Category Archives: Social Media

Conteúdo sobre o Meio: Foquem-se nas Pessoas e não na Tecnologia

O foco deve ser colocado nas pessoas e não na tecnologia!

É esta a mensagem que o Facebook quer passar para os marketers. É esta a mensagem que muitos não querem perceber. A tecnologia é apenas o meio que nos permite fazer chegar a mensagem às pessoas. Não é o ponto central da relação, nem sequer o mais importante. O conteúdo e a dinâmica estabelecida são mais relevantes do que a forma e o canal. Quem o diz é Paul Adams, que ficou conhecido pelo seu trabalho “The Real Life Social Network”, que mencionei neste post, que inspirou algumas das mais inovadoras características do Google+, e que o Facebook tratou de “importar” quando foi “pescar” Adams à Google.

‘Bora Fazer um Viral?

Marketers often add viral videos to marketing plans as if “viral” is as predictable as the circulation in a coupon drop or the number of samples in a sampling event. What marketers forget is that no one can create a viral video. We can only create quality content that may or may not go viral.

Link: http://tomfishburne.com/2012/03/go-viral.html

De acordo com o Priberam, a palavra viral usada em sentido figurado, é utilizada para classificar algo que, tal como um vírus, tem a capacidade de se espalhar, de se auto-replicar criando múltiplas cópias que são transmitidas entre organismos.

Os vírus, tal como os vídeos, podem ser criados e desenvolvidos de forma a que consigam aproveitar da melhor forma as características do ambiente para proliferar. Mas a sua viralidade está dependente não só das suas características intrínsecas, mas também das características do meio em que é lançado. Em epidemiologia usa-se o valor R0 para calcular a probabilidade de uma determinada doença se espalhar pela população.

Isto para dizer que não se fazem vídeos virais! Criam-se vídeos optimizados para aproveitar as características do ambiente, ou tenta-se manipular esse mesmo ambiente, de forma a aumentar a probabilidade de se propagarem “infectando” o maior número de pessoas, tornando-se assim em fenómenos virais.

Fãs de Fringe recorrem ao Twitter para salvar série

Os seguidores da série de ficção científica Fringe têm usado o Twitter para tentarem demonstrar aos executivos televisivos que a mesma tem viabilidade a médio/long prazo. Perante a possibilidade de cancelamento da série, um grupo de fãs desenvolveu uma campanha em torno de hashtags do Twitter com o objectivo de demonstrar que existe um largo grupo de seguidores devotos:

The X-Files style Fox produced show in the US, which centres on an FBI unit investigating unexplained or “fringe” events, is currently in its fourth season, but faces the threat of cancellation.

This has spurred Texas Twitter user @birdandbear and other fans to come together at the Fringenuity blog and launch an innovative hashtag and GetGlue check-in campaign designed to get the show trending as it airs each week. And it seems to be working.

A lógica da campanha é muito simples: para cada episódio é definida uma hashtag relacionada com o episódio. Mas engane-se quem pense que se trata de algo simplista. Os promotores desta campanha dedicaram o seu tempo a compreender a mecânica que gere a identificação de trends no Twitter, bem como qual a melhor forma de seleccionarem hashtags que sejam facilmente identificadas pelos fãs da série (designados de Fringies) sem no entanto perder o apelo do público em geral:

Choosing the right tag is a tricky business. Tweets containing more than one hashtag will not count towards trending, but retweets of a single hashtag will. Tweets from locked accounts are “invisible” and also don’t count. Because of the way the trending algorithm works, it needs to be a word or phrase that isn’t routinely discussed on Twitter. We can’t use #Fringe for example, because it’s used all the time, which severely hampers its chances at making the charts. (…)

Taking all this information into account, our hashtags are designed with a dual purpose in mind. First, it needs to be something that will appeal to Fringies as having a distinctive tie-in to the show; and secondly, it needs to be something that has the potential to catch the interest of outsiders, in order to amplify our collective voice and our chances of garnering new viewers.

Os dados das primeiras semanas desta campanha têm sido um sucesso, como se pode ver nos dados revelados pelos promotores: Continuar a ler

O Impacto (Reduzido) das Redes Sociais nas Eleições?

Desde a famosa campanha de Obama que o impacto que as redes sociais podem ter no desfecho político de uma eleição têm sido alvo de inúmeros estudos. O próprio Facebook vangloriou-se da capacidade predictiva da plataforma relativamente às eleições para o Senado norte-americano em 2010.

No entanto, nem todos os dados apontam para este cenário de grande influência das redes sociais. Os próprios dados relativos às eleições que Obama ganhou demonstram que foram os eleitores mais velhos a garantir a vitória Democrata. Igualmente, uma análise baseada unicamente no número de seguidores no Facebook não permite prever os resultados das primárias Republicanas, como indica um artigo da AdAge:

Despite Mr. Obama’s much-hyped “youth quake,” the young social-media army often credited with carrying him into the White House, the 2008 election was won by galvanizing an older population of Democrats and independents, many of whom had never used social media.

Even more recently, the wild inconsistency between Republican primary wins and social-media prowess has made the relative unimportance of social media in political campaigns all the more obvious (i.e. internet heavyweight Ron Paul hasn’t won a single primary). (…)

In a key contest of 2010, Tea Party favorite Sharron Angle vs. Senate Majority leader Harry Reid, Facebook was wildly off. In late October, Ms. Angle had a staggering seven times as many Facebook fans as Mr. Reid (104,000 to 14,000), yet he snagged a comfortable victory, 50% to 45%. Thus, while it is tempting to believe that the size of a candidate’s online fan-base is significantly helpful in getting elected, the numbers just don’t add up.

O artigo continua afirmando que a melhor forma de garantir que uma pessoa irá votar é através da pressão social dos seus pares, e influenciando essa pessoa directamente. Melhor ainda será se, à pressão social, se juntar a capacidade de levar essa pessoa a assumir publicamente o compromisso de votar evocando a norma da consistência.

Apesar de concordar com alguns dos pontos do artigo, e de achar que o impacto das plataformas das redes sociais é excessivamente sobrevalorizado, também sou da opinião que estas plataformas, quando geridas adequadamente, têm um potencial elevado para a mobilização do eleitorado. Infelizmente o artigo centra-se unicamente na capacidade de predicção dos resultados de uma dada eleição, e esquece-se que mais do que um barómetro ou uma sondagem de opinião esta plataformas são um canal de comunicação e socialização.

Link: AdAge – Waiting for the ‘Twitter Election?’ Keep Waiting

Vídeos do Youtube Infiltrados por Mensagens de Protecção Ambiental

Uma iniciativa muito interessante da Ogilvy Cape Town para a associação Forever Wild com o objectivo de consciencializar as pessoas para a caça furtiva de rinocerontes, e garantir um aumento de assinaturas numa petição. Compreendendo a dificuldade em competir pela atenção dos espectadores, nada como fazer uma acção de guerrilha que introduz a mensagem no conteúdo criado por outros. Os resultados, aumento de assinaturas em 400%, são prova da qualidade da iniciativa.

Agora: O Visualizador Social da Nokia

Um excelente projecto interno da Nokia que criou um ponto de contacto entre os seus funcionários e a presença da marca nas redes sociais – tanto os conteúdos criados pela marca como aqueles que foram criados pelos consumidores – fornecendo num formato de assimilação rápida informação que pode ser fundamental no desenvolvimento de projectos.

Afinal quantos utilizadores activos tem o Facebook?

Uma questão pertinente cuja resposta não é a mais simples. E isso tanto é válido para o Facebook como para outras plataformas como o Twitter ou Google+. Mas para além dos próprios números, a forma como se contabiliza os utilizadores activos é também uma fonte de discórdia, como se pode ler num artigo recente no NY Times:

On the first page of Facebook’s prospectus for its sale of stock to the public, it pegs the number of its “monthly active users” at a whopping 845 million people. The social networking site arrives at an even more astounding number when it comes to “daily active users”: 483 million people.

Those are some huge numbers. If it is hard to believe that so many people are clicking on facebook.com every day, that’s because well, they aren’t, exactly. Those eye-popping numbers should have an asterisk next to them.

If you managed to wade through to Page 44 of Facebook’s prospectus, you’d discover that the company provides a definition of an “active user” — and it is unlikely to be what you expected.

Facebook counts as “active” users who go to its Web site or its mobile site. But it also counts an entire other category of people who don’t click on facebook.com as “active users.” According to the company, a user is considered active if he or she “took an action to share content or activity with his or her Facebook friends or connections via a third-party Web site that is integrated with Facebook.” (…)

Facebook’s counting is, oddly enough, actually more transparent than that of some of its rivals. Google was recently criticized for disclosing only the number of registered users on its Google Plus service, not how many people actually use the service regularly. Twitter has similarly been criticized. At least Facebook is trying to count only those people who are somehow engaged with the service in a meaningful way.

A forma como o Facebook contabiliza os utilizadores activos pode ser muito útil para a própria empresa, uma vez que permite analisar quantas pessoas interagem diariamente com a plataforma, independentemente de estarem ou não a aceder ao site facebook.com. Para as empresas que utilizam a plataforma para contactar com clientes, seja através de páginas ou de anúncios, esta é uma metodologia claramente insuficiente e potencialmente enganadora.

Link: Those Millions on Facebook? Some May Not Actually Visit – NYTimes.com.