Onde Devem as Empresas Centrar a Monitorização

Neste meu terceiro post sobre monitorização dos social media irei concentrar-me nos “locais” que as empresas devem ter sob vigilância. Como é óbvio, a web tornou-se num repositório imenso de sites, blogs e serviços de forma a que se torna quase impossível monitorizar todo esse “espaço” sem comprometer a qualidade da tarefa e sem correr riscos de burnout! Em todo o caso, não deverá ser o tamanho a desmoralizar quem pretenda estar ao atento aos social media.

Os “locais” ou serviços que apresento em baixo são, em minha opinião, aqueles onde as empresas devem concentrar os seus esforços de forma mais vincada. Uma vez mais, ressalvo que não se trata de uma compilação exaustiva e que existem outros pontos de interessa na Internet. Em todo o caso, penso que o foco central dos social media poderá ser encontrado numa monitorização eficaz dos serviços abaixo descritos.

Os blogs são claramente o local onde os esforços deverão concentrar-se primariamente, não só por serem mais numerosos, mas sobretudo por serem, por agora, o meio mais reconhecido e aquele que mais facilmente pode ajudar ou prejudicar a reputação de uma empresa. Nenhum blog deve ser visto como irrelevante nesta tarefa! Um simples post num blog com poucas visitas pode ser a pedra que desencadeia uma avalanche, basta que seja lido, comentado ou referido por um outro blogger com mais “influência”. A partir daí gera-se uma sequência em dominó que se torna difícil de parar. É também preciso não esquecer que tão ou mais importante do que os posts de um blog são os comentários que lhes são feitos!

O Youtube tornou o acesso e a publicação de vídeos em algo banal. É hoje em dia um dos sites com mais visitas em termos globais e foi o termo mais pesquisado pelos portugueses em 2007! Mas, mais importante do que os próprios vídeos, aquilo que torna o Youtube, e outros serviços similares, em potenciais ameaças à reputação de uma empresa são os seus sistemas de avaliação e de comentários que colocam cada campanha publicitária sob o escrutínio dos consumidores (um verdadeiro pesadelo para muita gente). Existe também a possibilidade de uma dada marca ser vítima de vídeos ofensivos ou ser usada em vídeos cujo conteúdo possa ser prejudicial por associação.

Deverá ser difícil encontrar uma única pessoa que aceda com regularidade à Internet que não possua uma conta numa das muitas Social Networks que por aí existem. Para além de serem “locais” onde se coleccionam amigos, estas redes sociais permitem a expressão de gostos e recomendações que, pelas características próprias destes serviços, se podem tornar bastante influentes. Não é novidade que as pessoas confiam mais nas recomendações e avaliações feitas pelos seus amigos pelo que se torna importante estar atento ao que se vai dizendo nestas plataformas acerca das nossas empresas, produtos e serviços.

O facto de uma ou várias pessoas considerarem um post sobre a sua empresa/marca suficientemente relevante para o guardarem e recomendarem deve ser visto com muito interesse por qualquer responsável cuidadoso. Os serviços de social bookmarking não só permitem que qualquer um guarde os seus links favoritos, como os partilhe com todos os outros. Fique atento a possíveis referências à sua empresa e tente avaliar, qualitativa e quantitativamente, o seu significado.

O microblogging, mais concretamente o Twitter, foi a última grande revolução dos social media. Ainda desconhecido para muitos e desvalorizado por alguns, a verdade é que este é um serviço que reúne as condições essenciais para a evangelização ou destruição de uma marca. O estilo de comunicação curto promove entradas mais emocionais e por isso, de certa forma, mais honestas e reais; com o Twitter qualquer consumidor pode comunicar ao seu grupo de “seguidores” como foi a sua experiência com a assistência técnica de uma dada empresa, quer seja positiva ou negativa de forma quase imediata.

Estamos numa época em que até o conhecimento se tornou social graças à Wikipedia, que se tornou na grande referência bibliográfica do nosso tempo (com todas as vantagens e inconvenientes daí resultantes). Uma enciclopédia normalmente não seria considerada uma ameaça à reputação de uma empresa, mas a modo peculiar como funciona a Wikipedia, e a sua popularidade, torna-a um site fundamental a ter em conta na monitorização da reputação. Qualquer pessoa (existem alguma limitações) pode alterar uma entrada desta enciclopédia do povo, daí resultando muitos erros e vários textos mais opinativos do que factuais. Existem casos de empresas e pessoas que procuraram alterar as entradas a si referentes ou dos seus principais concorrentes, o que deve deixar qualquer empresa de sobreaviso.

Já por cá andam há muito tempo, mas ultimamente parecem ter sido esquecidos em detrimento das novidades. Falo dos Fóruns e Grupos de Discussão online, que representam o verdadeiro início dos social media numa altura em que a Web 2.0 não entrava no léxico comum. Apesar do menor mediatismo continuam a ser plataformas importantes para a troca de ideias e opiniões entre internautas pelo que continuam a ser fundamentais para uma estratégia de monitorização eficaz.

Penso que estão cobertos os principais “locais” a que as empresas devem estar atentas a sinais de referências às suas marcas ou produtos. Se acharem que falta algo, os comentários estão abertos às próprias sugestões.

No próximo post desta série irei apresentar uma lista de ferramentas que permitem a monitorização eficaz, e gratuita dos social media.

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2 thoughts on “Onde Devem as Empresas Centrar a Monitorização

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