Descontos: O que os Consumidores Querem das Marcas nos Social Media

Um artigo no site eMarketeer dá conta de dois interessantes estudos sobre os principais motivos pelos quais os utilizadores de redes sociais se associam a marcas: descontos ou negócios exclusivos! Os utilizadores destas plataformas não estão à procura de conversas ou de encontrar um lado humano nas marcas; procuram isso sim maximizar os seus proveitos obtendo informações ou benesses. Basicamente actuam como coleccionadores de cupões de desconto online.

Isto não quer dizer que a relação entre utilizador online e marcas se restrinja apenas e só ao aspecto utilitarista. No estudo mais recente citado, obter informação acerca de novos produtos e/ou serviços também foi destacado pelos sujeitos como uma aspecto importante para se tornarem fãs de uma marca no Facebook ou seguirem o seu perfil no Twitter. Há claramente espaço para uma maior interacção entre marcas e fãs para além da publicitação de negócios.

O que estes resultados provam é que também há espaço nas redes sociais para publicidade e ofertas comerciais. E mais do que espaço, é precisamente isso que a grande maioria dos utilizadores espera receber. Por muito que os consumidores estejam dispostos a dialogar com as marcas, no final do dia a maioria está à procura de encontrar bons negócios. Não quero com isto dizer que as marcas devam utilizar as redes sociais apenas e só como espaços publicitários. Não tentar formar ligações com os consumidores e obter feedback da parte destes é um desperdício dos recursos que estas plataformas colocam ao serviço de que as utiliza.

O que pretendo que se perceba, que é algo que tenho escrito aqui e em outros locais, é de que não existe uma forma correcta universal de se utilizar as redes sociais para promover uma marca. Existem tantas formas de sucesso quantas marcas que estão presentes nas redes sociais; apenas é necessário que cada marca encontre a sua. E por sucesso não me refiro ao número de fãs ou de followers (estas também são métricas importantes) mas sim ao encontrar uma estratégia que maximize os benefícios para a marca e para os seus consumidores. Em alguns casos uma postura mais social, de maior interacção será o ideal. Em outros, será a promoção de oportunidades e a atribuição de descontos. Para a maioria, a resposta estará algures entre estes extremos.

4 thoughts on “Descontos: O que os Consumidores Querem das Marcas nos Social Media

  1. cjt

    bom… estive a tentar ver os dois estudos, mas não consegui. gostava de saber mais informação acerca da amostra.
    digo isto porque os estudos que tenho lido acerca disto – embora sejam cada vez mais e inúteis – apontam para a necessidade de relacionamento com os representantes das marcas, com as pessoas por detrás delas, quer sob a forma de “clube”, quer sob outras formas.

    outra coisa que tenho observado é um certo optimismo excessivo em relação à presença de certas organizações na rede social. tenho andado a ver por aí e creio existir uma grande percentagem de empresas que apenas estão a perder tempo e recursos na rede: ou porque não sabem utilizá-la, ou porque realmente o seu negócio não tem nada a ver com isto…

    como dizia a uma pessoa entusiasmada a quem estava a fazer um site aqui há dias, «toma atenção, não é o site quem vai vender aos teus clientes.»

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  2. Bruno Ribeiro Post author

    Neste momento também não consigo obter dados sobre a amostra do estudo, mas tanto Marketing Sherpa como Razorfish normalmente fazem estudos com amostras representativas.

    Repara que nenhum destes estudos indica que as marcas não devem apontar para formar relações com os consumidores, apenas que o que estes últimos procuram mais nestas ligações são oportunidades de obter descontos ou negócios exclusivos.

    Quanto à presença das marcas nas redes sociais, de facto nem todas a sabem aproveitar ou, o que é mais comum, partem com expectativas excessivas e rapidamente se desiludem. Aquilo que é preciso que se entendem é que não não é a web social que vai resolver todos os problemas de uma empresa. Se o produto for mau, se os serviços não corresponderem ao esperado, não há página do Facebook ou perfil do Twitter que sirva de solução.

    Mas também é verdade que os acordos firmados com os principais motores de busca (Google e Bing) tornam quase impossível não estar presente nas redes sociais para algumas marcas.

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  3. cjt

    tens razão. mas eu não falo bem de “marcas”, falo sim de algumas pequenas e micro empresas que, vendo o “buzz” em torno dos media social e das redes resolvem apanhar o comboio. e grande parte delas tropeça no cais.

    agora, no caso das marcas, completamente de acordo. não estás lá? não existes.
    e mais razão tens ainda ao dizer que se o produto é mau – e qualidade da comunicação – nada adianta uma página xpto.
    aliás, parece ser essa uma das grandes deficiências… a bidireccionalidade. acho que a maioria das empresas ainda é muito 1.0🙂

    abraço.

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