Usar as Críticas dos Clientes para se Promover no Google – Exemplo de um Troll

Na passada sexta-feira o NY Times publicou uma reportagem muito interessante sobre como o sistema do Google pode ser usado para promover um produto usando o mau serviço ao cliente. O caso concreto é o de um comerciante online que ataca e critica os seus clientes, chegando a fazer ameaças físicas, e com isso consegue obter uma melhor posição nas pesquisas online graças às críticas que lhe são feitas por clientes que procuram com isso evitar que outros caiam no mesmo erro. Ficam aqui alguns excertos do artigo que pode ser lido na totalidade aqui:

“When I fly to Las Vegas I look down and see all these houses,” he starts. “If someone in one of those houses buys from DecorMyEyes and ends up hating the company, it doesn’t matter. All those other houses are filled with people, too, and they will come knocking.”

Selling on the Internet, Mr. Borker says, attracts a new horde of potential customers every day. For the most part, they don’t know anything about DecorMyEyes, and the ones who bother to research the company — well, he doesn’t want their money. If you’re the type of person who reads consumer reviews, Mr. Borker would rather you shop elsewhere.

“I’m not a salesgirl at Macy’s,” is the way he puts it, “following a customer around the store to make sure you’re happy.” (…)

He stumbled upon the upside of rudeness by accident.

“I stopped caring,” he says, and for that he blames customers. They lied and changed their minds in ways that cost him money, he says, and at some point he started telling them off in the bluntest of terms. To his amazement, this seemed to better his standing in certain Google searches, which brought in more sales.

A sua filosofia de marketing é explicada da seguinte forma:

“The more replies you people post, the more business and the more hits and sales I get. My goal is negative advertisement.”

Para além de uma jogada de génio – há que admiti-lo, por muito que os seus métodos sejam abomináveis – por parte deste senhor, este caso vem apenas demonstrar a falta de “literacia digital” que ainda prolifera. É fácil criticar o Google pelo facto de ter um algoritmo “cego”, mas o problema aqui em minha opinião está mais nos utilizadores do que propriamente na tecnologia. Uma pesquisa no Google pelo nome do site (algo básico quando estamos a falar de um site desconhecido), dá-nos nos primeiros 7 resultados motivos para duvidarmos da fiabilidade do site:

Se quisermos ir mais longe, e efectuarmos uma pesquisa por “decormyeyes fraud” obtemos 1.580 resultados, a que se juntam 1.510 para “decormyeyes scam”, e 86.800 para “decormyeyes don’t buy”! Mas a verdade é que a maioria dos consumidores não se dá a este trabalho o que resulta em casos pouco satisfatórios, como se pode ver nos vários casos de queixas anuais sobretudo relacionado com vendas de bilhetes para concertos e outro tipo de espectáculos. Será talvez por aqui que as associações de defesa do consumidor deveriam incidir na sua missão: promover boas práticas de identificação de sites seguros para transacções online!

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