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Guinness: A História da Cerveja que Marcou o Mundo

Há marcas que conseguem o feito de se tornarem ícones universais, como é o caso da Guinness. O vídeo abaixo apresenta alguns dos momentos mais importantes nesse processo por parte da cerveja que partiu de Dublin e conquistou o mundo.

Anúncio Móvel com Seios Gigantes Causa Mais de 500 Acidentes em Moscovo

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A ideia de que sexo vende não faz parte apenas dos preconceitos dos criativos das agências de publicidade ou dos responsáveis de marketing das marcas. Também os fornecedores de meios entendem que nada melhor para chamar a atenção de potenciais clientes do que uma imagem gigante de seios na lateral de uma carrinha a passear pelas ruas de Moscovo.

A “campanha” pertence à empresa Sarafan Advertising e teve como único objectivo despertar a atenção para o novo meio móvel de publicidade da empresa. A mensagem do anúncio não podia ser mais simples: “Eles atraem”. Uma mensagem que demonstrou a sua eficácia uma vez que se registaram mais de 500 acidentes em Moscovo como resultado de distracções causadas pelo anúncio.

Colgate: Pasta dos Dentes em Máquinas de Venda Automática

Nem sempre é fácil surpreender o público com campanhas para artigos de conveniência, como é o caso da pasta dentrífica. O normal são anúncios com gente com sorriso perfeito felizes enquanto escovam os dentes, situações embaraçosas em que dentes mal lavados prejudicam as actividades diárias das personagens, ou o simples anúncio “científico” com alguém de bata branca a enaltecer todas as vantagens de um produto face a toda a concorrência.

Mas pensar fora do convencional, às vezes traz as suas vantagens como é o caso desta campanha da Colgate que emparelhou amostras do seu produto com doces comprados numa máquina de venda automática. Para além de surpreender os consumidores, fá-lo de uma forma extremamente relevante para a categoria em que o produto se insere.

TomTom: Seios Atléticos

Já há algum tempo que não apresentava aqui um exemplo do uso gratuito de sexo em acções publicitárias. Hoje trago um anúncio da TomTom para o seu aparelho de fitness de pulso que não necessita que o utilizador use uma cinta peitoral para recolher dados biométricos. E que melhor forma de demonstrar essa inovação do que um anúncio cheio de close-ups aos seios de uma corredora?

Normas Sociais: Quando o Feitiço se Vira Contra o Feiticeiro

As normas sociais têm um elevado valor persuasivo sobre as pessoas. Em situações ambíguas – e mesmo em outras mais claras – tendemos a seguir o comportamento daqueles que nos rodeiam. Não é por isso de estranhar que a validação social seja um instrumento usado com muito frequência em campanhas de marketing. No entanto, esta é verdadeiramente uma “faca de dois gumes” na medida em que se usada erradamente pode produzir os efeitos contrários ao desejado.

Isto é sobretudo evidente em campanhas em que se pretende combater um comportamento negativo ou introduzir um novo comportamento por oposição a um que já se encontra em vigor. Por exemplo, um estudo realizado em parques naturais dos EUA revelou que quando eram usados sinais anti-furto de madeira em que eram representados 3 pessoas, a percentagem de madeira furtada aumentava quase 8%. A utilização de sinais com apenas 1 pessoa representada levou a um crescimento de menos de 2%. Estes aumentos resultaram do facto dos sinais reforçarem, em diferentes ordens de magnitude, uma norma social contrária aquela que os responsáveis pretendia incutir.

Todos os jovens conduzem sob o efeito do álcool

Este era um erro muito cometido em campanhas pró-sociais contra a condução sob o efeito de álcool de jovens. Há alguns anos atrás era normal estas campanhas recorrerem a anúncios quase estandardizados: um grupo de jovens divertia-se à noite com consumo de álcool, no regresso a casa um deles, ou mais, conduzia sob o efeito do álcool e sofria um acidente. A lógica por trás destes anúncios era uma demonstração clara de causa e efeitos, que se assumia iria levar os jovens a ser mais conscientes com os seus comportamentos.

Na realidade estes anúncios apenas reforçavam a norma de que sair à noite, beber e conduzir sob o efeito do álcool era normal e aquilo que os jovens faziam. Como tal, apenas salientavam o comportamento que se pretendia inibir de uma forma da qual resultava o efeito contrário.

Os Portugueses não usam medicamentos genéricos

Um caso similar, e do qual já aqui falei, foram as campanhas de promoção dos medicamentos genéricos em Portugal. Nesses campanhas salientava-se o facto de em outros países (com especial incidência para a Finlândia) o uso de genéricos era muito mais disseminado do que em Portugal, com o intuito de dessa forma convencer os portugueses das virtudes e qualidades dos produtos.

No entanto, esses anúncios demonstravam claramente que o uso de genéricos não era a norma em Portugal. Pelo contrário, a grande maioria dos portugueses não recorria a medicamentos genéricos, e ao apresentar esses dados os anúncios limitavam-se a reforçar a norma social de que os portugueses – o grupo de referências para o público-alvo – não usavam genéricos.

As normais sociais influenciam o comportamento tanto para o bem como para o mal. A utilização deste método de persuasão, quando feita de forma descuidada, pode ter os resultados opostos aos pretendidos. É fundamental ter o cuidado de analisar se não se promove o comportamento contrário ao pretendido, ao enfatizar que essa é a norma social em vigor.