Teoria do Contágio: Recomendações de Celebridades e Preconceitos Supersticiosos

aqui abordei a teoria de contágio, referindo um estudo norte-americano onde se demonstrava que um determinado produto poderia ser afectado pelo tipo de ‘companhia’ que lhe era dada numa prateleira de supermercado. Isto acontece porque as pessoas tendem a transferir características de um dado objecto para um outro de forma inconsciente.

Esta transferência não está limitada a relações entre objectos, podendo acontecer em relações entre pessoas ou mesmo entre pessoas e objectos. É sobre este último caso que me irei debruçar já que ajuda a explicar 2 fenómenos distintos mas que partilham certos mecanismos psicológicos: as recomendações de produtos por parte de celebridades, e o afastamento de objectos que pertenceram a pessoas com uma determinada doença ou comportamento.

A teoria do contágio estipula que as características, sejam qualidades ou defeitos, de uma dada pessoa transferem-se – do ponto de vista psicológico – para objectos que essas pessoas usam/usaram. É por isso que um pincel que pertenceu a Picasso ou uma chuteira de Maradona têm um tremendo fascínio para muitas pessoas. É também por isso que as recomendações de produtos por parte de celebridades são tão persuasivas. Para os consumidores, a posse desses produtos representa ‘possuir’ uma parte do sucesso dessa celebridade. O uso do mesmo modelo de chuteira de Cristiano Ronaldo não torna ninguém melhor jogador de futebol, mas psicologicamente actua como um forte estímulo para quem o usar.

Mas a teoria do contágio não actua apenas em aspectos negativos e que podem ser explorados ao nível da publicidade e marketing. Também pode estar na origem de alguns preconceitos e discriminações. Estudos comprovam que a probabilidade de alguém usar um objecto diminui quando as pessoas são informadas que esse objecto foi usado, ainda que brevemente, por alguém que sofre de uma doença grave (ex. SIDA) ou que cometeu um crime (ex. homicídio).

Enquanto que no caso das recomendações de produtos por parte de celebridades as pessoas transferem as características positivas para os objectos, nestes dois casos são características indesejadas que são transferidas para os objectos tornando-os menos apreciados. Não quer dizer que as pessoas acreditem que o vírus da SIDA pode ser transferido pelo uso de um objecto que já pertenceu a alguém que sofreu da doença. O que acontece é que existe uma personificação do objecto como possuíndo uma característica indesejada (neste caso a doença) na sua ‘essência’. Este é um mecanismo que está na origem de muitas superstições e preconceitos.

One thought on “Teoria do Contágio: Recomendações de Celebridades e Preconceitos Supersticiosos

  1. anahi

    aunque no se portugues le entendi me parece qe esta bien aunque le hace falta contenido pero las caracteristicas que da son pobres. hay que dar mas!!!!

    Responder

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