Category Archives: Web

Compras Colectivas: Mais Clientes, Mais Críticas Negativas Online

No último post abordei o potencial impacto que as recomendações online podem ter no comportamento dos consumidores: se por um lado menções positivas de uma marca ou produto podem levar a cativar potenciais clientes, por outro a existência de críticas negativas podem fazer com que um cliente se desista da compra, sendo que não são precisas muitas análises negativas para essa desistência ocorrer. É por isso importante que quem gere uma marca procure criar condições para que as análises online do produto/serviço sejam positivas, mas também – e cada vez mais – evitar situações que levem a que essas mesmas análises sejam negativas. Aparentemente, uma forma de conseguir esta última situação é não realizar promoções online com plataformas de compras colectivas, como a Groupon, a Living Social, e outros clones.

Pelo menos é a conclusão a que podemos chegar a partir de um estudo realizado por investigadores da Boston University e de Harvard, que analisaram o impacto de promoções na Groupon, realizadas por estabelecimentos da cidade de Boston, nas críticas a esses mesmos estabelecimentos no site Yelp. Ao todo foram analisadas cerca de 56 mil críticas realizadas por consumidores de 2.232 estabelecimentos, que entre si realizaram perto de 2.500 ofertas Groupon. A análise incidiu sobre críticas Yelp realizadas desde 1 ano antes da realização da oferta Groupon, até 6 meses após essa oferta (tempo usual para o expirar de uma oferta). Os dados são elucidativos quanto aos resultados: Continuar a ler

Google +: A evolução natural das redes sociais online?

Nos últimos dias não se tem falado de outra coisa online que não o Google + e o impacto que este novo projecto terá sobre o panorama actual das redes sociais, dominado pelo Facebook. Do pouco que ainda tive oportunidade de experimentar, parece-me que há motivos para Mark Zuckerberg e a sua equipa ficarem apreensivos. Tanto pelas funcionalidades já integradas no Google +, como pelas potencialidades apresentadas por esta ferramenta em termos de integração com os vários serviços Google existentes. O Google não está apenas a lançar uma rede social, está a lançar toda uma nova dimensão de gerir a nossa persona online, muito mais próxima da vida real do que aquilo que o Facebook e os seus actuais concorrentes fazem.

Claro que o Facebook leva um avanço enorme em relação ao Google e tem uma ‘personalidade’ muito mais social do que a empresa de Moutain View. Tem também a seu favor algo que nenhum dos rivais que foi vencendo teve: uma base actual de utilizadores gigantesca que tem grande parte da sua vida digital investida na plataforma. Também é verdade que as primeiras tentativas sociais da Google não foram bem sucedidas.

Mas parece que a Google aprendeu com os erros do Buzz e do Wave. E pode bem ser que estes dois projectos não foram mais do que tubos de ensaio para a geminação do Google +. E se há empresa que pode competir com o Facebook em termos de utilizadores é precisamente a Google. Para mim, a principal vantagem do Google + em relação ao Facebook é o facto de ser mais integrado na restante web.

Há cerca de 1 ano publiquei aqui uma presentação intitulada ‘The Real Life Social Network’ da autoria de Paul Adams que trabalha para a o Google onde é possível identificar alguns dos princípios que estiveram na origem de algumas das funcionalidades do Google +. Fica aqui mais uma vez essa apresentação:

Social Media Day Portugal – 30 de Junho

É já amanhã que se celebra o Dia Mundial das Redes Sociais. Em Portugal o dia fica marcado pelo evento Social Media Day Portugal que irá ocorrer a partir das 18h00 na Exponor em Matosinhos. Durante o evento os participantes poderão assistir a pequenas conferências – 5 minutos – da parte de um leque alargado de oradores de qualidade. Os bilhetes custam apenas €5 e podem ser adquiridos antecipadamente através do seguinte link: http://bit.ly/smdayportugal2011

Groupon: A Face Menos Bonita

A Groupon é, claramente, o novo ‘menino-bonito’ da web. As histórias de sucesso da Google e Facebook empalidecem perante o crescimento massivo da Groupon no último ano. De acordo com o USA Today as receitas da Groupon nos primeiros 4 meses de 2011 cresceram perto de 1500% face a igual período do ano anterior. Dados divulgados pela Groupon indicam que a empresa tem cerca de 83 milhões de subscriptores de e-mail em todo o Mundo, dos quais cerca de 16 milhões (20%) já efectuaram uma compra de um voucher de desconto. Se dúvidas ainda houvesse acerca do sucesso desta empresa, a recusa em vender a empresa à Google por cerca de 6 mil milhões de dólares no ano passado, e o lançamento recente de uma oferta pública inicial (IPO), adicionados à proliferação crescente de clones (à qual nem a Google resistiu), dissipam-nas por completo.

Mas afinal o ‘menino-bonito’ parece também ter uma outra face que fica escondida do público. Mas são cada vez mais as vozes que se levantam contra o modelo de negócio da Groupon e os efeitos perversos que tem sobre a economia dos pequenos e médios negócios que afirma ajudar. Os artigos críticos sobre a Groupon sucedem-se nos últimos dias, como podem ver nesta excelente compilação no blog Adland.

Dos vários artigos mencionados, destaco as seguintes passagens:

Groupon is not an Internet marketing business so much as it is the equivalent of a loan sharking business. The $21,000 that the business in this example gets for running a Groupon is essentially a very, very expensive loan. They get the cash up front, but pay for it with deep discounts over time.

TechCrunch: Why Groupon is Poised to Colapse

(…) many early-adopting merchants find that the burst in customers immediately disappears, and since they can’t perpetually discount 75%, those merchants stop using Groupon.

Knewtonblog: Groupon is a Straight-Up Ponzi Scheme

Isto não quer obviamente dizer que a Groupon não funciona para toda a gente. Há vários casos de sucesso de negócios que viram o número de clientes crescer após uma oferta na plataforma. Mas a verdade é que o número de vozes descontentes começa a acumular, e o número de negócios dispostos a experimentar a metodologia da Groupon vai diminuindo.

Usar as Críticas dos Clientes para se Promover no Google – Exemplo de um Troll

Na passada sexta-feira o NY Times publicou uma reportagem muito interessante sobre como o sistema do Google pode ser usado para promover um produto usando o mau serviço ao cliente. O caso concreto é o de um comerciante online que ataca e critica os seus clientes, chegando a fazer ameaças físicas, e com isso consegue obter uma melhor posição nas pesquisas online graças às críticas que lhe são feitas por clientes que procuram com isso evitar que outros caiam no mesmo erro. Ficam aqui alguns excertos do artigo que pode ser lido na totalidade aqui:

“When I fly to Las Vegas I look down and see all these houses,” he starts. “If someone in one of those houses buys from DecorMyEyes and ends up hating the company, it doesn’t matter. All those other houses are filled with people, too, and they will come knocking.”

Selling on the Internet, Mr. Borker says, attracts a new horde of potential customers every day. For the most part, they don’t know anything about DecorMyEyes, and the ones who bother to research the company — well, he doesn’t want their money. If you’re the type of person who reads consumer reviews, Mr. Borker would rather you shop elsewhere.

“I’m not a salesgirl at Macy’s,” is the way he puts it, “following a customer around the store to make sure you’re happy.” (…)

He stumbled upon the upside of rudeness by accident.

“I stopped caring,” he says, and for that he blames customers. They lied and changed their minds in ways that cost him money, he says, and at some point he started telling them off in the bluntest of terms. To his amazement, this seemed to better his standing in certain Google searches, which brought in more sales. Continuar a ler

Seres Cada Vez Mais Sociais

Um novo estudo da Nielsen demonstra, comparando dados de 2008 e 2009, que o tempo despendido em redes sociais aumentou 82% num ano! Cada vez mais as pessoas passam o seu tempo online em redes sociais – Facebook, MySpace, Twitter -o que pode ser facilmente constatado com uma visita ao Top 20 de sites a nível mundial compilado pela empresa Alexa, lista dominada por motores de busca, redes sociais, ou plataformas de partilha e de cooperação.

Cada vez mais a web se torna no espaço social de eleição para milhões de pessoas, que se encontram dispostas a discutir e a conversar mais abertamente sobre assuntos que normalmente estariam restritos a um número reduzido de pessoas. Online as esferas pessoais e sociais confundem-se e as fronteiras entre ambas são mais permeáveis do que aquilo que sucede “cá fora”. E esta é uma tendência que tende a crescer nos próximos tempos – o que acabará por originar movimentos contrários de nicho em que alguns utilizadores optarão por menos partilha.

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Flashmobs, Virais e Outros que Tais

A TAP e a ANA realizaram uma interessante acção no aeroporta da Portela para desejar um Feliz Natal às pessoas que se encontravam naquele momento no local. Fica abaixo o vídeo:

Apesar de interessante e bem realizada, e ao contrário do que tem sido dito, isto não é uma flashmob, é uma acção de marketing. Uma flashmob é uma reunião espontânea de pessoas num dado local para realizar uma certa acção e que se dispersa rapidamente. Tudo características que a acção da TAP e da ANA contém. A diferença é que neste caso se trata de uma acção de marketing e não de uma acção “espontânea” por parte de um grupo de pessoas que combinou encontrar-se num determinado local para realizar uma acção.
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