O Impacto (Reduzido) das Redes Sociais nas Eleições?

Desde a famosa campanha de Obama que o impacto que as redes sociais podem ter no desfecho político de uma eleição têm sido alvo de inúmeros estudos. O próprio Facebook vangloriou-se da capacidade predictiva da plataforma relativamente às eleições para o Senado norte-americano em 2010.

No entanto, nem todos os dados apontam para este cenário de grande influência das redes sociais. Os próprios dados relativos às eleições que Obama ganhou demonstram que foram os eleitores mais velhos a garantir a vitória Democrata. Igualmente, uma análise baseada unicamente no número de seguidores no Facebook não permite prever os resultados das primárias Republicanas, como indica um artigo da AdAge:

Despite Mr. Obama’s much-hyped “youth quake,” the young social-media army often credited with carrying him into the White House, the 2008 election was won by galvanizing an older population of Democrats and independents, many of whom had never used social media.

Even more recently, the wild inconsistency between Republican primary wins and social-media prowess has made the relative unimportance of social media in political campaigns all the more obvious (i.e. internet heavyweight Ron Paul hasn’t won a single primary). (…)

In a key contest of 2010, Tea Party favorite Sharron Angle vs. Senate Majority leader Harry Reid, Facebook was wildly off. In late October, Ms. Angle had a staggering seven times as many Facebook fans as Mr. Reid (104,000 to 14,000), yet he snagged a comfortable victory, 50% to 45%. Thus, while it is tempting to believe that the size of a candidate’s online fan-base is significantly helpful in getting elected, the numbers just don’t add up.

O artigo continua afirmando que a melhor forma de garantir que uma pessoa irá votar é através da pressão social dos seus pares, e influenciando essa pessoa directamente. Melhor ainda será se, à pressão social, se juntar a capacidade de levar essa pessoa a assumir publicamente o compromisso de votar evocando a norma da consistência.

Apesar de concordar com alguns dos pontos do artigo, e de achar que o impacto das plataformas das redes sociais é excessivamente sobrevalorizado, também sou da opinião que estas plataformas, quando geridas adequadamente, têm um potencial elevado para a mobilização do eleitorado. Infelizmente o artigo centra-se unicamente na capacidade de predicção dos resultados de uma dada eleição, e esquece-se que mais do que um barómetro ou uma sondagem de opinião esta plataformas são um canal de comunicação e socialização.

Link: AdAge – Waiting for the ‘Twitter Election?’ Keep Waiting

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