À Procura do Parceiro Certo: Pergunte aos Amigos

A escolha de um parceiro numa relação é algo que apenas confiámos a nós próprios. Quanto muito, podemos ser apresentados à pessoa ideal por um dos nossos amigos, mas a avaliação dessa pessoa é algo que deixamos aos nossos critérios interiores. Mas a verdade é que neste aspecto, como em muitos outros, a opinião dos outros é relevante para a nossa escolha: a nossa opinião acerca da atractividade de uma pessoa é influenciada pela quão atractiva essa pessoa é considerada por outros. Ou seja, alguém que seja considerado(a) como atractivo por outras pessoas é visto(a) por nós como sendo atractivos. Esta hipótese, designada de mate copying, explica em parte o porquê da muitas mulheres considerarem homens casados como sendo mais atractivos: o facto de uma outra mulher os ter identificado como uma boa escolha para parceiro.

Um estudo recente desenvolvido na Indiana University explorou este conceito (designado de mate copying) através de um estudo experimental no qual sujeitos de ambos os sexos avaliavam a probabilidade de sucesso de pessoas do sexo oposto numa situação de speed dating. Basicamente, assistiam a sessões de vídeo em que uma pessoa do sexo oposto interagia com uma pessoa do sexo do sujeito experimental. Após a análise das interacções, os sujeitos reportavam a sua própria avaliação dessas pessoas.

Os resultados demonstraram que os sujeitos apresentavam maiores níveis de interesse e como mais atractivas as pessoas do sexo oposto que durante as interacções de speed dating eram consideradas como sendo mais atractivas e interessantes por indivíduos do mesmo sexo dos participantes no estudo. Isto é, os homens avaliavam as mulheres como sendo mais atractivas se um outro homem as considerasse previamente como sendo atractivas. Curiosamente, este efeito era ainda maior no caso das mulheres, com o interesse a subir quando outras mulheres consideravam um homem como sendo atractivo, mas a diminuir substancialmente se esse mesmo homem fosse considerado como de pouco interesse por parte de outras mulheres; algo que não se verificou com os homens. Este efeito era ainda maior quando as pessoas que faziam a avaliação prévia eram similares em algum aspecto ao sujeito experimental.

Na realidade aquilo que vemos aqui a funcionar são dois princípios de persuasão: validade social e similaridade. Em situações de ambiguidade, como pode ser a escolha de um parceiro, analisamos o comportamento dos outros para obter “pistas” de como nos comportarmos. No caso, avaliámos a atractividade de uma dada pessoa tendo por base a opinião de outras. Este efeito é aumentado pelo princípio da similaridade, que indica que somos mais persuadidos por pessoas similares a nós.

Imagem: San Diego Girls, by San Diego Shooter

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