Category Archives: Digital Marketing

Reservar Hotel Através do Instagram

conrad

 

Quantas vezes já não nos apeteceu entrar num avião e viajar para umas férias únicas, tentados por imagens vistas numa qualquer rede social? Como este é um desejo que acaba por ser experienciado pela maioria dos utilizadores destas redes, a cadeia de hotéis Conrad resolveu aproveitar o momento e facilitar a reserva de um quarto de hotel em algumas das suas principais unidades através das fotos que publica no Instagram.

O formato é simples e eficaz: quando um utilizador encontra uma foto que lhe abre o apetite para viajar, basta clicar na mesma para ser enviado para a página desse hotel, pronto para ser feita a reserva. O potencial da iniciativa é ainda mais amplo, uma vez que a partilha das fotos por parte de utilizadores da plataforma permite fazer chegar a mesma a uma audiência mais vasta.

Ainda não há dados ou certezas da capacidade desta iniciativa, mas o seu princípio base é de realçar: ao invés de inventar algo totalmente novo e tentar impô-lo aos utilizadores, a cadeia de hotéis limitou-se a adaptar a forma de vender ao comportamento dos utilizadores.

Anúncios

Marriott Teleporta Turistas para Destinos de Férias Virtuais

Marriott-Hotels-Oculus-Rift-VR-Teleporter-1-640x309

Num mundo cada vez mais virtual, transmitir as sensações de uma experiência física (e por vezes espiritual) não é tarefa fácil. A cadeia Marriott resolveu criar uma nova forma de “teleportar” os potenciais clientes para uma experiência única nos vários hotéis da marca em todo o mundo. A iniciativa não se limita a “mostrar” a experiência, mas desafia os turistas a viverem-na numa experiência virtual e imersiva em quatro dimensões.

Além da original pelo formato e tecnologia usada, esta foi uma campanha muito bem pensada e executada tendo claramente em mente o público-alvo e as suas motivações, como demonstra o vídeo abaixo da instalação do “Teleporter” à saída de uma conservatória em New York, oferecendo aos casais recém-casados uma lua-de-mel instantânea.

Ikea Austrália Coloca Showrooms Disponíveis no Airbnb

ikea-airbnb2

Se há empresa que tem vindo a utilizar de forma inovadora as novas soluções digitais para se promover é a sueca Ikea. Desde usar a possibilidade de tagging nas imagens do Facebook para permitir a clientes reclamarem para si produtos, até ao criar um site completo no Instagram, as equipas criativas da empresa sueca têm estado na vanguarda da promoção online.

Desta vez, a empresa de mobiliário destaca-se por uma parceria com o Airbnb que permite aos clientes australianos passarem uma noite num dos showrooms que a empresa tem montados nas sua loja de Sydney. A estadia é gratuita (embora seja necessário pagar a taxa de reserva do Airbnb), mas para ter a oportunidade de passar a noite na loja – com a promessa de um serviço de despertar inesquecível – os interessados têm de explicar em 25 palavras ou menos porque são merecedores da oportunidade.

Esta iniciativa enquadra-se na campanha de lançamento do catálogo de 2015 da Ikea, e será certamente um excelente forma da empresa conseguir, uma vez mais, colocar-se no foco de atenção dos consumidores e da imprensa.

Via: PSFK

Usar Remorso e Culpa Para Aumentar o Número de Dadores de Órgãos

Aumentar o número de dadores de órgãos e de sangue é uma questão essencial ao nível da saúde pública. Um pequeno aumento na percentagem de dadores pode significar um acréscimo significativo no número de vidas salvas. A maioria das campanhas realizadas para este propósito centram-se na possível necessidade futura dos alvos, procurando-os colocar na posição de, eventualmente um dia, serem eles a necessitar da generosidade de outros.

Uma outra tipologia de campanha que visa o mesmo fim, foca-se mais na criação de um sentimento de culpa, neste caso pela inacção. Um exemplo é este anúncio sul-africano:

A ideia da campanha é simples: associar o não ser dador de órgãos a um egoísmo assassino. Este princípio de culpabilização e remorso, embora não seja do agrado de todos e até seja considerado por muitos como desadequado, não deixa de ser eficaz. Há alguns anos atrás o mesmo princípio esteve na origem da alteração de conceito das campanhas de prevenção rodoviária britânicas, cujos anúncios passaram a focar mais o impacto negativo que a irresponsabilidade dos condutores tem sobre as outras pessoas, ao invés dos impactos negativos que essa responsabilidade teria sobre o próprio condutor.

Um exemplo disso e a famosa campanha “It’s 30 for a reason” cujos anúncios chocantes foram alvo de polémica pelo carácter excessivamente visual dos mesmos, como podem ver abaixo.

Onde a campanha da sul-africana falha, i.e. tem uma menor capacidade de persuasão, reside no facto de não criar uma maior empatia com as potenciais vítimas, centrando a atenção do público-alvo no impacto da acção sobre essa pessoa em particular – o que no caso da campanha da Think em cima apresentada acontece, sendo a própria vítima a relatar os factos.

Ainda assim, a melhor forma de aumentar o número de dadores continua a ser retirar as barreiras que existem para a inscrição de dadores, como tornar os formulários opt-out e não opt-in, uma vez que as pessoas tendem a seguir o caminho de menor resistência e a deixarem de actuar a inércia.

FourSeasons Lança “Airbnb” de Luxo

NEP_037_1280x486

O site Airbnb, que permite a proprietários individuais alugar um espaço de sua casa, ou a totalidade da residência, a outras pessoas, tem sido visto como um novo némesis da hotelaria tradicional. Efectivamente, com valores mais baixos, e sem as regras de segurança, higiene e fiscais a que os hotéis estão sujeitos, este é um tipo de negócio que começa a colocar alguma pressão sobre as cadeias de hotéis, mas também sobre os hostels.

Independentemente das questões legais e fiscais que se têm levantado contra o Airbnb, o modelo de negócio encontra-se claramente adaptado às novas tendências de consumo, nomeadamente o eclodir da economia colaborativa e a procura de experiências mais autênticas, sobretudo em termos de turismo. Um modelo que, de certa forma, passa um pouco ao lado da hotelaria tradicional, mas que não a exclui por completo, bastando haver vontade de aprender e capacidade de adaptação, de forma a criar um serviço “novo” mantendo no entanto os factores diferenciadores do serviço de um hotel.

Foi precisamente isso que a cadeia Four Seasons fez, criando o seu próprio portal de aluguer de residências de luxo, que mantêm a qualidade de serviço típica das propriedades do grupo. Através do site vacationrentals.fourseasons.com, os clientes habituais do grupo poderão escolher de um conjunto de propriedades de luxo, um pouco por todo o globo – para já só não há opções de escolha na Europa – que providenciam a experiência de uma residência pessoal, associada aos serviços de um hotel de cinco estrelas. Entre os serviços que poderão ser requisitados pelos hóspedes encontram-se os serviços de um chefe privado, serviços de limpeza, e de fitness. para além de motorista privado ou ter o frigorífico devidamente apetrechado.

O serviço está longe de ser uma réplica do Airbnb e não se trata de uma versão de luxo da economia colaborativa. Mas é um bom exemplo de como quando uma marca se encontra aberta a novas aprendizagens e a “ler” o mercado e os consumidores, consegue adaptar-se a novas realidades.

Ikeahacking: A História de uma Oportunidade Perdida

jules-sad Chegados a 2014 é interessante constatar que, por muita evangelização que seja feita e por muitos posts em blogs que se tenham criado, a “socialização” do mundo corporativo ainda é um processo na sua infância. O paradigma hiper-protectivo da marca e da sua imagem ainda reina, e a co-criação de valor, não obstante alguns exemplos interessantes, é ainda uma utopia relegada para projectos menores e pontuais.

Vem isto a propósito da recente “polémica” entre a Ikea e o site Ikeahackers.net, resultante de uma acção Cease & Desist da multinacional sueca para o abandono da utilização do nome da empresa na denominação do site, ou para, mantendo o nome, que o mesmo deixe de ter qualquer fim comercial, incluindo a exibição de anúncios publicitários. Podem ler a explicação do caso neste post do criador do site.

Do ponto de vista legal e corporativo, a Ikea fez o que seria de esperar (estranho é que tenha demorado tanto): viu uma utilização abusiva da sua marca, e agiu para impedir que a mesma continuasse. Além disso, há que acrescentar que as alterações aos produtos podem resultar numa menor funcionalidade e durabilidade dos mesmos, sendo compreensível que a Ikea não quisesse ser responsabilizada por situações que não controla.

Há no entanto a perda de uma clara oportunidade de criar valor para a sua comunidade e para a sua própria marca. Sendo evidente que o site apresentava formas “não sancionadas” de utilização dos produtos Ikea, também é verdade que o mesmo ajudava a promover a marca e a fazer crescer o seu impacto comercial, mostrando que há mais vida num modelo de estantes do que simplesmente decidir se é colocado na vertical ou na horizontal.

Aquilo que a Ikea poderia, e deveria, ter feito era integrar o site na sua estratégia digital e garantir que toda a publicidade apresentada no site era sua, e que seria fácil para os utilizadores, a partir dos vários posts, efectuar a compra dos produtos da marca. Poderia, e deveria, ter acordado com os proprietários do site que, em todos os posts, fosse colocado um aviso a desresponsabilizar a marca pelo uso dos seus materiais para outros fins que não aqueles para que foram feitos. Poderia, e deveria, promover a comunidade a apresentar formas criativas de utilização dos seus produtos e poderia, e deveria, criar anualmente uma amostra nas suas lojas dos designs mais criativos e originais. Poderia e deveria.

Mas para isso era preciso “largar” um pouco mais a marca para que esta pudesse ser trabalhada pelos consumidores. E é este medo de perder controlo por algo que é seu que leva as empresas a não assumirem uma política mais aberta e social. O que se esquecem é que na realidade, sempre foram os consumidores a “controlarem” a imagem das marcas.

Imagem: ikeahackers.net

O Diário de um Sem-Abrigo no Facebook

O recurso às plataformas de social media para campanhas pró-sociais não é algo de novo, mas é sempre interessante ver boas execuções como este caso em que o dia-a-dia de um sem-abrigo de Viena foi acompanhado no Facebook com o intuito de consciencializar as pessoas para os problemas de quem vive na rua, e das entidades que trabalham para as ajudar.