O Impacto das Redes Sociais na Actividade Física das Crianças

Não é novidade nenhuma que a pressão exercida pelos nossos pares tem uma grande influência nas decisões que tomámos, sobretudo em períodos do nosso desenvolvimento em que ainda estamos a formar a nossa identidade e a necessidade de pertença tem um maior apelo. Os gostos e práticas das nossas redes sociais (termo aqui usado no seu sentido original e não como descrição generalizada de plataformas digitais) moldam os nossos gostos e as nossas práticas, desde as marcas que gostamos, à música que ouvimos, ou a práticas diárias como é o caso do consumo de tabaco.

Normalmente vilipendiada pelos efeitos nocivos que pode ter – deste o referido tabagismo até à prática de condutas anti-sociais – a pressão dos pares pode também ser usada para incutir comportamentos mais positivos, ou socialmente mais aceitáveis, como é o caso de aumentar os níveis de exercício entre crianças. Pelo menos é o que aponta um estudo realizado por investigadores da Vanderbilt School of Medicine, onde um grupo de crianças foi avaliada durante um período de 12 semanas. O estudo demonstrou que o factor que mais influenciava o tempo que uma criança passava a realizar actividades físicas era o nível de actividade dos seus 6 amigos mais próximos. Ou seja, quanto mais activa a rede social, mais activa a criança (é importante compreender que cada criança é influenciada pelos seus pares, mas também é influenciadora dos mesmos, devendo a rede social ser compreendida como um todo que se auto-influencia).

At the start of the program, none of the children knew one another well, so the researchers were able to track how the youngsters made and dropped friends and what effect these changing relationships had on their physical activity level.

Turned out, it was a big one: during the time the children spent in the program, the strongest factor influencing how much time they spent engaged in moderate to vigorous physical activity was the activity level of their four to six closest friends. In fact, children changed their exercise level about 10% to better match those in their circle; children who hung out with more active students were more likely to increase their physical activity levels, while those who befriended more sedentary children became less active.

O impacto das redes sociais ao nível da saúde de um indivíduo é um tema cada vez mais estudado. Já aqui referi os estudos realizados por Nicholas Christakis e James Fowler ao nível da obesidade e como a mesma pode ser contagiosa dentro de uma comunidade.

Este estudo da Vanderbilt, comparando com os estudos de Christakis e Fowler, tem a vantagem de ter estudado in loco o desenvolvimento das redes sociais não se baseando em “artefactos” antropológicos – não que estes não tenham o seu valor, antes pelo contrário. Fica no entanto a dúvida, uma vez que não se trata de um desenho experimental, se são as redes sociais que influenciaram as crianças a adoptar uma postura mais activa, ou se foi o nível de actividade pré-estudo que levou à formação dessas redes sociais, isto é, as crianças mais activas “procuraram” outros que se assemelhassem a elas.

Via: Time

Imagem: À moi! À moi! by Philiphoto

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s