Category Archives: Sex Sells

TomTom: Seios Atléticos

Já há algum tempo que não apresentava aqui um exemplo do uso gratuito de sexo em acções publicitárias. Hoje trago um anúncio da TomTom para o seu aparelho de fitness de pulso que não necessita que o utilizador use uma cinta peitoral para recolher dados biométricos. E que melhor forma de demonstrar essa inovação do que um anúncio cheio de close-ups aos seios de uma corredora?

O Poder de Sexo e do Reddit na Publicidade

Não se pode dizer que é de todo surpreendente o uso de iconografia sexual para promover uma aplicação móvel. Há muito para dizer – quase nada positivo – de uma aplicação de controlo de ar condicionado que necessita de um anúncio destes.

Relativamente ao anúncio, a verdade é que passaria totalmente despercebido não fosse um gif do mesmo ter surgido no reddit, o que o levou de um número insignificante de visualizações para mais 400 mil em poucos dias. Neste caso, a componente sexual do anúncio ajudou ao seu sucesso (em termos de visualizações) porque foi exponenciada por uma plataforma online de partilha viral.

Booth Babes: Funcionam ou não?

4776109755_55c69a9002_zHá coisa de 2 semanas um artigo de Spencer Chen, no TechCrunch, intitulado “Booth Babes Don’t Work” causou algum furor na Internet. Não foi para menos. Aqui estava alguém, do sector da tecnologia, a afirmar que tinha provas que as famosas booth babes, que estão presentes em todas as feiras de tecnologia (e não só, no turismo também é prática habitual), não têm a capacidade mágica de vender produtos que sempre lhes foi atribuída.

O mais interessante é que Chen não se limita a emitir uma opinião – como muitos têm feito – ou a analisar a questão do ponto de vista da misoginia. Chen apresentou um estudo de caso que levou a cabo na empresa em que trabalhava: num grande evento, aproveitando o facto de ter dois espaços, Chen contratou para um dos stands da empresa as tradicionais booth babes e para um outro stand resolveu contratar duas mulheres com experiência em vendas e cujo perfil não é o das tradicionais raparigas que estão presentes apenas para chamar a atenção dos transeuntes. Os resultados foram elucidativos:

The booth that was staffed with the booth babes generated a third of the foot traffic (as measured by conversations or demos with our reps) and less than half the leads (as measured by a badge swipe or a completed contact form) while the other team had a consistently packed booth that ultimately generated over 550 leads, over triple from the previous year.

Everyone on the team was genuinely surprised by the results but duly convinced. It was like showing some hardened sales reps a new golf swing. I was able to replicate this a few more times throughout the year with even better results since we had a chance to further optimize our new “staffing plan.”

Os dados, embora restritos a uma empresa, são demonstrativos de que, neste caso, a estratégia de complementar a presença de uma empresa numa feira de negócios com jovens atraentes, que têm como único propósito servir de “isco” para captar a atenção dos transeuntes, não é a melhor estratégia de negócio. Tenho falado várias vezes neste blog como a variável sexo é usada com demasiada frequência para melhorar a atractividade de um produto, não sendo claro se os resultados são positivos ou negativos. O artigo de Chen apresenta dados que apontam para resultados, não negativos, mas de menor qualidade.

Um dos pontos que Chen apresenta para justificar os piores resultados das booth babes, é também um dos motivos pelos quais acho que a conclusão que retira do seu pequeno estudo é exagerada: a capacidade para atrair leads de menor qualidade. De acordo com Chen as pessoas que são atraídas aos stands pelas animadoras não são propriamente as mais adequadas uma vez que não são aquelas que têm capacidade de decisão. Um ponto com o qual tendo a concordar, embora sem dados que o corroborem. Ora isto no caso da empresa em que Chen trabalhava era crucial, tendo em conta que o objectivo era o de firmar contratos para serviços onerosos que, provavelmente, apenas algumas pessoas dentro de uma empresa podem tomar.

Imagem: E3 2010 G4 booth babes by pop culture geek

Sexo Também Vende Notícias, Segundo o Público

publico_casamentoNa passada sexta-feira o Público partilhou uma notícia da sua secção de Life&Style sobre um estudo da Exponoivos com uma foto bastante atrevida, para usar outro tipo de classificação. Esta era também a foto que acompanhava a notícia na página do jornal que foi entretanto substituída por uma mais… neutra.

publico_casamento2

Vicomte A.: “You Share, She Strips”

Que forma mais simples há de promover vestuário nas redes sociais do que despir uma modelo de cada vez que um utilizador partilha uma das peças de roupa que está a usar? Foi esta a ideia de Vicomte A., que criou esta campanha que gerou muito tráfego e muitas partilhas, e despiu modelos. Como sempre, faltaram os dados de vendas na apresentação do case study.

Boobvertising à Portuguesa

Rita_Pereiraposter_ecaab

O João Bem deu-me a conhecer esta peça publicitária do Licor Nacional que se limita a apresentar o produto como sendo tão bom quanto a Rita Pereira que “é daqui”, de trás da orelha entenda-se. Um conjunto de trocadilhos e erotismo softcore tão ao gosto do nacional-brejeirismo tuga. O anúncio – à parte da parte estética – está ao nível das criações de Quim Barreiros e outros artistas do movimento “pimba”.

Se pudemos opinar sobre a qualidade do anúncio – criativamente pouco interessante e que recorre ao mínimo denominador comum – a verdade é que este é um produto que tem um público-alvo que se identifica com este tipo de linguagem e semiótica, e que também é consumidor dos produtos “pimba” que Portugal tanto gosta de produzir. Nesse sentido, é um anúncio que se adequa à marca, ao produto e ao consumidor. Basta aliás dar um salto à página do Facebook do Licor Nacional e ler os comentários ao post de anúncio da campanha para nos apercebermos desta ligação quase perfeita (também existem comentários críticos para com o anúncio).

De cuecas e soutiã para promover serviços móveis

Já algum tempo que não postava nenhum exemplo de uso gratuito de imagens de cariz sexual para promover algum tipo de produto ou serviço. Não porque tenha havido um decréscimo no seu uso, mas sim por falta de tempo e de exemplos originais. Mas a Vodafone Irlandesa resolveu preencher este vazio com um anúncio de promoção a um serviço de “empréstimo” de saldo para momentos de necessidade. E que melhor exemplo do que ficar presa num vestido e a mostrar lingerie poderia haver para apresentar este tipo de produto?