IgNobel 2008: Ciência Séria Levada na Brincadeira

Como a própria iniciativa promove, o objectivo dos IgNobel é o de honrar investigações científicas que primeiro nos fazem rir e depois nos fazem pensar. O objectivo destes prémios é o de valorizar a investigação científica que vai para lá do óbvio e se centra no pouco usual, ou mesmo desinteressante. A galeria de autores celebrados é de respeito e vale sempre a pena dar uma vista de olhos aos vencedores de cada ano porque existe material de grande interesse. Na lista deste ano existem pelo menos dois vencedores que despertaram a minha curiosidade. Vejam na lista abaixo se conseguem encontrar algo que valha a pena explorar:

Prémio IgNobel da Nutrição: Massimiliano Zampini (Itália) e Charles Spence (Reino Unido) por terem alterado electronicamente o som de uma batata frita de forma a que o consumidor a considere mais estaladiça e fresca do que na realidade é.

Prémio IgNobel da Paz: Ao Comité Suíço de Ética em Biotecnologia não-Humana e aos cidadãos suíços por adoptarem o princípio legal de que as plantas têm dignidade.

Prémio IgNobel da Arqueologia: Astolfo Mello Araújo e José Carlos Marcelino (ambos do Brasil) por medirem como o curso da história, ou mais propriamente, de um local de escavação arqueóligica podem ser alterados pela acção de um tatu.

Prémio IgNobel da Biologia: Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert e Michel Franc (todos de França) por descobrirem que as pulgas que vivem num cão saltam mais alto do que as pulgas que vivem num gato.

Prémio IgNobel da Medicina: Dan Ariely, Rebeca Waber, Baba Shiv (os 3 dos EUA) e Ziv Carmon (Singapura) pela descoberta que falsa medicina de custo elevado tem melhores resultado do que falsa medicina de baixo custo.

Prémio IgNobel em Ciências Cognitivas: Toshiyuku Nakagaki, Hiroyasu Yamada, Ryo Kobayashi, Atsushi Tero, Akio Ishiguro (todos do Japão) e Ágotá Tóth (Hungria) por descobrirem que os ácaros são capazes de resolver puzzles.

Prémio IgNobel da Economia: Geoffrey Miller, Joshua Tybur e Brent Jordan (todos dos EUA) por descobrirem que o ciclo ovulatório de uma stripper afecta os seus ganhos em termos de gorjetas.

Prémio IgNobel da Física: Dorian Raymer e Douglas Smith (ambos dos EUA) por provarem matematicamente que fios, seja de cabelo ou de outro tipo de material, acabarão por inevitavelmente enrolar-se em nós.

Prémio IgNobel da Química: Sharee Umpierra (Porto Rico), Joseph Hill e Deborah Anderson (ambos dos EUA)  por descobrirem que a Coca-cola é um espermicida eficaz, e a Chuang-Ye Hong, C.C. Shieh, P. Wu, e B.N. Chiang (todos de Taiwan) por descobrirem que a Coca-cola não é um espermicida eficaz.

Prémio IgNobel da Literatura: David Sims (Reino Unido) pelo seu estudo intitulado ‘You Bastard: A Narrativa Exploration of the Experience of Indignation within Organizations.’

A lista oficial pode ser encontrada aqui, onde será também possível encontrar hiperligações para os trabalhos originais e consultar as listas de anos anteriores.

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