social Networks?

Uma notícia de hoje da Meios & Publicidade dá conta de uma previsão da eMarketer que prevê um aumento do investimento publicitário nas social networks no decorrer do próximo ano. Fala-se em algo como €1,35 mil milhões que poderão ser aplicados neste tipo de estruturas. A minha pergunta é simples: vale a pena ou está-se a desperdiçar dinheiro?

Curiosamente, ou talvez não, Chris Anderson providencia uma potencial resposta no seu blog indicando que a melhor forma de publicitar nas social networks é apostar naquelas que se direccionam para um nicho específico e não para os grandes hubs sociais como o Facebook ou o MySpace. Claro que sendo ele o proponente da filosofia da Long Tail, Anderson é um pouco suspeito, mas neste caso estou de acordo com as suas ideias.

As tentativas de tornar lucrativas as social networks têm falhado redondamente, e não é difícil perceber o porquê: o sistema usado para outros meios web – banners, adsense – tornam-se intrusivos num espaço social mas que se quer pessoal! Quem se encontra disposto a exibir um banner no seu perfil, quando o que pretende é que os seus amigos tenham acesso a informação mais relevante (música, livros, estado de espírito)? No caso do adsense, e embora a questão da intrusão se mantenha, a dificuldade aumenta pelo facto de a grande quantidade e diversidade da informação exposta tornar os anúncios pouco relevantes para o contexto.

Com Anderson sugere, a falta de relevância dos anúncios é facilmente ultrapassada no caso de social networks dedicadas a um único tópico ou tema já que é possível identificar o denominador comum entre os membros da rede. Num Facebook tanto podemos pertencer a um grupo de ex-alunos de uma Universidade, como de aficionados da série Star Trek, o que deixa o algoritmo do Adsense na dúvida se deve apresentar anúncios sobre revistas académicas ou de vende de produtos “trekianos”. Mas se por outro lado estivermos numa social network dedicada apenas ao Star Trek esse problema não existe e torna-se mais fácil promover um dado produto relevante ao contexto.

A plataforma de criação de social networks personalizadas Ning é identificada por Chris Anderson como o modelo correcto a seguir. Ao permitir a existência de várias redes pequenas, ao invés de agregar tudo numa só, a empresa não só aumenta o seu potencial lucro vendendo menos a mais, como permite que os seus utilizadores consigam ganhar também eles um pouco no processo.

Embora ainda não seja uma batalha perdida, penso que o modelo que Facebook e MySpace têm vindo a seguir tem poucas hipóteses de triunfar a menos que um golpe de génio surja de algum lado. Pessoalmente, atrai-me mais o modelo Ning, embora compreenda que para uma grande empresa de serviços de mass market o número continue a ser mais importante do que a relevância. Já para as social networks em si tenho dúvidas que este venha a ser um modelo sustentável a médio-prazo

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s