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Audi: Conduzir com Cabeça

[vimeo:http://vimeo.com/80994003%5D

Iniciativa interessante e divertida da Audi em parceira com o FC Barcelona.

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The Fun Theory: 4 anos continua viva

Há 4 anos atrás a Volkswagen lançou a sua iniciativa “The fun theory” com as famosas “escadas piano”. O conceito por detrás desta iniciativa foi o de que o método mais simples e eficaz de conseguir mudar o comportamento das pessoas seria o de fazê-lo de uma forma divertida e dinâmica. Desde então algumas iniciativas, privadas e públicas, publicitárias ou não, têm vindo a seguir a mesma linha de pensamento de mudar comportamentos e atitudes através acções de interacção com o público.

O mais recente exemplo chega de Moscovo onde os passageiros do metro local podem adquirir bilhetes em troca de exercício físico. A iniciativa tem o duplo propósito de promover os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, que se realizam em Sochi, e de consciencializar os moscovitas para a prática de desporto e de estilos de vida mais activos e saudáveis:

Um outro exemplo muito interessante, e que também envolve bilhetes para o metro, chega-nos de Pequim, onde os passageiros podem adquirir bilhetes de metro em troca de garrafas de plástico doadas para reciclagem:

Ainda dentro do tema da reciclagem, um outro exemplo interessante é o “Bottletheatre” desenvolvido pela marca alemã de cerveja Astra: em troca de garrafas vazias, os transeuntes podem assistir a espectáculos privados.

Bónus: as “piano stairs” da Volkswagen

Coleccionar Likes

Um tema que tem sido recorrente neste blog é o excesso de optimismo e de reverência com que os profissionais de marketing e comunicação encaram o Facebook. De repente (ok, nos últimos 3 anos) tudo se resolve com uma página do Facebook. Desde a mais pequena empresa, até às grandes multinacionais, todos olham para a plataforma do sr. Zuckerberg como um instrumento vital. Hoje em dia o Facebook é a versão comida pré-cozinhada do marketing e comunicação: a estrutura já está montada, é só acrescentar alguns ingredientes e, voilá, já temos uma “estratégia” moderna que podemos mostrar aos amigos e enviar uns quantos press releases a indicar quantos likes uma certa página já tem.

Esta situação resulta da formatação psicológica da maioria dos profissionais da área que continuam agarrados ao modelo de procura do maior número de eyeballs para exibir uma mensagem. Agarram-se ao Facebook como antes se agarravam aos números de audiências de um programa televisivo ou aos números de circulação de um determinado jornal. Continua a imperar a lógica de que se colocarmos a mensagem num meio com uma grande audiência, estamos a fazer o trabalho certo.

Esta é uma lógica que ignora por completo a dinâmica de utilização desta plataforma e da internet em geral. Contrariamente a um anúncio – na televisão, rádio ou imprensa – que é colocado junto ao conteúdo que os consumidores pretendem ver, o Facebook exige uma  maior proactividade da parte dos consumidores para que o conteúdo lhes seja “servido”. É certo que não estamos a falar de um grande barreira em termos de acção, basta clicar num botão; mas para que esse botão seja accionado é preciso que haja uma razão para isso acontecer, é preciso que haja uma relação prévia entre a marca e o consumidor, mesmo que indirecta.

Ou seja, o Facebook está mais apto para ser usado como um canal de comunicação no pós-serviço do que propriamente como um canal de marketing orientado para a captação de clientes. É um canal, pelas suas características e pela forma como é usado, é útil para manter uma relação contínua com os actuais clientes e, através destes, influenciar a consideração de outros. Não quer isto dizer que o Facebook não pode funcionar como canal de venda, ou que através da plataforma não se consiga angariar novos clientes. Isto é perfeitamente possível e há marcas que o fazem com sucesso. Simplesmente são objectivos mais fáceis de concretizar se houver uma estratégia e uma história já formada, online e offline.

E é a formação dessa estratégia e dessa história que são continuamente negligenciadas na procura incessante de likes e shares sem um objectivo estratégico em mente. Há uma maior preocupação em coleccionar seguidores do que propriamente em optimizar a relação com os clientes.

[Repost] 6 Conselhos para um Bom Relacionamento entre Empresas e Bloggers

A versão original destes “conselhos” data de Fevereiro de 2008. Quase 3 anos após a sua publicação é com algum interesse, e surpresa, que verifico que continuam a ser tão actuais como o eram há data e que ainda há quem, a nível profissional, continue sem entender como deve lidar com blogs e opiniões negativas. Deixo-os aqui novamente para leitura e discussão com dedicatória especial aos senhores da Ensitel:

1. Se não conhece as regras do jogo, fique de fora a assistir.

Da mesma forma que para ter sucesso num determinado desporto é necessário saber como jogá-lo, para que uma empresa/agência consiga lidar correctamente com blogs é necessário que perceba como funcionam e o que motiva quem os escreve. Mais vale não interagir com bloggers do que fazê-lo mal! No primeiro caso, o pior que pode acontecer é perder oportunidades de estabelecer contactos e formar relações com actuais e potenciais clientes; no segundo os riscos são bem maiores e podem resultar em problemas em termos de reputação da empresa/cliente. O melhor é, antes de começar a participar na blogosfera, perder algum tempo a ler blogs e a analisar as práticas mais aceites. O dispêndio de tempo poderá ser elevado, mas os ganhos potenciais justificam-no. Continuar a ler

Popularidade vs Influência

Nós, humanos, gostamos de rankings. E de listas. No fundo gostamos de categorizar. Ou melhor, necessitamos de categorizar para criarmos algum sentido de ordem em ambientes tão diversos e ambíguos como aqueles que o Mundo nos oferece. Esta necessidade de listar e de categorizar foi exponenciada pela web – até porque é uma excelente estratégia de linkbait. Não há 1 dia em que não encontre um post num blog ou um artigo em algum site com o Top [inserir número] de qualquer coisa. Sobretudo neste período de transição entre o velho e o novo ano.

No que diz respeito à web social, é normal encontrar listas e rankings dos bloggers ou perfis do Twitter mais influentes. O problema é que raramente esses rankings e listas utilizam o conceito de influência como medida. O mais comum é a lista de influentes ser na realidade uma lista de popularidade, indicando os blogs com mais visitas ou os perfis com mais seguidores. O que me parece é que para muita gente influência e popularidade são uma e a mesma coisa, quando na realidade são noções diferentes mesmo que se cruzem e interajam.
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Flashmobs, Virais e Outros que Tais

A TAP e a ANA realizaram uma interessante acção no aeroporta da Portela para desejar um Feliz Natal às pessoas que se encontravam naquele momento no local. Fica abaixo o vídeo:

Apesar de interessante e bem realizada, e ao contrário do que tem sido dito, isto não é uma flashmob, é uma acção de marketing. Uma flashmob é uma reunião espontânea de pessoas num dado local para realizar uma certa acção e que se dispersa rapidamente. Tudo características que a acção da TAP e da ANA contém. A diferença é que neste caso se trata de uma acção de marketing e não de uma acção “espontânea” por parte de um grupo de pessoas que combinou encontrar-se num determinado local para realizar uma acção.
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Maitê Proença e o Pingo Doce Demonstram Mobilização das Redes Sociais

Se dúvidas houvesse quanto ao poder mobilizador (para o bem, para o mal e para o irrelevante) das redes sociais, os últimos dias trouxeram dois casos que o demonstram na perfeição: o vídeo em que Maitê Proença goza com Portugal e o novo anúncio do Pingo Doce. Os dois casos têm sido tema de discussão nas redes socias e rapidamente passaram para os mainstream media.

Começando pelo caso de Maitê Proença, o dito vídeo foi feito em 2007 para o programa Saia Justa e basicamente mostra a actriz por terras nacionais a gozar com Portugal e com os Portugueses. A resposta chegou através de comentários, posts, tweets e petições nas redes sociais. A actriz brasileira foi criticada, gozada e insultada por quem se sintou ofendido ou decepcionado com o seu comportamento. Os interessados em saber mais poderão ler este post no Bitaites e este outro do Paulo Querido que resumem bem as coisas.

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