Cabines de Prova: A Grande Arma das Lojas de Roupa

Quantas vezes já entrou numa loja de roupa para comprar um determinado artigo, ou mesmo só para ‘ver’ ou acompanhar outra pessoa, e acabou por comprar algo totalmente diferente daquilo que tinha planeado? E quantas dessas vezes essa opção acabou por ser tomada após experimentar as peças de roupa nas cabines de prova?

Como é óbvio, hoje em dia não faz sentido comprar uma peça de roupa sem a experimentar primeiro para termos a certeza de que nos serve ou de que nos fica bem. Desta forma evita-se o transtorno de ter de voltar à loja para trocar algo que é uma tamanho acima, ou abaixo, ou que simplesmente nos faz parecer ridículos. Visto do ponto de vista das lojas, seria mais prático e eficiente se os consumidores se limitassem a seleccionar as peças da prateleira e se dirigissem à zona de pagamento. Mas se as compras ainda fossem feitas dessa forma, essas mesmas lojas estariam a perder uma grande arma de persuasão sobre os seus consumidores.

A oportunidade de experimentar as peças de roupa não nos permite apenas verificar se o tamanho é correcto ou se de facto aquela cor e modelo nos ficam bem. Permite-nos também sentir a posse do produto, de sentir que é nosso. Num post anterior referi como o simples facto de tocar num produto o tornava mais atractivo, pelo facto de nos transmitir uma sensação de posse sobre o referido objecto tornando mais difícil a decisão de não o comprar. O mesmo ocorre com a roupa – como é óbvio – mas de uma forma ainda mais forte já que a possibilidade de nos vermos ao espelho usando as peças de roupa aumenta a sensação de posse e o sentimento de perda caso acabemos por não as comprar.

Não se trata de uma constatação genial, ou de algo que os consumidores já não saibam. Mas a verdade não há quem se resolva a experimentar uma peça de roupa só para ‘ver se fica bem’ para acabar por a comprar. Posteriormente serão criadas ‘desculpas’ racionais para  o acto – estava em saldo, é uma peça de grande qualidade, eu mereço – mas a verdade é que muitas vezes é o simples acto de se experimentar a referida peça de roupa que nos leva a decidir comprá-la, porque aí ela já é de certa forma ‘nossa’. Não é por acaso que cada vez mais é dada aos consumidores nas feiras a possibilidade de experimentar os artigos expostos.

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