Psicologia do Adepto de Desporto

Os adeptos de clubes desportivos são, do ponto de vista psicológico, um dos mais fascinantes objectos de estudo. A lealdade e o fanaticismo que exibem – muitas vezes exacerbado – são um fenómeno psicológico intrigante. Quantas marcas não gostariam de ter o estatuto de culto que as equipas de futebol do nosso país exibem? As multidões que invadiram as ruas do Porto para celebrar as vitórias do FC Porto, a festa em Braga por um feito histórico, a contestação em Lisboa aquando da eliminação do Benfica da Liga Europa – tudo ocorrido a altas horas da madrugada, momentos impelidos pela paixão e devoção clubística que faz esquecer tudo o resto.

O comportamento dos adeptos desportivos foge aquilo que podemos designar como “racional”, sobretudo se assumirmos que o racional seria apoiar a equipa com maior hipótese de vencer, ou de celebrar apenas as vitórias. Por vezes é nas derrotas que os adeptos mais se aproximam das suas equipas e em que o seu apoio é maior. O Boston Globe publicou recentemente na sua edição online um interessante, e bastante completo, artigo sobre a psicologia dos adeptos desportivos que vale bem a pena ler:

Why are some teams so easy to love and obsess over? What would it take for the Sox to truly lose the loyalty of their fans? As specialists in psychology, media studies, and marketing consider these questions, what they’re finding is that loyalty in sports is a deeper matter than just following the Sox because they’re from Boston, or hopping on and off the bandwagon as the Patriots’ fortunes rise and fall. Having a winning record, these researchers have found, is just a small part of what makes franchises like the Sox, or the Celtics, or the Bruins, the objects of intense dedication. Instead, their findings point to a variety of factors that contribute to fanship, including our instinct for tribal affiliation, our desire to participate in tradition, and our hunger for compelling characters and dramatic story lines.

Fandom, it turns out, is a surprisingly clear window into our brains, and into how loyalty in general works. Sports teams, in this light, are not just groups of athletes in competition with each other, but rather complex systems that are designed to secure our allegiance by seizing upon our human needs and vulnerabilities. Think of them as loyalty-making machines, which exist to create fans out of people who might not otherwise care about them by reaching into their heads and pushing the right buttons.

Link para o artigo: Boston Globe – How teams take over your mind

Imagem:Soccer Worldcup 2006 – 09/06/2006, by Franz Patzig

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